SITUAÇÃO MISSIONÁRIA

Estado secular com liberdade de consciência e prática da religião. Nenhum missionário estrangeiro é oficialmente permitido. A ruptura de 130 anos entre o governo mexicano e o Vaticano terminou com o reatamento de relações oficiais em 1992, reassumindo a Igreja Católica sua posição de domínio As mudanças constitucionais de 1992 também concederam tratamento mais justo para as minorias religiosas.

Não religiosos/outros: 5,3%.
Judeus: 0,1%. 57.000
Baha’i: 28.000
Muçulmanos: 25.000
Cristãos: 94,6%. Nominais 6,6%. Filiados 88%. Crescimento 1,7%.
:: Evangélicos/Protestantes: 5,2%. Crescimento 7,3%.
:: Católicos Romanos: 87,5% (oficialmente 89,7%).
:: Outros Católicos: 0,08%. Crescimento 0,8%.
:: Ortodoxos: 0,1%. Crescimento 1.1%.

Missionários evangélicos/ protestantes:
Para o México: 1.891 (1 para cada 46.900 habitantes) em 173 missões.
Do México: 376 (1 para cada 12.300 evangélicos/protestantes) em 30 missões.

Povos:
Mestiços (espanhóis/amerindios): 55%. Muitos são ameríndios, mas agora falam espanhol, e são culturalmente mestiços.
Ameríndios: 28%.
:: Língua hispânica: 20,5% - mas ainda culturalmente ameríndios.
:: Língua-ameríndia: 7,5%. Grupos maiores: náhuatl (Aztecas) 1.197.000; maya714.000; mixteco384.000; zapoteco 381.000; otomi 280.000; tzeltal 261.000; tzotzil 229.000.
Euro-americanos: 15,3%. Quase que inteiramente espanhóis, também alguns americanos, alemães, italianos, russos e de origem basca.
Afro-americanos: 0,5%.
Outros: 1,2%. Árabes 400.000; ciganos 53.000; japoneses 35.000; chineses 31.000.

Refugiados. Em 1990 havia 100.000 guatemaltecos e 100.000 salvadorenhos.

MOTIVOS DE ORAÇÃO

1. Esta dinâmica nação em crescimento está procurando por uma identidade nas suas raízes hispânicas e índias. Isto tem levado a um feroz nacionalismo e demonstrações de independência do seu vizinho maior ao norte, os EUA. Isto geralmente, se expressa através de uma propaganda populista anti-protestante. Ore para que os mexicanos encontrem sua verdadeira identidade em uma fé pessoal em Cristo.

2. Problemas sociais, econômicos e políticos ainda não resolvidos podem ter resultados terríveis se não forem sabiamente e rapidamente equacionados. Os depauperados pobres rurais, os explorados favelados urbanos, e as comunidades índias marginalizadas têm sido ignorados por muito tempo. Ore para que os líderes da nação tenham coragem para lidar com séculos de fraudes e privilégios institucionalizados.

3. A Igreja Católica Romana perdeu muito de sua força política e econômica na revolução de 1910, mas retém um visível domínio cultural que pode se fortalecer pelas leis de liberdade religiosa de 1992. A maioria dos mexicanos é culturalmente católica, mas ainda estão amarrados pelo pecado, tradicionalismo estreito, práticas religiosas sincréticas e somente 10% freqüentam a igreja regularmente. O poder dos deuses amigos e do mundo espiritual ainda tem que ser quebrado na maioria de língua hispânica e, mais especialmente, nos grupos minoritários de índios cristãos-pagãos. Ore para que o crescimento evangélico estimule reformas e renovação em vez de perseguição!

4. A perseguição de evangélicos tem sido uma característica do México. Na última década isto tem sido esporádico, mas real. A mídia trata os evangélicos como espiões anti-mexicanos e destruidores de sua cultura. Tem havido casos recentes, principalmente nas áreas rurais do sul, de violência do populacho, destruição de igrejas e casas, expulsões forçadas de toda comunidade evangélica de seus vilas, constrangimentos de campanhas evangelísticas e prisões de crentes acusados a toque de caixa. Ore para que os crentes demonstrem a mansidão e o amor de seu Salvador quando maltratados. Ore também pela total implementação de liberdade religiosa a nível tanto nacional como local.

5. O crescimento evangélico, mesmo debaixo de pressão, é motivo de louvor a Deus. Das décadas de 40 a 70 foi o dobro da taxa de crescimento da população, mas na década de 80 subiu para três vezes, principalmente nas congregações pentecostais, através de movimentos populares entre os índios e através de amplas campanhas evangelísticas nas cidades. Ore por:
a) Uma maior colheita. Muitos acreditam que o tempo da colheita para os evangélicos chegou. Ore, não obstante, por maior amor e unidade entre as denominações que se multiplicam e seus lideres.
b) Um crescimento mais saudável em números, maturidade espiritual, desenvolvimento de liderança e visão para o mundo.
c) Um a penetração em todas as camadas da sociedade. Até agora o crescimento tem acontecido entre as classes mais baixas, índios rurais, na fronteira norte com os EUA, nos estados que estão na costa do Caribe, e ultimamente entre os índios do sudeste. Os mexicanos mais ricos e os estados do centro e do Pacífico têm sido influenciados ligeiramente.
d) Unidade. A Fraternidade Evangélica do México (CONEMEX) está trabalhando para fortalecer a unidade, lidar com o governo e patrocinar eventos importantes. Uma comunidade de proteção pentecostal está sendo formada para congregar milhões de cristãos pentecostais.

6. O treinamento da liderança é a chave para a futura saúde da igreja. Existem bem mais de 100 escolas bíblicas e seminários treinando milhares de futuros líderes em todos os níveis; do nível primário nativos de língua até escolas que concedeu grau de bacharel, bem como numerosos programas TEE (Educação Teológica por Extensão). Ore por profundidade espiritual e visão evangelística bem como ensino da sã doutrina ser transmitido aos alunos. Superficialidade doutrinária, erro e também quedas nos relacionamentos pessoais e morais têm prejudicado o crescimento da igreja. Ore também pela provisão de pastores piedosos para as congregações das áreas pobres rurais e das favelas urbanas.

7. A visão missionária na igreja mexicana começou a crescer na última década. Existem 81 evangélicos mexicanos servindo em 20 países e outros trabalhando transculturalmente dentro do México. Ore por esses pioneiros, pelo evangelho e por um crescimento desta visão nas igrejas. A YWAM (Jocum) dirige uma Escola de Treinamento de Discipulado em Juarez com a visão especifica para treinar missionários mexicanos.

8. Os missionários estrangeiros. A posição legal tem sido tanto ambígua como restritiva. Tem sido uma batalha obter vistos de entrada, assim a maioria viaja com visto de turista. Quase todos são cidadãos dos EUA, e assim precisam de muita sensibilidade e tato em sua adaptação cultural para vencer as perceptíveis desvantagens de sua origem e riquezas. Os missionários de fora da América do Norte são menos de 3% do total, mas enfrentam menos problemas culturais e históricos. As aberturas para os missionários são muitas na obra entre jovens e crianças, evangelismo e implantação de igreja, e especialmente no treinamento da liderança. As maiores missões na obra de língua hispânica são: SBC – Southern Baptist Convention (97 obreiros), LAM – Latin América Mission (75), AoG – Assemblies of God (73), Comunidade Bíblica Batista (66), CAMI - (40), Missões Internacionais Batistas (40), UFM - (29), GMU – Gospel Missionary Union (13), e na obra entre os índios a SIL - (248) e NTM (74). Países que mais contribuem com missionários: EUA (1.691), Canadá (66), Reino Unido (16), Alemanha (10), Coréia (9). Ore para que seus ministérios assessorem a igreja para aquilo que Deus deseja.

9. O ministério entre os jovens é vital. Mais de 50% da população está abaixo dos 20 anos de idade. Este estonteante desafio está sendo apenas parcialmente suprido.
a) Estudantes. 1.800.000 em mais de 12.000 campus, somente na Cidade do México são 200.000.
O alcance está produzindo resultados excitantes. Ore pelos amplos ministérios da CCC (nos campus e entre as igrejas), pela IFES, e pelo alcance aos alunos dos ginásios. Os atuais esforços não cobrem as necessidades e oportunidades.
b) Os adolescentes. Poucas igrejas os têm como alvo; a maioria dos programas são para os adultos.
c) Os meninos de rua, especialmente na Cidade do México. Existem mais de 500.000 que desesperadamente necessitam de amor e ajuda.

10. Áreas e povos com poucos cristãos comprometidos.
a) Existem poucas igrejas fortes nos estados centrais de Nayarit, Zacatecas, Jalisco, Aguascalientes, Guanajuato, Colima, Michoacan, Queretaro, os estados do norte da Baja Califórnia Sur e Sinaloa.
b) Os povos índios são maioria católica de nome mas pagãos na prática. O velho panteão de deuses e espíritos receberam nomes católicos. Estima-se que dos 261 grupos de povos, 129 estão sem um testemunho cristão viável e outros 83 estão inadequadamente pesquisados. Os ministérios vitais de implantação de igrejas devem ser expandidos para construir sob a influência dos programas de tradução das Escrituras da SIL. Ore por pesquisa e análise eficiente das necessidades para implantação de igreja pelos obreiros mexicanos e estrangeiros, especialmente em Oaxaca e Guerrero. Ore pela expansão da obra da NTM (New Tribes Mission) em cinco tribos, bem como pela ampla obra dos presbiterianos e outros.
c) Os muitos católicos conservadores nas metrópoles e cidades onde o testemunho evangélico é limitado e introvertido, precisam ser alcançados.

11. A Cidade do México é um desafio! A cidade possui 32 milhões de habitantes e é a maior cidade do mundo. A poluição do ar, o crescimento sem restrições com 5.000 novos habitantes a cada dia e a falência dos serviços essenciais são apavorantes. Uma pesquisa de 1989 revelou que existem somente 1.100 igrejas e 300.000 evangélicos, cerca de 1,5% da população, e isso estimulou uma melhora nas ações. Ore por:
a) VELA (Visão para Evangelismo na América Latina), uma rede para igrejas e missões para coordenação do evangelismo e implantação de igrejas.
b) As muitas iniciativas das organizações de mexicanos e estrangeiros para aumentar o número de igrejas.
c) As 1.000 ou mais povoações sem uma congregação evangélica, sendo especialmente necessitadas as áreas de classe alta.
d) Os favelados. Dos 18 milhões de pobres, mais de sete milhões vivem em esquálidas favelas em desesperadas condições econômicas. O ministério cristão para esses é cheio de dificuldades e desafios. Poucos estão preparados para se comprometerem para isso.
e) Os milhões de índios representando quase que todas as línguas do México. Muito pouco está sendo feito para suprir suas necessidades espirituais.
f) O evangelismo em profundidade que está sendo levado para algumas partes da Cidade do México com resultados encorajadores.

12. Tradução e distribuição da Bíblia. Apesar de séculos de pressões sociais e culturais, o uso das línguas nativas é forte e variado.
a) Tradução da Bíblia. O notável trabalho da SIL desde 1936 é singular. Os obreiros da SIL têm estado envolvidos em programas de tradução em 126 línguas. Existem, no momento, 251 obreiros comprometidos com 68 projetos de tradução. Existem 16 línguas com uma necessidade definida de tradução e outras 32 cujas necessidades devem ainda ser analisadas. A tradução da Bíblia Maia (UBS) foi completada em 1991. Ore pela realização dos alvos de tradução do Novo Testamento e da Bíblia apesar da propaganda virulenta e vil e do movimento para expulsão de todos os obreiros da SIL pelos antropologistas, facções políticas, e até mesmo de alguns líderes católicos. Ore também pela legalização de sua posição e provisão de vistos de entrada para o ministério. Muito do ministério está sediado agora nos EUA.
b) Impressão e distribuição da Bíblia. A Sociedade Bíblica tem desempenhado um importante papel na produção e distribuição das Escrituras, em espanhol e línguas nativas, no México e por toda a região. Em 1991, o alvo foi a produção de 341.000 Bíblias, 212.000 Novos Testamentos, e 16 milhões de pequenas seleções e porções. Ore para que a disseminação e leitura das Escrituras transforme os indivíduos, as congregações e a nação.

13. Ministérios de suporte.
a) Radio cristã. As transmissões cristãs foram negadas aos evangélicos, no México, em 1980, mas as mudanças constitucionais em 1992 fizeram possível que alguns programas fossem transmitidos localmente. Existem numerosas transmissões internacionais direcionadas para o país, com uma entrada total semanal de 1.090 horas! Os que mais contribuem são HCJB – Rádio Voz dos Andes (EUA e Equador), FEBC – Far East Broadcasting Company, Inc (EUA), WYFR (EUA) e TWR – Trans World Radio (Bonaire). Ore por interesse, poder espiritual, ministério de acompanhamento e fruto duradouro. Mais de 96% das casas têm um rádio.
b) O filme Jesus. Mais de 200 missões usam o filme na América Latina, muitos no México. Ore para que seus ministérios possam progredir com o uso do filme. Ore por estratégias eficientes para seu uso em grandes cidades, quer em filme ou vídeo. Ore para que o filme possa ser usado para fazer o evangelho mais claro em espanhol e as dez línguas nativas nas quais foi dublado.
c) Gravações em cassetes. A GRn (Global Recording networks) tem mensagens disponíveis em 193 das 241 línguas, uma ferramenta vital na complexa situação lingüística. Ore por aqueles que gravam, novas gravações, farta distribuição e frutos eternos.
d) A MAF tem um papel importante nas regiões montanhosas e inacessíveis da parte sul do país.
e) Literatura cristã. A revista Prisma, publicada desde 1969, tem sido usada no evangelismo e na edificação dos crentes. Existe um número crescente de revistas cristãs e livros de autores mexicanos. Ore para que o resultado seja uma igreja alfabetizada e bem instruída.
f) Acampamentos cristãos. O Acampamento Internacional Cristão dirige cerca de 200 acampamentos pelo país. Ore por esse ministério frutífero e bem usado.

14. O trabalho migrante mexicano na Califórnia e outros estados dos EUA na fronteira há muito tempo tem sido uma característica da vida nacional. Seu número é desconhecido mas pode ser algo entre seis a oito milhões (muitos ilegais). Existem muitas oportunidades para eles ouvirem o evangelho. Ore pela obra evangelística e implantação de igrejas em espanhol pela CAMI, GMU e muitos obreiros denominacionais nessas áreas.


 

México é uma república federativa da América do Norte. Seu nome oficial é Estados Unidos Mexicanos; faz fronteira ao norte com os Estados Unidos; a leste com o golfo do México e o mar do Caribe; ao sul com Belize e Guatemala; e a oeste com o oceano Pacífico. Sua jurisdição se estende, além disso, sobre numerosas ilhas próximas à sua costa. Possui 1.958.201 km2. A capital é a Cidade do México.

O México é uma república representativa, democrática e federal, regida por três poderes, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. É constituída por 31 estados e um Distrito Federal.

O Poder Executivo é encabeçado pelo Presidente da República, eleito por sufrágio universal a cada seis anos e cujo mandato não é renovável.

O Poder Legislativo baseia-se em um sistema bicameral: o Senado (128 membros) e a Câmara dos Deputados (500 membros). O conjunto dos legisladores é denominado Congresso da União.

O Poder Judiciário tem o seu centro na Suprema Corte de Justiça, a qual é composta por magistrados nomeados pelo Presidente da República e ratificados pelo Senado.

Existem três níveis de governo representativo: o federal, o estadual e o municipal. O Poder Executivo, em cada um dos 31 estados da Federação, fica a cargo do Governador, o qual também é eleito por sufrágio universal a cada seis anos, não podendo tampouco ser reeleito. Os estados contam com Câmaras dos Deputados e judiciários estaduais.

A capital da República e o Distrito Federal são governados por um Chefe de Governo, eleito por voto universal e direto a cada seis anos, e auxiliado en suas funções por 16 "delegados" (vice-prefeitos), também eleitos pelo voto. A Assembléia dos Representantes é o órgão legislativo do Distrito Federal.

Território e recursos

O altiplano mexicano domina grande parte do país; está limitado em seus extremos leste e oeste por cadeias montanhosas que descem de maneira abrupta até as estreitas planícies costeiras. As duas cadeias montanhosas, a Sierra Madre Ocidental a oeste e a Sierra Madre Oriental no leste, são interceptadas pelo eixo Neovulcânico transversal, que contém os picos mais altos da República. Ao sul, está a Sierra Madre do Sul e, entre ela e a Sierra Madre Oriental, encontra-se o Entroncamento Mixteco; a oriente, uma brusca queda termina no istmo de Tehuantepec, que separa o oceano Pacífico do golfo do México.

O elemento topográfico mais marcante do país é o altiplano, que é a continuação das planícies do sudoeste dos Estados Unidos e ocupa mais de um quarto da área total do México.

Os rios mais importantes são o rio Bravo, Lerma-Santiago, Balsas, Pánuco, Papaloapan, Coatzacoalcas, Usumacinta, Yaqui, Mayo e Conchos. O lago de Chapala é o maior do país. O México é dividido pelo trópico de Câncer e, portanto, a metade sul está incluída na zona tórrida intertropical e em geral o clima varia com a altitude. Os recursos minerais são extremamente ricos e variados. Encontram-se quase todos os minerais conhecidos, incluindo carvão, ferro, fosfatos, urânio, prata, ouro, cobre, chumbo e zinco. As reservas de petróleo e gás natural são enormes. Os bosques e áreas florestais cobrem cerca de 23% do território e contém árvores de madeiras preciosas como o mogno, ébano, sândalo, cedro-vermelho, nogueira e pau-rosa. A fauna varia também de acordo com as zonas climáticas. No norte, há lobos e coiotes; nas zonas altas do eixo Neovulcânico, vive o teporingo, ou coelho dos vulcões, uma espécie única, e, nos bosques, jaguatiricas, jaguares, caititus, veados e pumas. Também há uma ampla variedade de répteis, aves e vida aquática.

População e governo

A população mexicana é composta por mestiços (85%), indígenas (8%) e população de origem européia. Possui (1993) 90.419.606 habitantes e uma densidade demográfica (1990) de 46 hab/km2.

A capital é a Cidade do México, com mais de 18 milhões de habitantes (incluída a região metropolitana). Superam os cinco milhões de habitantes Guadalajara e Monterrey, incluídas as zonas metropolitanas, e Puebla (mais de 1 milhão de habitantes).

O catolicismo é a religião de 93% dos mexicanos. O idioma oficial é o espanhol; além disso, se falam 54 dialetos e línguas indígenas, das quais as principais são o náhuatl, as línguas maias, o otomi, o mixteco e o totonaca.

O México é uma república democrática e federal governada pela Constituição de 1917. O poder executivo é representado por um presidente, que é eleito pelo voto direto para um período de 6 anos e não pode ser reeleito. O poder legislativo é exercido pelo Congresso da União, formado pela Câmara de Senadores e a Câmara de Deputados. O Partido Revolucionário Institucional (PRI) está no poder há décadas. Fundado em 1929 com o nome do Partido Nacional Revolucionário, mantém-se no poder de forma ininterrupta, embora tenha utilizado ao longo desse tempo diferentes siglas. Os principais partidos de oposição são o Partido de Ação Nacional (PAN), um grupo conservador e católico, e o Partido da Revolução Democrática (PRD), que, liderado por Cuauhtémoc Cárdenas, representa os setores mais progressistas do México.

O México atravessa atualmente uma etapa de franca diminuição de sua taxa de crescimento demográfico, originada por uma notável queda na fertilidade, que, associada ao importante aumento da longevidade, tem propiciado um paulatino processo de envelhecimento da população, o qual seguramente se intensificará nos próximos anos. Os habitantes do país ascenderam - segundo estimativas para meados de 1999 - a 98,1 milhões. Ademais, estima-se que, durante este ano, ocorrerão pouco menos de 2,2 milhões de nascimentos e cerca de 420 mil falecimentos, implicando um aumento absoluto de quase 1,8 milhão de pessoas, o que corresponde a uma taxa de crescimento anual de 1,8 por cento. Descontando-se o saldo líquido migratório internacional do México (que é negativo e eqüivale aproximadamente a 300 mil pessoas por ano) do aumento natural da população, o crescimento líquido total em números absolutos diminui para pouco menos de 1,5 milhão de pessoas e para uma taxa de crescimento anual de pouco menos de 1,5 por cento.

A magnitude atual do aumento demográfico do México deriva da acelerada dinâmica da população até os anos setenta. Apesar de a taxa de crescimento da população ter diminuído desde então, a população continuou aumentando significativamente em números absolutos. De fato, enquanto a taxa de crescimento natural da população diminuiu nos últimos 25 anos de 3,2 por cento para 1,8 por cento anual, nesse período a população passou de 57,0 para 98,1 milhões de habitantes, ou seja, um aumento de mais de 70 por cento.

O rápido crescimento do passado propiciou uma distribuição por idade da população marcadamente jovem, ou seja, com uma elevada proporção de crianças e jovens. Disso resulta, em grande parte, a inércia recente do crescimento da população. Assim, embora nos últimos cinco qüi nqüênios o número de filhos por mulher tenha se reduzido a menos da metade (de 6,11 filhos em 1974 para 2,48 em 1999), o de mulheres em idade reprodutiva praticamente duplicou. Como resultado dessas duas tendências opostas, os aumentos absolutos anuais da população se mantiveram aproximadamente constantes nos últimos 25 anos. Não obstante, por causa do impulso ao crescimento do número de mulheres em idade fértil ter começado a se reduzir em anos recentes, os aumentos anuais de população acusam já um negativo pronunciado.

Entre 1950 e 1999 observou-se no México uma diminuição gradual e sustentada da mortalidade, período no qual se reduziu de 17,1 para 4,3 as mortes em cada 1000 habitantes. Em contraste, a natalidade se manteve praticamente constante (inclusive com um pequeno aumento) entre 1950 e 1965, num nível de aproximadamente 46 nascimentos em 1000 habitantes. A diferença entre ambas as tendências e seus respectivos níveis conduziu a um considerável aumento do crescimento da população, de 2,7 por cento em 1950 até alcançar o máximo de 3,5 por cento em 1964. A partir de então, começa a se notar uma significativa diminuição da natalidade, a qual se estende até o momento atual. Esta rápida diminuição da natalidade, em contraste com as reduções moderadas que se apreciam na mortalidade, originou a diminuição da taxa de crescimento.

Nos últimos 29 anos as mudanças que se apreciam na composição por idades da população mexicana são marcantes. Entre 1970 e 1999, a participação da população menor de 15 anos no total baixou de 47,5 por cento para 33,9 por cento, enquanto que a da população em idade de trabalho (15 a 64 anos) subiu de 48,1 para 61,5 por cento e a das pessoas da terceira idade (65 anos ou mais) de 4,4 para 4,7 por cento. Esse processo de envelhecimento também no aumento da idade média de 21,8 anos em 1970 para 26,3 anos em 1999. O grupo que mais diretamente reflete a redução da fertilidade é o da população em idade pré-escolar (menos de 6 anos de idade), que desde 1983 se mantém praticamente constante em pouco mais de 13 milhões, subindo atualmente para 13,1 milhões, apesar de contínua queda desde 1990. Os aumentos anuais diminuíram gradualmente de 265 mil em 1970 até tornarem-se nulos em 1990 e desse ponto em diante se tornaram negativos, registrando uma perda de 158 mil por ano. Esta tendência se traduziu, por um lado, em uma sensível baixa na proporção que os pré-escolares representam da população total, de 22,2 por cento em 1970 para 13,4 por cento em 1999; e pelo outro, em uma significativa redução na taxa média anual do grupo de 2,36 por cento em 1970 para1,20 por cento na atualidade. Este processo indica que a partir de 1990 a redução da fertilidade superou neste grupo de idade o peso da inércia demográfica do passado.

O grupo de idade vinculado à demanda escolar de educação básica (entre 6 e 14 anos) segue um padrão paralelo ao da população pré-escolar. Apesar de seu montante não ter deixado de aumentar, ao passar de 12,8 milhões em 1970 para 20,1 milhões em 1999, a redução contínua nos aumentos anuais foi significativa, ao diminuir de 471 mil em 1970 para somente 8 mil em 1999. Esta queda no aumento absoluto implicou uma baixa na taxa de crescimento de 3,68 por cento em 1970 para 0,04 por cento na atualidade, assim como na participação do grupo na população total de 25,3 para 20,5 por cento, respectivamente. A previsão é de que no próximo ano este grupo da população começará a decrescer.

O crescimento da população em idades de trabalho - entre 15 e 64 anos - é, por outro lado, mais dinâmico do que o das crianças e jovens menores de 15 anos, já que se vê dominado pela inércia do crescimento demográfico do passado. As adições anuais absolutas aumentaram rapidamente de 762 mil em 1970 para 1,4 milhão em 1988, para estabilizar-se a partir deste último ano num plano ligeiramente superior a 1,4 milhão. Cabe ressaltar que entre 1977 e 1982 a taxa de crescimento anual da população em idade de trabalho chegou a ser superior a 3,5 por cento; desde então diminuiu até alcançar 2,4 por cento atualmente. Não obstante, entre 1960 e 1999 o número de pessoas neste grupo de idade passou de 18,4 para 60 milhões, ou seja, mais do que triplicou em um período de 39 anos.

A população de 65 anos ou mais representa hoje em dia somente 4,7 por cento da população - com 4,6 milhões de pessoas -, mas seu crescimento é muito marcante: passou de 1,42 por cento anual em 1980 e 1981 para 3,66 por cento em 1999. Enquanto o aumento anual foi de 40 mil indivíduos em 1980 e de 41 mil no ano seguinte, atualmente sobe para 168 mil. A dinâmica de crescimento deste grupo reflete a rapidez do processo de envelhecimento da população mexicana. De fato, a taxa de crescimento atual da população da terceira idade não tem precedente na história demográfica do país.

A fertilidade tem sido o principal determinante do crescimento demográfico do México durante os últimos 25 anos. A taxa global de fertilidade (TGF) se reduziu em mais da metade: baixou de 6,11 para 2,48 filhos por mulher entre 1974 e 1999, o que fez com que o crescimento natural da população diminuísse de 3,2 por cento para 1,8 por cento anual. Com a taxa observada durante os últimos cinco qüinqüênios, a população tinha o potencial para duplicar seu tamanho a cada 22 anos, enquanto que com a taxa atual levaria quase o dobro desse tempo para multiplicar duas vezes o seu tamanho original (aproximadamente 39 anos).

O avanço educativo foi realmente notável nos últimos 25 anos: enquanto que em 1974 a população de 15 anos ou mais de idade obteve aprovação, em média, em 3,4 anos de educação formal, atualmente o nível médio educativo sobe para 7,6 anos, ou seja, mais do que o dobro de cinco qüinqüênios atrás. Os conhecimentos adquiridos no sistema escolarizado potencializam os que adquire o indivíduo em seu entorno social e dentro de sua família; em conjunto, esses conhecimentos e habilidades dotam as pessoas de ferramentas que permitem potencializar suas capacidades físicas e mentais e decidir sobre eventos e fatos importantes de suas vidas. A pesquisa sócio-demográfica revelou que o nível educativo das pessoas influencia tanto nas decisões sobre o número e espaçamento de seus filhos, quanto nas condições de vida e as expectativas de bem-estar de sua descendência. A descendência das mulheres sem instrução continua sendo, ainda em datas recentes, mais do que o dobro do que a daquelas que contam com pelo menos um ano aprovado no nível médio (4,7 filhos frente a 2,2). Nos últimos 25 anos, o ritmo de queda na fertilidade foi mais significativo nas mulheres com menores níveis educativos, originando não só a redução da brecha que separa as mulheres sem instrução daquelas com nível médio, de 4,3 filhos em 1974 para 2,5 filhos em 1996, mas também encurtando a distância média entre as mulheres que não concluíram e as que concluíram a educação básica (de 2,1 filhos em 1974 para somente 0,6 filhos em 1996).

Economia

O governo tem o controle estatal da mineração, pesca, transporte e exploração florestal. Os investimentos estrangeiros começaram a ser incentivados recentemente. O produto interno bruto (PIB) cresceu rapidamente entre 1965 e 1980, ano a partir do qual caiu consideravelmente, estendendo tal queda até 1988; o panorama melhorou no início da década de 1990. Em 1994, o PIB era de 377,7 bilhões de dólares e a renda per capita, 4.295 dólares.

O governo realizou a reforma agrária em 1915; na década de 1980, uma grande extensão de terra foi redistribuída. O México cobre a maioria das suas necessidades básicas e exporta parte da sua produção. O país produz cereais, arroz, feijão, batatas e cana-de-açúcar, além de ter uma significativa atividade pecuária.

Os recursos minerais são ricos e variados. São extraídos quase todos os minerais conhecidos. Desde a década de 1960, o capital mexicano controla as companhias de mineração; possui alguns dos maiores depósitos do mundo de petróleo e gás natural. A produção de prata é considerável e há minas ricas em ouro; também extraem carvão, ferro, fluorita, cobre, chumbo, zinco e fosforita.

A indústria mexicana se encontra entre as mais desenvolvidas da América Latina, com numerosas fábricas que montam peças importadas de modo a transformá-las em produtos acabados. Produz veículos a motor, equipamento eletrônico, papel, tecidos de algodão, aço, produtos químicos, bebidas, fertilizantes, cimento, vidro, cerâmica e artigos de couro.

A unidade monetária é o peso.

Depois da severa redução que registrou o produto interno bruto (PIB) durante 1995, a economia mexicana tem registrado taxas de crescimento positivas e significativas. Espera-se que ao término do ano 2000 a taxa de crescimento do produto seja entre 4,5 e 5 porcento. Desta maneira, o México terá registrado cinco anos de crescimento ininterrupto, a uma taxa média anual de pelo menos 5 porcento, a mais alta que se registrou para um período similar durante os últimos 20 anos.

O dinamismo econômico estendeu-se a todos os setores produtivos, que nos últimos três anos têm superado seus níveis de 1994. Um maior ritmo de atividade econômica tem sido mantido no crescente fortalecimento das exportações e do investimento privado, ambos situando-se em seus máximos históricos como proporção do produto (32,7% e 19,7%, respectivamente).

Isso permitiu que nos últimos anos fossem criados mais de três milhões de novos empregos e que a taxa de desemprego aberto chegasse a seu nível mais baixo desde que se tem registro deste indicador (2,2% da população economicamente ativa). Viu-se o maior volume de ocupação acompanhado de um aumento na produtividade da mão-de-obra, o que tem permitido a recuperação do poder aquisitivo dos trabalhadores. Outrossim, o contínuo crescimento da economia permitiu que em 1999 o PIB per capita - medido em dólares - alcançasse o máximo histórico de 4.939 dólares, 30% superior ao prevalecente ao princípio da década de noventa.

Também registrou-se um abatimento considerável das pressões inflacionárias. Depois de ter chegado a níveis superiores a 50 porcento durante 1995, durante os últimos anos a taxa de inflação tem mostrado uma clara tendência descendente, motivo pelo qual espera-se concluir 2000 com uma inflação inferior a 10 porcento.

Em congruência com o supracitado, e apesar da excessiva volatilidade que têm mostrado os mercados financeiros internacionais, as taxas de juros nominais e reais têm se reduzido consideravelmente e o comportamento do índice de câmbio tem se caracterizado por sua relativa estabilidade. O fortalecimento da economia mexicana e sua menor vulnerabilidade a choques externos, permitiram retomar - e incrementar - a confiança da comunidade financeira internacional, tal e como evidenciou-se na melhoria da qualificação da dívida externa mexicana de longo prazo por parte das principais agências qualificadoras.

História

O México foi palco de algumas das civilizações mais antigas e desenvolvidas. Povos caçadores habitaram a área por volta de 21000 a.C. A primeira civilização meso-americana importante foi a dos olmecas. O auge da cultura maia ocorreu no final do século V. Os guerreiros toltecas estabeleceram no século X um império no vale do México. No século XI, entraram em decadência e grupos de chichimecas primeiro e de nahuatles depois se impuseram na região central. O mais importante, o grupo asteca (mais tarde chamado de mexica), fundou uma cidade denominada Tenochtitlán. Sob o comando de Itzcóatl, esse grupo estendeu seus domínios para todo o vale do México, construiu grandes cidades e desenvolveu uma complexa organização social, política e religiosa.

O primeiro espanhol a chegar ao território mexicano foi Francisco Hernández de Córdoba, que descobriu os assentamentos maias em Yucatan em 1517. Um ano mais tarde, Juan de Grijalva liderou uma expedição às costas orientais do México. Seus relatos sobre o rico Império asteca levaram Diego Velázquez, governador de Cuba, a enviar, em 1519, uma grande força expedicionária sob o comando de Hernán Cortés.

Em 1535, anos depois da queda da capital asteca (1521), a forma de governo do que se chamou vice-reinado da Nova Espanha foi instituída com a designação do primeiro vice-rei espanhol, Antonio de Mendoza. Durante a vigência do vice-reinado (1535 a 1821), um total de 61 vice-reis governaram a Nova Espanha. Uma série de expedições anexou a seu território os atuais estados do Texas, Novo México, Arizona e Califórnia, nos Estados Unidos. Algumas características particulares do vice-reinado foram a exploração dos indígenas, que embora legalmente fossem livres e pudessem receber salários, eram escravizados; permitir que a Igreja mexicana obtivesse grande poder e enorme riqueza; e propiciar a existência de classes sociais marcadas por grande desigualdade, reservando para os nascidos na Espanha os cargos coloniais importantes. Desde o começo do sistema era patente a ineficácia e a corrupção na administração colonial. No final do século XVIII, a Espanha realizou reformas administrativas que no entanto não erradicaram os problemas e, no princípio do século XIX, o ressentimento dos criollos (descendentes de espanhóis nascidos na América), as idéias políticas liberais da Revolução Francesa e a ineficácia do governo da Nova Espanha debilitaram gravemente a união entre a colônia e a metrópole.

A ocupação da Espanha por Napoleão estimulou a guerra da Independência do México. Em setembro de 1810, o cura Miguel Hidalgo y Costilla levantou a bandeira da rebelião. Embora inicialmente vitorioso, um ano mais tarde foi capturado e executado. A liderança do movimento passou a José María Morelos y Pavón, outro sacerdote, que em 1814 proclamou a República e aboliu a escravidão. Em 1815, Morelos e seu exército foram derrotados pelas forças reais sob o comando de Agustín de Iturbide, um general crioulo. A revolução continuou com Vicente Guerrero.

A revolução espanhola de 1820 afetou a rebelião do México. Por sua vez, Iturbide se reuniu com Guerrero em 1821 e assinaram um acordo pelo qual uniram suas forças para conseguir a independência mediante o Plano de Iguala. O último vice-rei da Nova Espanha, Juan O’Donojú, aceitou, em 1821, o Tratado de Córdoba, reconhecendo a independência do México. Em 1822, Iturbide foi proclamado imperador com o nome de Agustín I e dez meses mais tarde foi deposto por seu antigo colaborador Antonio López de Santa Anna. Foi proclamada a República e Guadalupe Victoria tornou-se o primeiro presidente. Começou então um conflito entre os centralistas —grupo conservador decidido a manter uma forma de governo centralizado— e os federalistas —facção liberal e anticlerical que apoiava uma federação de estados soberanos. Guerrero, líder liberal, chegou a ser presidente em 1829, mas foi assassinado dois anos mais tarde por forças do político e militar Anastasio Bustamante.

Uma rebelião seguiu a outra até 1833, quando Santa Anna, muito popular dentro do Exército, foi eleito presidente. Pouco depois, sua política centralista e o descontentamento que gerou entre os habitantes do Texas levaram os Estados Unidos a declarar a guerra contra o México em 1846. Pelo tratado de Guadalupe Hidalgo, o rio Bravo, ou Grande do Norte, foi definido como fronteira do Texas e os Estados Unidos se apoderaram do território que atualmente correspondem aos estados do Arizona, da Califórnia, do Colorado, do Novo México, de Nevada, de Utah e parte de Wyoming. Santa Anna, obrigado a renunciar depois da guerra, regressou do exílio em 1853 e, com o apoio dos centralistas, se proclamou ditador. No começo de 1854, começou uma rebelião liberal e, depois de mais de um ano de intensa luta, Santa Anna fugiu do México.

O grande líder que surgiu entre os liberais foi Benito Juárez, um indígena famoso por sua integridade e firme lealdade à democracia. Uma forma federal de governo, a liberdade de expressão e outras liberdades civis tomaram corpo na Constituição de 1857, à qual os grupos conservadores, apoiados pela Espanha, se opuseram encarniçadamente. Em 1858, a guerra da Reforma ou dos Três Anos entre conservadores e liberais devastou o México. Juárez contava com o apoio dos Estados Unidos e em 1860 suas tropas tinham triunfado definitivamente. Entre 1858 e 1861, Juárez sancionou as Leis da Reforma que decretavam a nacionalização dos bens da Igreja, a lei do matrimônio civil, a separação da Igreja do Estado, a lei do registro civil, a secularização dos cemitérios e dos hospitais e a liberdade de cultos. Eleito presidente em 1861, uma das suas primeiras ações foi suspender o pagamento dos juros da dívida externa contraída pelos governos precedentes. A França, a Grã-Bretanha e a Espanha decidiram intervir conjuntamente para salvaguardarem os seus investimentos no México. Uma expedição conjunta ocupou Vera Cruz em 1861, mas, quando as ambições colonialistas de Napoleão III da França se tornaram evidentes, os britânicos e os espanhóis se retiraram. Durante um ano, as tropas francesas abriram caminho através do México e finalmente entraram na capital em junho de 1863. Juárez e seu gabinete fugiram para o interior e um governo conservador provisional proclamou o Império Mexicano e ofereceu a coroa a Maximiliano I, arquiduque da Áustria, que governou de 1864 a 1867. Em 1865, pressionada pelos Estados Unidos, que continuavam reconhecendo Juárez, a França retirou suas tropas. O exército republicano, sob o comando do general Porfirio Díaz, ocupou a cidade do México, e o imperador austriaco foi fusilado em Querétaro.

Juárez morreu em 1872 e foi sucedido por Sebastián Lerdo de Tejada. Quando ele tentou a reeleição, Porfirio Díaz liderou outra rebelião e se proclamou presidente em 1877. Governou até 1911 e, no seu governo, ocorreram importantes realizações nos campos econômico e comercial, embora fossem claras as medidas em benefício dos ricos latifundiários e as concessões ao capital estrangeiro, que chegou a monopolizar a quase totalidade da mineração, do petróleo e das ferrovias. Díaz renovou seu mandato em 1910, mas o candidato liberal Francisco I. Madero foi reconhecido como o líder da revolução popular. Díaz foi obrigado a renunciar em 1911 e Madero foi eleito presidente. Emiliano Zapata e Francisco (Pancho) Villa se negaram a acatar a autoridade presidencial; Victoriano Huerta, chefe do exército de Madero, conspirou com os rebeldes e, em 1913, assumiu o controle da capital. Começaram novas rebeliões armadas comandadas por Zapata, Villa e Venustiano Carranza, que obrigaram Huerta a renunciar em 1914. Carranza assumiu o poder nesse mesmo ano e Villa lhe declarou a guerra imediatamente. Em 1915, os líderes rebeldes depuseram as armas, com exceção de Villa, que deu continuidade a suas atividades guerrilheiras no campo mexicano até 1920.

A Constituição de 1917 criou um novo código trabalhista, proibiu a reeleição presidencial, expropriou as propriedades das ordens religiosas e devolveu os terrenos comunais aos indígenas. Carranza foi eleito presidente e, embora muitos dos preceitos constitucionais não tenham entrado em vigor, desagradou as companhias petrolíferas estrangeiras. Em 1920, os generais Plutarco Elías Calles, Álvaro Obregón e Adolfo de la Huerta se rebelaram contra Carranza. Obregón, eleito novo presidente, aceitou as reivindicações das companhias norte-americanas e foi reconhecido pelos Estados Unidos em 1923. Em 1924, Calles foi eleito presidente e começou a aplicar as reformas constitucionais, especialmente em matéria agrária. Suas reformas religiosas desencadearam a chamada Guerra Cristera (1926-1929). Obregón foi reeleito presidente em 1928, mas alguns meses mais tarde morreu assassinado por um fanático religioso.

A presidência provisional foi exercida por Emilio Portes Gil e posteriormente por Abelardo L. Rodríguez. Em 1932, o Partido Nacional Revolucionário (PNR), do governo, projetou um "sistema econômico cooperativo com tendências socialistas", incluindo uma lei trabalhista, obras públicas, divisão da terra e o embargo das áreas petroleiras controladas por empresas estrangeiras. O programa do PNR foi colocado em prática em 1934 com a eleição de Lázaro Cárdenas para a presidência da República. Em 1938, o governo expropriou as companhias petrolíferas e criou a estatal Petróleos Mexicanos (PEMEX). As represálias afetaram seriamente a indústria petroleira mexicana, que se viu obrigada a realizar intercâmbios comerciais com a Itália, a Alemanha e o Japão. O comércio com essas nações foi interrompido pela II Guerra Mundial (1939-1945). Cárdenas apoiou de várias formas a República espanhola e, depois da Guerra Civil e da instauração do regime franquista, o México acolheu como exilados aproximadamente 40.000 espanhóis e favoreceu o estabelecimento de um governo espanhol no exílio.

Em 1940, Manuel Ávila Camacho, apoiado pelos trabalhadores mexicanos, foi eleito presidente. A chamada "política da boa vizinhança " dos Estados Unidos influiu positivamente no México. Diante da iminente participação dos Estados Unidos na II Guerra Mundial, o México permitiu que a Força Aérea norte-americana utilizasse os seus campos de aviação e restringiu a exportação de materiais críticos e estratégicos (principalmente minerais escassos) aos países do hemisfério ocidental. Em 22 de maio de 1942, depois do afundamento de dois petroleiros mexicanos por submarinos alemães, o Congresso mexicano declarou guerra à Alemanha, Itália e ao Japão. Em junho de 1945, o México assinou a declaração das Nações Unidas (ONU). Em 1946, Miguel Alemán Valdés sucedeu Ávila Camacho como presidente; seus objetivos eram a distribuição equânime da riqueza, amplas obras de irrigação e a industrialização do país. Teve dificuldades para resolver o problema da emigração mexicana ilegal para os Estados Unidos, mas os acordos entre ambos países resultaram na permissão da entrada de um determinado número de trabalhadores.

Adolfo Ruiz Cortines, candidato do PRI, foi eleito presidente em 1952. No ano seguinte, o congresso estendeu o direito de voto às mulheres. Em 1958, foi sucedido por Adolfo López Mateos. Na campanha presidencial de 1964, o candidato do PRI e futuro presidente, Gustavo Díaz Ordaz, deu total prioridade aos camponeses sem recursos. Nesse mesmo ano, o México se negou a apoiar a decisão da Organização dos Estados Americanos (OEA) de romper relações diplomáticas com Cuba, e os Estados Unidos cancelaram o seu programa de aceitação de trabalhadores temporários mexicanos. Em 1966, Díaz Ordaz anunciou um programa qüinqüenal de desenvolvimento e planificação econômica. Em 1968, o governo se deparou com grandes manifestações estudantis. Luis Echeverría Álvarez ascendeu à presidência em 1970. Durante o seu sexênio, adotou uma estratégia mais equilibrada de crescimento econômico com medidas para aumentar as exportações.

Em 1976, José López Portillo, do PRI, foi eleito presidente. Implantou um bem-sucedido programa nacional de austeridade econômica e, no campo externo, restabeleceu as relações diplomáticas com a Espanha, interrompidas há 38 anos. Miguel de la Madrid Hurtado foi eleito presidente em 1982. Na metade da década, um acelerado crescimento na dívida externa, juntamente com a queda dos preços do petróleo, deixaram o país em grandes dificuldades financeiras.

Em 1988, o candidato do PRI, Carlos Salinas de Gortari, assumiu a presidência. Acelerou a privatização das empresas do Estado e em dezembro de 1992 assinou com o presidente norte-americano, George Bush, e o primeiro-ministro do Canadá, Brian Mulroney, o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (TLC), a maior zona de livre comércio do mundo. No dia 1º de janeiro de 1994, um grupo de indígenas chamado Exército Zapatista de Libertação Nacional ocupou quatro povoados do estado de Chiapas exigindo melhoras para a população indígena.

Em agosto de 99, Ernesto Zedillo Ponce de León ganhou as eleições presidenciais. Esperava-o a pior crise financeira do México, cuja solução só se conseguiu depois de obter ajuda internacional, Zedillo anunciou medidas de austeridade e a privatização dos bens do Estado.

Para maiores informações:
Patrick Johnstone, INTERCESSÃO MUNDIAL

Enciclopédia Multimídia Microsoft ENCARTA

Almanaque ABRIL, editora Abril

Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

Embaixada do México no Brasil (www.mexico.org.br)