
SITUAÇÃO MISSIONÁRIA
Israel
é um país moderno, de indústria sofisticada. A economia está
sofrendo severo desgaste por causa da onda de novos imigrantes (25% da
população), altas despesas militares (29% dos gastos do governo),
crescente débito público (US$16.500 per capita) e aumento no
desemprego. Renda per capita US$9.750 (46% dos EUA).
A
fundação de Israel em 1948 terminou com 1.900 anos de exílio para os
judeus. Cinco guerras em 1948, 1956, 1967, 1973 e 1982-1985 com os países
vizinhos e também em 1991 com a Guerra do Golfo, exigiu um alto custo
para a sociedade israelense. As contrariedades militares no Líbano e o
rápido desenvolvimento das colônias judaicas em território não judeu
polarizaram a sociedade e pressionam para uma solução do conflito árabe-israelense.
O futuro dos territórios ocupados, anexação e autonomia de um estado
palestino, são assuntos de intenso debate nacional e internacional e
negociação.
Religião:
Liberdade para todos os grupos religiosos ministrarem dentro de suas próprias
comunidades, exceto para os judeus cristãos, aos quais é negada
qualquer posição legal como um corpo religioso. O proselitismo e o
evangelismo não são vistos com bons olhos mas não são impedidos.
Coalizões sucessivas de governos têm obtido o apoio dos pequenos
partidos judeus ortodoxos, que em retorno exigem medidas que limitem as
liberdades religiosas.
Judeus:
81,4%.
Muçulmanos:
14,5%. A maioria palestinos sunni.
Druzos:
1,6%. Uma seita quase que muçulmana com crenças e rituais secretos.
Não
religiosos/outros: 0,2% excluindo os judeus.
Cristãos:
2,34%. Crescimento 1,4%.
:: Evangélicos/Protestantes:
0,21%. Crescimento 2,9%.
Missionários
evangélicos/protestantes:
Para Israel: 338 em 64 agências missionárias de 23 países: EUA,
135; Reino Unido, 67; Alemanha, 30; Finlândia, 28.
De Israel: 30 de 7 agências missionárias em 5 países.
MOTIVOS DE LOUVOR
1. O aumento no
número de crentes convertidos entre os judeus. Os judeus messiânicos
aumentaram de 250 em 1967, para, possivelmente, 7.000 em 2000, e estão
começando a ser reconhecidos por muitos como uma parte aceitável da
sociedade israelense. Um estável aumento no número de árabes crentes e
novas igrejas nos últimos 20 anos também têm acontecido.
2. Em todo o
mundo tem havido uma resposta significativa entre os 15 milhões de
judeus; cerca de 132.000 são ligados às congregações messiânicas, e
mais 200.000 às igrejas dos gentios. A maioria destes crentes está na
América do Norte, e também na Rússia, Ucrânia e Reino Unido.
MOTIVOS DE ORAÇÃO
1. A volta dos
Judeus para Israel foi acelerada depois do colapso do comunismo no leste
da Europa e Etiópia. Apesar disto ser um cumprimento de profecia
(Ezequiel 20:3 2-34 ; 3 6: 16-24), a maioria voltou para seu antigo país
na incredulidade . Ore pela restauração espiritual da nação através do
Messias Jesus (Romanos 11:25, 31).
2.
O intenso conflito de meio século entre árabes e israelenses necessita
de uma solução urgente. Ambos os lados requerem toda a terra. Ore por
todos os políticos envolvidos no processo de negociação, e por um
assentamento justo, duradouro e adequadamente garantido. Ore pela paz de
Jerusalém, o mais difícil de todos os problemas a serem resolvidos,
pois a cidade é reverenciada por judeus, muçulmanos e cristãos.
3.
A aversão ao cristianismo é uma barreira a ser vencida nas mentes
judaicas. As nações "cristãs" são vistas como destruidoras
da nação judaica, quer pela perseguição (como no Holocausto) ou pela
proselitização. Ore para que o evangelho possa ser entendido como
cumprimento de sua herança judaica e que uma volta generalizada para
Cristo aconteça. Desde 1960, estima-se que mundialmente 100.000 judeus
encontraram o Messias, a maioria na América do Norte.
4.
Louve a Deus pelo aumento de coragem para testemunhar entre os judeus
cristãos, levando para uma grande receptividade. Em 1965 havia somente
300 judeus cristãos em Israel. Em 1992 haviam de 34.000 que vieram de
todos os setores da sociedade. Os imigrantes recentes da antiga URSS
constituem de 50 a 60% daqueles que agora chegam ao Senhor.
5.
Os judeus cristãos são freqüentemente chamados de Judeus Messiânicos,
crentes evangélicos que retém sua identidade judaica, Ore por:
a)
Totais direitos legais de imigração e aceitação social em face das
pressões nacionais, sociais e familiares. Os judeus ateus são
bem-vindos, mas não os judeus cristãos!
b)
Retenção de seu cultura sem comprometer a verdade do Novo Testamento.
c)
O alcance evangelistico e métodos eficientes para ganhar outros para
Jesus. Iniciativas mais agressiva desses crentes está trazendo frutos.
d)
Unidade. Tem havido pouca comunhão verdadeira entre os vários grupos.
e)
Lideres ativos, especialmente dentre os jovens crentes.
6.
A Igreja cristã em Israel está fragmentada e em quase toda parte está
declinando em número através da emigração. Ela inclui cerca de 85%
de árabes, 12% de estrangeiros (egípcios, etíopes, gregos, russos,
armênios, italianos, etc.) e 3% de antecedente judaico. Ore por unidade
espiritual que transcenda a história, conflitos étnicos, origens
nacionais, escatologia, e áreas secundárias da teologia, e uma
preocupação pelo fato de que poucos judeus e muçulmanos estão sendo
ganhos para Jesus enquanto mais cristãos estão se tornando judeus e muçulmanos.
7.
Os protestantes são maioria entre os árabes palestinos. Os maiores
grupos são anglicanos, batistas e irmãos, e muitos são originários
de tradicionais minorias cristãs. Os crentes árabes nascidos de novo são
uma minoria entre os 6.000 árabes protestantes, muitos são nominais.
Existe alguma abertura entre os muçulmanos palestinos e liberdade para
compartilhar Cristo com eles, mas existe, até agora, somente três
grupos de crentes de origem muçulmana. Ore pelo alcance desses pelos
crentes árabes.
8.
A força missionária protestante é estimada em cerca de 1.000. Muitos
cristãos entraram individualmente para servir ao Senhor. Anos de
semeadura e quebrantamento de preconceitos enraizados contra o
cristianismo estão agora dando frutos, mas a obra missionária pode ser
frustrante e desencorajadora. Muitos vêm com idéias exóticas a
respeito de Israel e com visões irreais, e encontram pouca realização
e identificação com os crentes locais. Ore para que todos os chamados
por Deus possam encontrar ministérios viáveis, meios efetivos de
contato com não crentes e doce comunhão com os crentes locais.
9.
Os grandes desafios evangelísticos são:
a)
Um terço de todos os judeus nasceram no exterior. Muitos ainda falam as
línguas de seus países de origem, e são melhores alcançados através
dessas línguas. Ore pelo uso de literatura e outros meios entre eles.
b)
A grande imigração judaica vinda da Europa oriental. Essa enchente
exauriu os recursos da nação. O desemprego e o choque cultural
trouxeram frustração e ire. Muitos não têm conhecimento do judaísmo,
mas têm uma grande fome espiritual. Alguns têm aceitado o evangelho.
Existem várias congregações de crentes de língua russa em Jerusalém.
Ore para que cristãos de língua russa sejam chamados para ajuda-los e
integrá-los nas congregações de língua hebraica.
c)
Judeus etíopes. Existem 400 cristãos entre eles em Israel. Três mil não
tiveram permissão para imigrar em 1991 por que eram cristãos ortodoxos
apesar de seu declaração de identidade judaica.
d)
As 100 cidades e 800 vilas de Israel. Somente algumas têm congregações
judaicas ou árabes.
e)
Os árabes palestinos. Ore pela evangelização dos 95% que são muçulmanos.
Somente são conhecidos uns poucos crentes de antecedentes muçulmanos.
10.
Ministérios de ajuda.
a)
A literatura é de importância impar para a disseminação do
evangelho, por causa da multiplicidade de línguas e da insuficiência
de cristãos que testemunhem. Ore por duas casas publicadoras cristãs,
a produção de uma seleção crescente de literatura cristã hebraica e
árabe, e as nove livrarias cristãs.
Existem
três periódicos cristãos hebraicos que têm leitores além da
comunidade cristã. Pouco centes estão envolvidos na distribuição.
Ore para que os judeus possam ler o NT e encontrar a Palavra Viva. 12%
de todos os lares têm um NT.
11.
Os judeus da dispersão estão diminuindo devido a baixa taxa de
natalidade, casarnentos mistos, secularismo, emigração para Israel e
conversão para outras religiões. Existem agora uma estimativa de 10
milhões fora de Israel. As maiores concentrações estão na América
do Norte: seis milhões; antiga URSS: 1.200.000; França: 700.000;
Inglaterra: 330.000; e Argentina 350.000. Existem dois milhões de
judeus em Nova lorque. Nos EIJA existe muita abertura; nas outras partes
menos. Pouco está sendo feito pelos judeus na França e Argentina. A
obra envolve longas horas de amor, ministério paciente para indivíduos
e famílias.
FAIXA
DE GAZA
Um
enclave no canto sudeste da costa mediterrânea.
Religião:
Fundamentalismo muçulmano crescendo e com tendência anticristã. Muçulmanos
98%. Judeus 1,6%. Cristãos 0,39%.
Economia:
Muito dependente da renda auferida pelos palestinos que trabalham em
Israel e nos países árabes petroliferos. O desemprego está
aumentando.
Política:
A perda da maior parte da terra em 1948 e a conquista do remanescente
por Israel em 1967 domina a vida dos palestinos. Os esforços
internacionais após a Guerra do Golfo para se conseguir um acordo na
amarga confrontação entre israelenses e palestinos têm pouca chance
de sucesso. A possibilidade da autonomia da Faixa de Gaza e da Margem
Ocidental disparou uma luta de poder entre os fundamentalistas islâmicos
e a Organização para a Libertação da Palestina. O governo Rabin
suspendeu o desenvolvimento de novos assentamentos em 1992.
Religião:
Aumento do fundamentalismo muçulmano e declínio da população cristã.
Muçulmanos:
82,1%.
Judeus: 11%.
Cristãos:
6,9%. Em 1940 a Palestina tinha 30% de cristãos.
:: Evangélicos/Protestantes:
1,3%.
:: Católicos Romanos: 2,1%.
:: Ortodoxos: 3,5%.
1.
A história do povo palestino nos últimos 50 anos é trágica. Eles
tomaram-se peões da política internacional, e no processo perderam
suas casas, terras, meio de vida e auto-respeito. 1.800.000 estão
retidos em 61 campos de refugiados em volta das terras árabes com pouca
perspective de uma volta a suas antigas casas ou total integração nas
terras hospedeiras. O desejo de reconquistar a antiga situação os tem
levado a guerras, terrorismo em volta do mundo, violência, divisões
internas, e esperanças frustradas. Uma paz justa com Israel e uma razoável
solução política parecem improváveis, mas não impossível. Ore pela
paz na terra e, mais, para que os palestinos se encontrem com o Príncipe
da Paz.
2.
A violência da revolta contra o exército de ocupação israelense e o
número crescente de colonizadores judeus tem trazido prejuízo social e
aumento da pobreza. Os grupos radicais muçulmanos têm ganhado um número
crescente de seguidores (50% em Gaza e 30% na margem ocidental). Ore
pelos palestinos para que possam ser poupados do castigo de ainda outra
tirania, e que possa haver liberdade para a proclamação do evangelho
qualquer que seja a futura direção política.
3.
Os palestinos cristãos traçam suas raízes de volta aos tempos pré-islâmicos.
Os antagonismos do conflito têm levado muitos a emigrar para países do
ocidente, e seu número caiu dramaticamente, de 30% em 1940 para 2,5% em
1990. Ore para que os cristãos possam igualmente ser corajosos na
firmeza e no testemunho da Verdade, e serem protegidos do aumento no nível
de intimidação de seus vizinhos muçulmanos.
4.
O ministério cristão tem sido limitado pelas agitações recentes, que
continuam. Ore por todos os envolvidos em ministrar nas necessidades físicas
e espirituais do povo. É especialmente difícil trabalhar na esquálida
Gaza, que mais parece uma prisão.
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O
Estado de Israel foi fundado em 1948 e está situado no extremo leste do mar Mediterrâneo. Limita-se
sudoeste pelo Egito, ao leste pela Jordânia, ao nordeste pela Síria e ao
norte com o Líbano.
Seu extremo mais meridional se estende até o golfo de Acaba - uma
extensão do mar Vermelho. Possui 21.946 km²,
englobando a parte oriental da cidade de Jerusalém, a capital, anexada
por Israel em 1967, após a Guerra dos Seis Dias, embora a maior parte
da comunidade internacional não reconheça esta anexação.
Território
Israel pode ser dividida em
cinco grandes áreas: as montanhas da Galiléia, as planícies de
Esdraelom, as colinas da Judéia e Samaria, as planícies costeiras e a
região do Neguev.
O rio mais importante é o
Jordão, junto com o lago Tiberíades, também conhecido como o mar da
Galiléia, o principal lago de água doce.
O clima é subtropical, com
chuvas que se concentram nos meses de inverno.
População e governo
Apesar de 83% dos habitantes
ser de judeus, em Israel existe grande diversidade racial, étnica e
cultural. Mais da metade dos judeus nasceram no país (chamados de sabras)
entretanto seus antepassados imediatos provinham de mais de 100 países
diferentes, falando cerca de 85 línguas ou dialetos. Os grupos mais
importantes são os asquenazitas e os sefarditas.
Em 1994, a população era
de 5.460.900 habitantes, com uma densidade de 248 hab/ km2.
Os não-judeus compunham 17% da população total, os muçulmanos são
maioria, seguidos pelos cristãos e pelos drusos.
As cidades mais importantes
tinham em 1992 a seguinte população: Jerusalém com 556.500
habitantes, compreendendo a cidade antiga, Tel Aviv com 356.900
habitantes e Haifa com 251.000 habitantes.
O hebraico e o árabe são
as línguas oficiais. Muitos falam inglês, ídiche, russo ou diversas
línguas européias.
Israel é uma república
composta por um parlamento. O estado não tem uma constituição
escrita, mas um número de leis aprovadas pelo Parlamento (Knesset).
O chefe de Estado é o presidente e seus poderes são extremamente
limitados. O principal corpo executivo é um gabinete liderado pelo
primeiro-ministro. O órgão legislativo é um sistema unicameral.
Economia
O déficit do Estado se deve
aos altos investimentos na área de defesa bélica e custos com a absorção
de um elevado número de imigrantes.
A agricultura cobre,
aproximadamente, três quartos das necessidades alimentícias da
população, explora-se produtos para a exportação, sobretudo
cítricos e ovos.
As comunidades agrícolas se
dividem segundo sua organização em três tipos: as comunidades
coletivas (kibutz),
os povos cooperativos (moshav) e as comunidades de pequenos
proprietários (moshava).
Os principais minerais são
o potássio, bromo, magnésio e outros que extraídos dos depósitos de
sal do mar Morto.
Os principais produtos
industriais são: alimentos, azeite de oliva, bebidas, tabaco, produtos
químicos, derivados do petróleo e carvão, metalúrgicos e têxteis.
História
Habitado, na antiguidade, pelas doze tribos judaicas,
Israel foi a sede do reino de Davi (1.008 - 1.000 a.C.). Seu filho,
Salomão, fez construir o templo de Jerusalém e dividiu seus territórios
nos reinos de Israel e Judá, conquistados pela Assíria (722 a.C.) e
Babilônia (558 a.C.). Posteriormente, a região ainda esteve sob o
domínio persa, macedônio, grego e romano.
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:: Tempos
Bíblicos
A história judaica começou há mais ou menos 4000
anos (c. séc. XVII A.C.) - com o patriarca Abraão, seu filho
Isaque e seu neto - Jacó. Documentos encontrados na Mesopotâmia,
que datam de 2000 - 1500 E.C., confirmam aspectos de sua vida
nômade, tal como a Bíblia descreve.
:: Êxodo e o
assentamento
Após 400 anos de servidão, os israelitas foram
conduzidos à liberdade por Moisés que, segundo a narrativa
bíblica, foi escolhido por Deus para tirar Seu povo do Egito e
retornar à Terra de Israel, prometida a seus antepassados (sec.
XIII-XII A.C). Durante 40 anos eles vagaram no deserto do Sinai,
tornando-se uma nação; lá receberam o Pentateuco, que inclui os
Dez Mandamentos. O êxodo do Egito (1300 A.C.) deixou uma marca
indelével na memória nacional do povo judeu, e tornou-se um
símbolo universal de liberdade e independência. Todo ano os judeus
celebram as festas de Pessach (a Páscoa judaica), Shavuot
(Pentecostes) e Sucot (Festa dos Tabernáculos) relembrando os
eventos ocorridos naquela época.
:: A Monarquia
O reinado do primeiro rei, Saul (1020 A.C.),
permitiu a transição entre a organização tribal já frouxa e o
pleno estabelecimento da monarquia, sob David, seu sucessor.
O Rei David (1004-965 A.C.) fez de Israel uma das
potências da região através de bem sucedidas expedições militares,
entre as quais a derrota final dos filisteus, assim como as
alianças políticas com os reinos vizinhos. Ele unificou as doze
tribos israelitas num só reino e estabeleceu sua capital,
Jerusalém. David foi sucedido por seu filho Salomão (965-930 A.C.)
que consolidou ainda mais o reino. Salomão garantiu a paz para seu
reino, tornando-o uma das grandes potências da época. O auge do
seu governo foi a construção do Templo de Jerusalém.
:: A Monarquia
dividida
Após a morte de Salomão (930 A.C.) uma insurreição
aberta provocou a cisão das tribos do norte e a divisão do país em
dois reinos: o reino setentrional de Israel, formado pelas dez
tribos do norte, e o reino meridional de Judá, no território das
tribos de Judá e Benjamim.
O Reino de Israel, com sua capital Samaria, durou
mais de 200 anos, e teve 19 reis; o Reino de Judá sobreviveu 350
anos, com sua capital, Jerusalém, e teve o mesmo número de reis,
todos da linhagem de David. Com a expansão dos impérios assírios e
babilônicos, tanto Israel quanto Judá, mais tarde, acabaram caindo
sob domínio estrangeiro. O Reino de Israel foi destruído pelos
assírios (722 A.C.) e seu povo foi exilado e esquecido. Uns cem
anos depois, a Babilônia conquistou o Reino de Judá, exilando a
maioria de seus habitantes e destruindo Jerusalém e o Templo (586
A.C.).
:: Primeiro
Exílio (586 - 538 a.c.)
A conquista babilônica foi o primeiro estado
judaico (período do Primeiro Templo), mas não rompeu a ligação do
povo judeu com sua terra. Às margens dos rios da Babilônia, os
judeus assumiram o compromisso de lembrar para sempre da sua
pátria: “Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha
destra da sua destreza. Apegue-se a língua ao paladar, se não
lembrar de ti, se não preferir Jerusalém à minha maior alegria.” (Sl.
137.5,6)
O exílio na Babilônia, que se seguiu à destruição
do Primeiro Templo, marcou o início da Diáspora Judaica. Lá, o
judaísmo começou a desenvolver um sistema e um modo de vida
religioso fora de sua terra, para assegurar a sobrevivência
nacional e a identidade espiritual do povo, concedendo-lhe a
vitalidade necessária para preservar seu futuro como uma nação.

É de se presumir que a primeira menorah (candelabro sagrado
dos judeus) tenha sido feita obedecendo a instruções
minuciosas de Moisés. A Bíblia afirma que a forma, o desenho
e os detalhes da menorah foram inspirados por revelação do
céu. Na menorah, havia sete braços ao todo: uma haste
central e três braços que saíam de cada lado. Cada um dos
sete tinha uma tijela para o óleo, que era retirada
diariamente pelos sacerdotes para limpeza e recomposição do
óleo. Ela era impressionantemente grande, de ouro puro e de
desenho altamente decorativo.
Naturalmente, o fogo e a iluminação sempre tiveram papel
muito importante nos ritos religiosos. Quando o Templo foi
destruído, a menorah tornou-se o principal símbolo artístico
e decorativo da fé judaica. A razão pela qual a menorah de
sete braços nunca foi usada como parte ou ornamento do
ritual até os tempos modernos foi a proibição rabínica da
reprodução e uso de quaisquer dos ornamentos do templo. Em
conseqüência, no lar, era o candelabro do Shabat (sétimo dia
da semana - descanso) e o castiçal convencional que supriam
a iluminação nas ocasiões festivas e religiosas por mais de
2 mil anos.
A menorah foi reintroduzida em 1948 (Proclamação do Estado
de Israel) como símbolo nacional do povo judeu e da
identidade de Israel. |
::
Dominação Estrangeira
Os Períodos Persa e Helenístico (538-142 A.C.)
Em conseqüência de um decreto do Rei Ciro,
da Pérsia, que conquistou o império babilônico, cerca de
50.000 judeus empreenderam o primeiro retorno à Terra de
Israel, sob a liderança de Zerobabel, da dinastia de David.
Menos de um século mais tarde, o segundo retorno foi
liderado por Esdras, o Escriba. Durante os quatro séculos
seguintes, os judeus viveram sob diferentes graus de
autonomia sob o domínio persa (538-333 A.C.) e helenístico -
ptolemaico e selêucida (332-142 A.C.)
A repatriação dos judeus, sob a inspirada
liderança de Esdras, a construção do segundo templo no sítio
onde se erguera o primeiro, a fortificação das muralhas de
Jerusalém e o estabelecimento da Knesset Haguedolá (a Grande
Assembléia), o supremo órgão religioso e judicial do povo
judeu, marcaram o início da segundo estado judeu (período do
segundo templo). Como parte do mundo
antigo conquistado por Alexandre Magno, da Grécia (332
A.C.), a Terra de Israel continuava a ser uma teocracia
judaica, sob o domínio dos selêucidas, estabelecidos na
Síria. Quando os judeus foram proibidos de praticar o
judaísmo e seu Templo foi profanado, como parte das
tentativas gregas de impor a cultura e os costumes
helenísticos a toda a população, desencadeou-se uma revolta
(166 a.C.) liderada |
| por
Matatias, da dinastia sacerdotal dos Hasmoneus, e mais tarde
por seu filho, Judá, o Macabeu. Os judeus entraram em
Jerusalém e purificaram o Templo (164 A.C), eventos
comemorados até hoje anualmente, na festa do Chanuká. |
:: A Dinastia dos Hasmoneus (
142-63 A.C.)
Após novas vitórias dos Hasmoneus (142 a.C.), os selêucidas
restauraram a autonomia da Judéia (como era então chamada a Terra
de Israel) e, com o colapso do reino selêucida (129 a.C.), a
independência judaica foi reconquistada. Sob a dinastia dos
Hasmoneus, que durou cerca de 80 anos, as fronteiras do reino eram
muito semelhantes às do tempo do Rei Salomão; o regime atingiu
consolidação política e a vida judaica floresceu.
:: O Domínio Romano (63 - 313
A.C.)
Quando os romanos substituíram os selêucidas no papel de grande
potência regional, eles concederam ao rei Hasmoneus Hircano II
autoridade limitada, sob o controle do governador romano sediado
em Damasco. Os judeus eram hostis ao novo regime, e os anos
seguintes testemunharam muitas insurreições. Uma última tentativa
de reconquistar a antiga glória da dinastia dos Hasmoneus foi
feita por Matatias Antígono, cuja derrota e morte trouxe fim ao
governo dos Hasmoneus (40 a.C.); o país tornou-se, então, uma
província do Império Romano.
Em 37 a.C., Herodes, genro de Hircano II, foi nomeado Rei da
Judéia pelos romanos. Foi-lhe concedida autonomia quase ilimitada
nos assuntos internos do país, e ele se tornou um dos mais
poderosos monarcas da região oriental do Império Romano, porém não
conseguiu a confiança e o apoio de seus súditos judeus.
Dez anos após a morte de Herodes (4 a.C.), a Judéia caiu sob a
administração romana direta. À proporção que aumentava a opressão
romana à vida judaica, crescia a insatisfação, que se manifestava
por violência esporádica, até que rompeu uma revolta total em 66
a.C..
No ano 70 da era cristã, o imperador Tito manda arrasar Jerusalém.
Inicia-se a resistência judaica que culmina com a batalha na
fortaleza de Massada. Com a derrota eminente, os 1000 refugiados
preferem suicidar-se a entregar-se ao domínio romano.
A destruição total de Jerusalém e do Templo foi uma catástrofe
para o povo judeu. De acordo com o historiador da época, Flavio
Josefo, centenas de milhares de judeus pereceram durante o cerco a
Jerusalém e em outros pontos do país, e outros milhares foram
vendidos como escravos.
Um último breve período de soberania judaica na era antiga foi
o que se seguiu à revolta de Shimon Bar Kochbá (132 a.C.), quando
Jerusalém e a Judéia foram reconquistadas. No entanto, dado o
poder massivo dos romanos, o resultado era inevitável. Três anos
depois, segundo o costume romano, Jerusalém foi “sulcada por uma
junta de bois”; a judéia foi rebatizada de Palestina e a Jerusalém
foi dado o novo nome de Aelia Capitolina.
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:: O Domínio Bizantino (313-646
d.C.)
No final do sec. IV, após a conversão do imperador
Constantino ao cristianismo e a fundação do Império
Bizantino, a Terra de Israel se tornara um país
predominantemente cristão. Os judeus estavam privados de sua
relativa autonomia anterior, assim como do direito de ocupar
cargos públicos; também lhes era proibida a entrada em
Jerusalém, com exceção de um dia por ano (Tishá be Av - dia
9 de Av), quando podiam prantear a destruição do Templo.
A invasão persa de 614 d.C., contou com o auxílio dos
judeus, animados pela esperança messiânica da Libertação. Em
gratidão por sua ajuda eles receberam o governo de
Jerusalém; este interlúdio, porém, durou apenas três anos.
Subseqüentemente, o exército bizantino recuperou o domínio
da cidade (629 d.C.), e os habitantes judeus foram novamente
expulsos.
|

O muro ocidental, conhecido como Muro das Lamentações, é o
lugar mais sagrado e venerado pelo povo judeu por tratar-se
da única relíquia do último templo.
O Muro Ocidental é uma pequena parte da muralha que Herodes
construiu no ano 20 a.C., em redor do segundo Grande Templo.
No ano 70, quando da destruição da cidade por Tito, este
deixou de pé esta parte da muralha com seus enormes blocos
de pedra, a fim de mostrar, às gerações futuras, a grandeza
dos soldados romanos que foram capazes de destruir o resto
da edificação.
Durante o período romano não era permitida, aos judeus, a
entrada em Jerusalém. Entretanto, durante o período
bizantino, lhes foi permitido entrar, uma vez por ano, no
aniversário da destruição, quando lamentavam a dispersão de
seu povo e choravam sobre as ruínas do Templo.
Daí o nome: Muro das Lamentações. O costume de orar junto ao
Muro continuou durante o decorrer dos séculos. Entre 1948 e
1967 o acesso ao Muro foi novamente proibido aos judeus, já
que ele se encontrava na parte jordaniana da cidade
dividida.
Depois da Guerra dos Seis Dias, o Muro das Lamentações
converteu-se em um lugar de jubilo nacional e de culto
religioso. |
:: Domínio Árabe (639-1099 d.C.)
A conquista do país pelos árabes ocorreu quatro anos após a
morte de Maomé (632 d.C.) e durou mais de quatro séculos, sob o
governo de Califas estabelecidos primeiramente em Damasco, depois
em Bagdá e no Egito. No início do domínio muçulmano, os judeus
novamente se instalaram em Jerusalém, e a comunidade judaica
recebeu o costumeiro status de proteção concedido aos
não-muçulmanos sob domínio islâmico, que lhes garantia a vida, as
propriedades e a liberdade de culto, em troca do pagamento de
taxas especiais e impostos territoriais.
Contudo, a introdução subseqüente de restrições contra os
não-muçulmanos (717 d.C.) afetou a vida pública dos judeus, assim
como sua observância religiosa e seu status legal. Pelo fim do sec.
XI, a comunidade judaica da Terra de Israel havia diminuído
consideravelmente.
:: Os Cruzados (1099-1291 d.C.)
Nos 200 anos seguintes, o país foi dominado pelos Cruzados que,
atendendo a um apelo do Papa Urbano II, partiram da Europa para
recuperar a Terra Santa das mãos dos “infiéis”. Em julho de 1099,
após um cerco de cinco semanas, os cavaleiros da Primeira Cruzada
e seu exército de plebeus capturaram Jerusalém, massacrando a
maioria de seus habitantes não-cristãos.
Entrincheirados em suas sinagogas, os judeus defenderam seu
quarteirão, mas foram queimados vivos ou vendidos como escravos.
Nas poucas décadas que se sucederam, os cruzados estenderam seu
poder sobre o restante do país. Após a derrota dos cruzados pelo
exército de Saladino (1187 d.C.), os judeus passaram a gozar de
liberdade, inclusive o direito de viver em Jerusalém. O domínio
cruzado sobre o país chegou ao fim com a derrota final frente aos
mamelucos (1291 d.C.) uma casta militar muçulmana que conquistara
o poder no Egito.
:: O Domínio Mameluco (1291-1516 d.C.)
Sob o domínio mameluco, o país tornou-se uma província
atrasada, cuja sede de governo era em Damasco. O período de
decadência sob os mamelucos foi obscurecido ainda por revoltas
políticas e econômicas, epidemias, devastação por gafanhotos e
terríveis terremotos.
:: O Domínio Otomano (1517-1917 d.C)
Após a conquista otomana, em 1517, o país foi dividido em
quatro distritos, ligados administrativamente à província de
Damasco; a sede do governo era em Istambul. No começo da era
otomana, cerca de 1000 famílias judias viviam na Terra de Israel,
em Jerusalém, Nablus (Sichem), Hebron, Gaza, Safed (Tzfat) e
algumas aldeias da Galiléia. A comunidade se compunha de
descendentes de judeus que nunca haviam deixado o país, e de
imigrantes da África do Norte e da Europa.
Um governo eficiente, até a morte do sultão Suleiman, o
Magnífico (1566 d.C.), trouxe melhorias e estimulou a imigração
judaica. À proporção que o governo otomano declinava e perdia sua
eficiência, o país foi caindo de novo em estado de abandono geral.
No final do séc. XVIII, a maior parte das terras pertencia a
proprietários ausentes, que as arredavam a agricultores
empobrecidos pelos impostos elevados e arbitrários. As grandes
florestas da Galiléia e do monte Carmelo estavam desnudas;
pântanos e desertos invadiam as terras produtivas.
O sec. XIX testemunhou os primeiros sinais de que o atraso
medieval cedia lugar ao progresso. Eruditos ingleses, franceses e
americanos iniciavam estudos de arqueologia bíblica. Foram
inauguradas rotas marítimas regulares entre a Terra de Israel e a
Europa, instaladas conexões postais e telegráficas e construída a
primeira estrada, entre Jerusalém e Iafo. A situação dos judeus do
país foi melhorando, e a população judaica aumentou
consideravelmente. Inspirados pela ideologia sionista, dois
grandes fluxos de judeus da Europa Oriental chegaram ao país, no
final do sec. XIX e início do sec. X. Resolvidos a restaurar sua
pátria através do trabalho agrícola, estes pioneiros começaram
pela recuperação da terra árida, construíram novas colônias e
lançaram os fundamentos do que mais tarde se tornaria uma próspera
economia agrícola.
Ao romper a I Guerra Mundial (1914), a população judaica do
país totalizava 85.000 habitantes, em contraste com os 5.000 do
início do séc. XVI.
Em dezembro de 1917, as forças britânicas, sob o comando do
General Allemby, entraram em Jerusalém, pondo fim a 400 anos de
domínio otomano.
:: O Domínio Britânico (1918-1948)
Em julho de 1922, a Liga das Nações confiou à Grã-Bretanha o
mandato sobre a Palestina (nome pelo qual o país era designado na
época). Reconhecendo a "a ligação histórica do povo judeu com a
Palestina", recomendava que a Grã-Bretanha facilitasse o
estabelecimento de um lar nacional judaico na Palestina - Eretz
Israel (Terra de Israel). Dois meses depois, em setembro de 1922,
o Conselho da Liga das Nações e a Grã-Bretanha decidiram que as
estimulações destinadas ao estabelecimento deste lar nacional
judaico não seriam aplicadas à região situada a leste do Rio
Jordão, cuja área constituía os 3/4 do território do Mandato - e
que mais tarde tornou-se o Reino Hashemita da Jordânia.
:: O Estado de Israel - 1948
Com a resolução da ONU de 19 de novembro de 1947, em 14 de maio
de 1948, data em que terminou o Mandato Britânico, a população
judaica na Terra de Israel era de 650.000 pessoas, formando uma
comunidade organizada, com instituições políticas, sociais e
econômicas bem desenvolvidas - de fato, uma nação em todos os
sentidos, e um estado ao qual só faltava o nome, porém opondo-se
ao estabelecimento do novo Estado os países árabes lançaram-se num
ataque de várias frentes, dando origem à Guerra da Independência
em 1948 - 1949, que defendeu a soberania que havia acabado de
reconquistar. Com o fim da guerra, Israel concentrou seus esforços
na construção do estado pelo qual o povo tinha lutado tão longa e
arduamente.
:: A Guerra dos Seis Dias - 1967
As esperanças por mais uma década de relativa tranqüilidade se
esvaneceram com a escalada dos ataques terroristas árabes através
das fronteiras como Egito e a Jordânia. Ao fim de seis dias de
combates, os núcleos populacionais do norte do país ficavam livres
do bombardeamento sírio, que durara 19 anos; a passagem de navios
israelenses e com destino a Israel, através do Estreito de Tiran
estava assegurada; e Jerusalém, que estivera dividida entre Israel
e Jordânia desde 1949, foi reunificada sob a autoridade de Israel.
:: A Guerra de Iom Kipur - 1973
A relativa calma ao longo das fronteiras terminaram no Dia da
Expiação, o dia mais sagrado do calendário judaico, quando o Egito
e a Síria lançaram um ataque de surpresa coordenado contra Israel
(6 de outubro de 1973). Durante as três semanas seguintes, as
Forças de Defesa de Israel mudaram o rumo da batalha e repeliram
os ataques. Dois anos de difíceis negociações entre Israel e o
Egito e entre Israel e a Síria resultaram em acordos de separação
de tropas, pelos quais Israel se retirou de parte dos territórios
conquistados na guerra.
:: Da Guerra à Paz
Embora a guerra de 1973 tenha custado a Israel um ano de seu
PNB, a economia já tinha se recobrado na segunda metade de 1974.
Os investimentos estrangeiros cresceram, e quando Israel se tornou
um membro associado do MCE (1975), abriram-se novos mercados aos
produtos israelenses. O turismo incrementou e o número anual de
visitantes ultrapassou o marco de um milhão.
O círculo vicioso da rejeição por parte dos árabes a todos os
apelos de paz de Israel foi rompido com visita do Presidente Anuar
Sadat a Jerusalém (novembro 1977), à qual se seguiram negociações
entre o Egito e Israel, sob os auspícios E.U., e que culminaram
com os acordos de Camp David (setembro).
:: Rumo ao Século XXI
Após o assassinato do Primeiro-Ministro Ytzhak Rabin (Nov/95),
o governo - de acordo com seu direito de nomear um dos ministros
(neste caso, obrigatoriamente um membro do Knesset - Parlamento
Israelense) para exercer o cargo de primeiro-ministro até as
próximas eleições - nomeou o Ministro das Relações Exteriores
Shimon Peres a esta função. As eleições de maio de 1996 trouxeram
ao poder uma coalizão governamental constituída de elementos
nacionalistas, religiosos e centristas, chefiada por Benyamin
Netanyahu do Likud.
PRINCIPAIS MOMENTOS DA
HISTÓRIA DE ISRAEL:
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XVII-VI a.C. |
Época Bíblica |
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XVII a.C. |
Abraão, Isaque e Jacó - os patriarcas do povo judeu estabelecem-se
na Terra de Israel. |
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XIII a.C. |
Êxodo dos israelitas, que deixam o Egito conduzidos por Moisés e
vagam no deserto durante 40 anos. |
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XIII-XII a.C. |
Os israelitas se instalam na Terra de Israel |
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1020 a.C. |
A monarquia judaica é estabelecida; Saul é o primeiro rei |
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1000 a.C. |
Jerusalém torna-se a capital do reino de Davi |
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960 a.C. |
O Primeiro Templo, centro nacional e espiritual do povo judeu, é
construída em Jerusalém pelo Rei Salomão |
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930 a.C. |
Divisão do reino: Judá e Israel |
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722-720 a.C. |
O reino de Israel é destruído pelos assírios; 10 tribos exiladas
(as “Dez Tribos Perdidas”) |
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586 a.C. |
O reino de Judá é conquistado pela Babilônia. Jerusalém e o
Primeiro Templo destruídos; a maioria dos judeus é exilada. |
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538-142 a.C. |
Períodos Persa e Helenístico |
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538-515 a.C. |
Muitos judeus retornam da Babilônia; o Templo é reconstruído
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332 a.C. |
Alexandre Magno conquista o país; domínio helenístico
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166-160 a.C. |
Revolta dos Macabeus (Hasmoneus) contra as restrições à prática do
judaísmo e a profanação do Templo
|
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(...)-129 a.C. |
Autonomia judaica sob a liderança dos Hasmoneus
|
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129-63 a.C. |
Independência judaica sob a monarquia dos Hasmoneus
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63 a.C. |
Jerusalém capturada pelo general romano Pompeu
|
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63 a.C.-313 |
Domínio Romano
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63 a.C.-4 |
O Rei Herodes, vassalo romano, governa a Terra de Israel. O Templo
de Jerusalém é reformado. |
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20-33 |
Ministério de Jesus, o Cristo
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66 d.C |
Revolta dos judeus contra Roma
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70 |
Destruição de Jerusalém e do Segundo Templo
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73 |
Último bastião judeu em Massada
|
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132-135 |
Revolta de Bar Kochba contra os romanos |
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313-636 |
Domínio Bizantino
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614 |
Invasão Persa |
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639-1099 |
Domínio árabe |
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691 |
O Domo da Rocha é construída em Jerusalém pelo Califa Abd el-Malik,
no local dos Templos (Primeiro e Segundo). |
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1099-1291 |
Domínio Cruzado (Reino Latino de Jerusalém)
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1291-1516 |
Domínio Mameluco
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1517-1917 |
Domínio Otomano
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1860 |
Primeiro bairro construído fora dos muros de Jerusalém
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1881-1903 |
Primeira Aliá (imigração em grande escala), principalmente da
Rússia |
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1897 |
Primeiro Congresso Sionista, reunido por Teodoro Herzl em
Basiléia, Suíça; fundação da Organização Sionista. |
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1904-14 |
Segunda Aliá, principalmente da Rússia e Polônia
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1917 |
400 anos de domínio otomano chegam ao fim com a conquista
britânica. Lord Balfour, Ministro de
Relações Exteriores britânico declara o apoio ao estabelecimento
de um lar nacional judaico na Palestina” |
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1918-1948 |
Domínio Britânico
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1919-23 |
Terceira Aliá, principalmente da Rússia |
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1922 |
A Liga das Nações confia à Grã-Bretanha o Mandato sobre a
Palestina (Terra de Israel); ¾ da área são entregues à
Transjordânia, deixando apenas ¼ para o lar nacional judaico.
Criação da Agência Judaica, representante da comunidade judaica
diante das autoridades do Mandato. |
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1924-32 |
Quarta Aliá, principalmente da Polônia |
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1933-30 |
Quinta Aliá, principalmente da Alemanha
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1939 |
O Livro Branco britânico limita drasticamente a imigração judaica
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1939-45 |
II Grande Guerra Mundial; Holocausto na Europa, onde 6 milhões de
judeus, entre os quais 1,5 milhão de crianças. |
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1947 |
A ONU propôs o estabelecimento dos estados árabes e judeu no país.
Em 14 de maio de 1948 fim do Mandato Britânico. Proclamação do
Estado de Israel. |
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