![]() SITUAÇÃO MISSIONÁRIA As Ilhas Maldivas é um paraíso tropical de indescritível beleza, único no mundo. São mais de 1000 ilhas, cada qual com uma paisagem exuberante formada por frondosas palmeiras, com reluzentes praias de areia branca, lagoas azul turquesa e recifes de coral de cores brilhantes. Porém, a sociedade das Ilhas Maldivas está muito longe daquilo representado pelas fotos espetaculares das revistas de turismo. Trata-se de uma sociedade profundamente marcada pela dor e pelo sofrimento. Essa realidade não é fácil de ser vista, mesmo porque não está em evidência. Uma sociedade a qual deve lidar com problemas sérios, mas não tem remédios e soluções para os seguintes fatos: 1. É a nação com o maior índice de divórcio do mundo, onde o marido deve apenas pronunciar as palavras: "Eu me divorcio de você", e assim o casamento estará acabado! 2. Índice incrivelmente alto de abuso sexual em crianças! 3. Famílias inteiras desestruturadas onde o marido casa-se novamente quantas vezes achar conveniente e que passa a ter filhos de praticamente todas as esposas! 4. Alto índice de uso de drogas entre os adolescentes! O governo das Maldivas impõe obstáculos a qualquer tipo de iniciativa social que procure amenizar estes problemas. Aparentemente o governo é omisso a estas situações e sua única preocupação está nas questões religiosas! O islamismo é a única religião reconhecida e o governo está comprometido em promovê-la. A prática de qualquer outra religião é proibida.
Muçulmanos: 99,41%. MOTIVOS DE ORAÇÃO Todo o país está a menos de dois metros acima do nível do mar e, por isso, os efeitos do aquecimento global ameaça a sobrevivência das ilhas que podem ser inundadas e destruídas pelo aumento do nível dos mares. A mineração dos corais e um recente aumento da temperatura mataram a maior parte dos corais, alicerce destas ilhas. Ore para que este desafio do final dos tempos leve muitos a buscar o Deus bondoso que enviou Jesus. Os maldivos estão entre os menos alcançados da terra. Nunca houve um missionário cristão residente, não é admitida a entrada de nenhuma literatura cristã e não existem cristãos maldivos oficialmente reconhecidos, o governo usa o poder total do estado para desencorajar o evangelismo e forçar a submissão ao islamismo. Mesmo assim, muitos maldivanos encontraram a fé em Cristo durante os anos 90. Uma severa sanção das autoridades em 1998 resultou na prisão e tortura de 50 maldivanos suspeitos de serem cristãos, e na expulsão de 19 cristãos estrangeiros de diversas nações. Um ano depois, a pressão internacional e os protestos forçaram a libertação dos maldivanos da prisão. Ore para que eles não sejam desencorajados, mas que vivam para Jesus, apesar de toda pressão espiritual sob a qual vivem. Ore para que o autoritarismo do governo leve muitos a questionar a imposição ditatorial do que eles devem acreditar ou não. Muitos maldivos viajam para outras terras como marinheiros, estudantes, a procura de assistência médica, etc. Existem também comunidades maldivanas no Sri Lanka e nas cidades do litoral da Índia. Ore para que se encontrem maneiras de trazer alguns à Cristo. Ore por um resultado frutífero através das Escrituras que estão sendo traduzidas para o Dhivehi. Ore para que esse trabalho seja concluído o mais rápido possível e também por formas de importar as Escrituras e literatura cristã. Existe uma forte censura ativa. Apenas pequenas partes das Escrituras estão disponíveis. Ore pelo progresso dos esforços para traduzir e por maneiras para que a população tenha livre acesso à Palavra de Deus na sua própria língua. |
Território e recursos Maldivas é o retrato da clássica ilha dos sonhos: pequena, coberta de coqueiros, palmeiras e rodeada por areias brancas, que desaparecem em águas cristalinas e calmas, de tons e matizes diferentes que vão do azul turquesa ao marinho. Não há rios ou montanhas nas Maldivas. A maioria das ilhas têm, no máximo, dois metros de altitude. Isso faz com que o destino das ilhas seja o desaparecimento do mapa nas próximas gerações, devido ao aquecimento global. O clima é tropical, quente todo o ano, porém suave, influenciado pelas monções. A temperatura varia pouco: a mínima não baixa de 23º C e a máxima não supera os 33ºC, com mais de 2.700 horas de sol por ano. A temperatura média da água é de cerca de 25º C. Para um visitante, a água que se oferece de beber nas Maldivas pode parecer ter um sabor estranho, pois é ligeiramente salgada. Na realidade é água de Mar sugada com bombas do subsolo e filtrada através de areia. Algumas ilhas têm uma planta dessalinizadora, enquanto outras oferecem água corrente da chuva, recolhida em depósitos. População A população (2000) é de 286.223 habitantes, com uma densidade demográfica de 800 hab/km2. A capital é Male, cuja população (1990) é de 55.130 habitantes. A religião oficial é o islamismo. O idioma é o dhivehi. Economia A principal produção econômica das ilhas está direcionada para o processamento de pescado, bebidas não-alcoólicas, artesanato e produção artesanal de fios de fibra de coco e embarcações. Entretanto, a pesca e o turismo é o rendimento mais significativo para receita em moeda estrangeira. Os principais produtos cultivados são o coco e frutas tropicais. História Há uma lenda nas ilhas que conta que um príncipe e sua esposa, filha do Rei do Sri Lanka, pararam no atol de Raa durante uma viagem e foram convidados a ficar como administradores. Mais tarde o Rei Koimala e sua esposa se instalaram em Malé com permissão da tribo Giraavaru, uma tribo aborígine do atol de Kaafu. Como não há dados precisos sobre esta informação, é quase impossível discernir se a história contada nas ilhas é ficção ou realidade. Acredita-se que os arianos da Índia e Sri Lanka tenham se instalado nas Maldivas a partir de 1500 a.C. - de acordo com mais recentes achados arqueológicos. O idioma "Elu", uma forma arcaica da linguagem Sinhala, falado no Sri Lanka, mostra grande semelhança com o idioma Dhivehi falado nas Maldivas. Como parada favorita para as rotas de comércio muito utilizadas durante o período das grandes navegações, as Ilhas Maldivas teve muitas visitas e influências ao comercializar com a Arábia, China e Índia produtos como o coco, peixe seco e acima de tudo o precioso cauri - um tipo de molusco que se assemelha a uma concha branca e pequena. Essas conchas eram achadas nas praias das ilhas e foram usadas como moeda corrente em países perto do Oceano Índico. Há relatos de conchas que já foram encontradas tão longe quanto na Noruega ou Oeste África, mostrando a extensão das relações de comércio das Maldivas. Entretanto, os primeiros registros que se têm das Maldivas datam do século 14, quando o viajante marroquino Mohamed Ibn Batuta, avistou e descreveu as ilhas. O marroquino também registrou uma história interessante de como o país se converteu ao Islã. Abul Barakaath Yoosuf Al Barbary, um estudante islâmico, visitou as Maldivas durante uma época em que os nativos das ilhas acreditavam na existência de uma entidade chamada "Rannamaari" - um demônio do mar - que sairia das águas do arquipélago uma vez por mês e destruiria tudo. O único meio de deter a fúria de "Rannamaari" era o sacrifício de uma virgem. Por ocasião do holocausto era lançada a sorte para escolher as infelizes jovens que teriam que ficar em um templo perto da beira-mar. Ali, elas eram estupradas e mortas pela manhã. Ocorreu que a filha do dono da casa onde Abul estava hospedado tinha sido selecionada para ser a vítima e o jovem estudante do islã decidiu salvá-la do terrível fim. Disfarçado como uma menina, Abul passou a noite no templo do sacrifício, recitando continuamente o Alcorão Santo. Pela manhã, quando os nativos foram descobrir o destino da menina escolhida, ficaram pasmados por achá-la viva e ainda recitando o Alcorão. Quando o Rei descobriu o fato, ele interpretou que o temível demônio "Rannamaari" tinha sido derrotado pelo poder do Alcorão. Então, o rei abraçou o Islã e ordenou todos os seus súditos para o seguir.
Para maiores informações: Enciclopédia Multimídia Microsoft ENCARTA Almanaque ABRIL, editora Abril Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.
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