SITUAÇÃO MISSIONÁRIA

Israel é um país moderno, de indústria sofisticada. A economia está sofrendo severo desgaste por causa da onda de novos imigrantes (25% da população), altas despesas militares (29% dos gastos do governo), crescente débito público (US$16.500 per capita) e aumento no desemprego. Renda per capita US$9.750 (46% dos EUA).

A fundação de Israel em 1948 terminou com 1.900 anos de exílio para os judeus. Cinco guerras em 1948, 1956, 1967, 1973 e 1982-1985 com os países vizinhos e também em 1991 com a Guerra do Golfo, exigiu um alto custo para a sociedade israelense. As contrariedades militares no Líbano e o rápido desenvolvimento das colônias judaicas em território não judeu polarizaram a sociedade e pressionam para uma solução do conflito árabe-israelense. O futuro dos territórios ocupados, anexação e autonomia de um estado palestino, são assuntos de intenso debate nacional e internacional e negociação.

Religião: Liberdade para todos os grupos religiosos ministrarem dentro de suas próprias comunidades, exceto para os judeus cristãos, aos quais é negada qualquer posição legal como um corpo religioso. O proselitismo e o evangelismo não são vistos com bons olhos mas não são impedidos. Coalizões sucessivas de governos têm obtido o apoio dos pequenos partidos judeus ortodoxos, que em retorno exigem medidas que limitem as liberdades religiosas.

Judeus: 81,4%.
Muçulmanos: 14,5%. A maioria palestinos sunni.
Druzos: 1,6%. Uma seita quase que muçulmana com crenças e rituais secretos.
Não religiosos/outros: 0,2% excluindo os judeus.
Cristãos: 2,34%. Crescimento 1,4%.
:: Evangélicos/
Protestantes: 0,21%. Crescimento 2,9%.

Missionários evangélicos/protestantes:
Para Israel: 338 em 64 agências missionárias de 23 países: EUA, 135; Reino Unido, 67; Alemanha, 30; Finlândia, 28.
De Israel: 30 de 7 agências missionárias em 5 países.

MOTIVOS DE LOUVOR

1. O aumento no número de crentes convertidos entre os judeus. Os judeus messiânicos aumentaram de 250 em 1967, para, possivelmente, 7.000 em 2000, e estão começando a ser reconhecidos por muitos como uma parte aceitável da sociedade israelense. Um estável aumento no número de árabes crentes e novas igrejas nos últimos 20 anos também têm acontecido.

2. Em todo o mundo tem havido uma resposta significativa entre os 15 milhões de judeus; cerca de 132.000 são ligados às congregações messiânicas, e mais 200.000 às igrejas dos gentios. A maioria destes crentes está na América do Norte, e também na Rússia, Ucrânia e Reino Unido.

MOTIVOS DE ORAÇÃO

1. A volta dos Judeus para Israel foi acelerada depois do colapso do comunismo no leste da Europa e Etiópia. Apesar disto ser um cumprimento de profecia (Ezequiel 20:3 2-34 ; 3 6: 16-24), a maioria voltou para seu antigo país na incredulidade . Ore pela restauração espiritual da nação através do Messias Jesus (Romanos 11:25, 31).

2. O intenso conflito de meio século entre árabes e israelenses necessita de uma solução urgente. Ambos os lados requerem toda a terra. Ore por todos os políticos envolvidos no processo de negociação, e por um assentamento justo, duradouro e adequadamente garantido. Ore pela paz de Jerusalém, o mais difícil de todos os problemas a serem resolvidos, pois a cidade é reverenciada por judeus, muçulmanos e cristãos.

3. A aversão ao cristianismo é uma barreira a ser vencida nas mentes judaicas. As nações "cristãs" são vistas como destruidoras da nação judaica, quer pela perseguição (como no Holocausto) ou pela proselitização. Ore para que o evangelho possa ser entendido como cumprimento de sua herança judaica e que uma volta generalizada para Cristo aconteça. Desde 1960, estima-se que mundialmente 100.000 judeus encontraram o Messias, a maioria na América do Norte.

4. Louve a Deus pelo aumento de coragem para testemunhar entre os judeus cristãos, levando para uma grande receptividade. Em 1965 havia somente 300 judeus cristãos em Israel. Em 1992 haviam de 34.000 que vieram de todos os setores da sociedade. Os imigrantes recentes da antiga URSS constituem de 50 a 60% daqueles que agora chegam ao Senhor.

5. Os judeus cristãos são freqüentemente chamados de Judeus Messiânicos, crentes evangélicos que retém sua identidade judaica, Ore por:

a) Totais direitos legais de imigração e aceitação social em face das pressões nacionais, sociais e familiares. Os judeus ateus são bem-vindos, mas não os judeus cristãos!

b) Retenção de seu cultura sem comprometer a verdade do Novo Testamento.

c) O alcance evangelistico e métodos eficientes para ganhar outros para Jesus. Iniciativas mais agressiva desses crentes está trazendo frutos.

d) Unidade. Tem havido pouca comunhão verdadeira entre os vários grupos.

e) Lideres ativos, especialmente dentre os jovens crentes.

6. A Igreja cristã em Israel está fragmentada e em quase toda parte está declinando em número através da emigração. Ela inclui cerca de 85% de árabes, 12% de estrangeiros (egípcios, etíopes, gregos, russos, armênios, italianos, etc.) e 3% de antecedente judaico. Ore por unidade espiritual que transcenda a história, conflitos étnicos, origens nacionais, escatologia, e áreas secundárias da teologia, e uma preocupação pelo fato de que poucos judeus e muçulmanos estão sendo ganhos para Jesus enquanto mais cristãos estão se tornando judeus e muçulmanos.

7. Os protestantes são maioria entre os árabes palestinos. Os maiores grupos são anglicanos, batistas e irmãos, e muitos são originários de tradicionais minorias cristãs. Os crentes árabes nascidos de novo são uma minoria entre os 6.000 árabes protestantes, muitos são nominais. Existe alguma abertura entre os muçulmanos palestinos e liberdade para compartilhar Cristo com eles, mas existe, até agora, somente três grupos de crentes de origem muçulmana. Ore pelo alcance desses pelos crentes árabes.

8. A força missionária protestante é estimada em cerca de 1.000. Muitos cristãos entraram individualmente para servir ao Senhor. Anos de semeadura e quebrantamento de preconceitos enraizados contra o cristianismo estão agora dando frutos, mas a obra missionária pode ser frustrante e desencorajadora. Muitos vêm com idéias exóticas a respeito de Israel e com visões irreais, e encontram pouca realização e identificação com os crentes locais. Ore para que todos os chamados por Deus possam encontrar ministérios viáveis, meios efetivos de contato com não crentes e doce comunhão com os crentes locais.

9. Os grandes desafios evangelísticos são:

a) Um terço de todos os judeus nasceram no exterior. Muitos ainda falam as línguas de seus países de origem, e são melhores alcançados através dessas línguas. Ore pelo uso de literatura e outros meios entre eles.

b) A grande imigração judaica vinda da Europa oriental. Essa enchente exauriu os recursos da nação. O desemprego e o choque cultural trouxeram frustração e ire. Muitos não têm conhecimento do judaísmo, mas têm uma grande fome espiritual. Alguns têm aceitado o evangelho. Existem várias congregações de crentes de língua russa em Jerusalém. Ore para que cristãos de língua russa sejam chamados para ajuda-los e integrá-los nas congregações de língua hebraica.

c) Judeus etíopes. Existem 400 cristãos entre eles em Israel. Três mil não tiveram permissão para imigrar em 1991 por que eram cristãos ortodoxos apesar de seu declaração de identidade judaica.

d) As 100 cidades e 800 vilas de Israel. Somente algumas têm congregações judaicas ou árabes.

e) Os árabes palestinos. Ore pela evangelização dos 95% que são muçulmanos. Somente são conhecidos uns poucos crentes de antecedentes muçulmanos.

10. Ministérios de ajuda.

a) A literatura é de importância impar para a disseminação do evangelho, por causa da multiplicidade de línguas e da insuficiência de cristãos que testemunhem. Ore por duas casas publicadoras cristãs, a produção de uma seleção crescente de literatura cristã hebraica e árabe, e as nove livrarias cristãs.

Existem três periódicos cristãos hebraicos que têm leitores além da comunidade cristã. Pouco centes estão envolvidos na distribuição. Ore para que os judeus possam ler o NT e encontrar a Palavra Viva. 12% de todos os lares têm um NT.

11. Os judeus da dispersão estão diminuindo devido a baixa taxa de natalidade, casarnentos mistos, secularismo, emigração para Israel e conversão para outras religiões. Existem agora uma estimativa de 10 milhões fora de Israel. As maiores concentrações estão na América do Norte: seis milhões; antiga URSS: 1.200.000; França: 700.000; Inglaterra: 330.000; e Argentina 350.000. Existem dois milhões de judeus em Nova lorque. Nos EIJA existe muita abertura; nas outras partes menos. Pouco está sendo feito pelos judeus na França e Argentina. A obra envolve longas horas de amor, ministério paciente para indivíduos e famílias.

 

FAIXA DE GAZA

Um enclave no canto sudeste da costa mediterrânea.

Religião: Fundamentalismo muçulmano crescendo e com tendência anticristã. Muçulmanos 98%. Judeus 1,6%. Cristãos 0,39%.

Economia: Muito dependente da renda auferida pelos palestinos que trabalham em Israel e nos países árabes petroliferos. O desemprego está aumentando.

Política: A perda da maior parte da terra em 1948 e a conquista do remanescente por Israel em 1967 domina a vida dos palestinos. Os esforços internacionais após a Guerra do Golfo para se conseguir um acordo na amarga confrontação entre israelenses e palestinos têm pouca chance de sucesso. A possibilidade da autonomia da Faixa de Gaza e da Margem Ocidental disparou uma luta de poder entre os fundamentalistas islâmicos e a Organização para a Libertação da Palestina. O governo Rabin suspendeu o desenvolvimento de novos assentamentos em 1992.

Religião: Aumento do fundamentalismo muçulmano e declínio da população cristã.

Muçulmanos: 82,1%.
Judeus: 11%.
Cristãos: 6,9%. Em 1940 a Palestina tinha 30% de cristãos.
:: Evangélicos/Protestantes: 1,3%.
:: Católicos Romanos: 2,1%.
:: Ortodoxos: 3,5%.

 1. A história do povo palestino nos últimos 50 anos é trágica. Eles tomaram-se peões da política internacional, e no processo perderam suas casas, terras, meio de vida e auto-respeito. 1.800.000 estão retidos em 61 campos de refugiados em volta das terras árabes com pouca perspective de uma volta a suas antigas casas ou total integração nas terras hospedeiras. O desejo de reconquistar a antiga situação os tem levado a guerras, terrorismo em volta do mundo, violência, divisões internas, e esperanças frustradas. Uma paz justa com Israel e uma razoável solução política parecem improváveis, mas não impossível. Ore pela paz na terra e, mais, para que os palestinos se encontrem com o Príncipe da Paz.

 2. A violência da revolta contra o exército de ocupação israelense e o número crescente de colonizadores judeus tem trazido prejuízo social e aumento da pobreza. Os grupos radicais muçulmanos têm ganhado um número crescente de seguidores (50% em Gaza e 30% na margem ocidental). Ore pelos palestinos para que possam ser poupados do castigo de ainda outra tirania, e que possa haver liberdade para a proclamação do evangelho qualquer que seja a futura direção política.

 3. Os palestinos cristãos traçam suas raízes de volta aos tempos pré-islâmicos. Os antagonismos do conflito têm levado muitos a emigrar para países do ocidente, e seu número caiu dramaticamente, de 30% em 1940 para 2,5% em 1990. Ore para que os cristãos possam igualmente ser corajosos na firmeza e no testemunho da Verdade, e serem protegidos do aumento no nível de intimidação de seus vizinhos muçulmanos.

 4. O ministério cristão tem sido limitado pelas agitações recentes, que continuam. Ore por todos os envolvidos em ministrar nas necessidades físicas e espirituais do povo. É especialmente difícil trabalhar na esquálida Gaza, que mais parece uma prisão.


O Estado de Israel foi fundado em 1948 e está situado no extremo leste do mar Mediterrâneo. Limita-se sudoeste pelo Egito, ao leste pela Jordânia, ao nordeste pela Síria e ao norte com o Líbano. Seu extremo mais meridional se estende até o golfo de Acaba - uma extensão do mar Vermelho. Possui 21.946 km², englobando a parte oriental da cidade de Jerusalém, a capital, anexada por Israel em 1967, após a Guerra dos Seis Dias, embora a maior parte da comunidade internacional não reconheça esta anexação.

Território

Israel pode ser dividida em cinco grandes áreas: as montanhas da Galiléia, as planícies de Esdraelom, as colinas da Judéia e Samaria, as planícies costeiras e a região do Neguev.

O rio mais importante é o Jordão, junto com o lago Tiberíades, também conhecido como o mar da Galiléia, o principal lago de água doce.

O clima é subtropical, com chuvas que se concentram nos meses de inverno.

População e governo

Apesar de 83% dos habitantes ser de judeus, em Israel existe grande diversidade racial, étnica e cultural. Mais da metade dos judeus nasceram no país (chamados de sabras) entretanto seus antepassados imediatos provinham de mais de 100 países diferentes, falando cerca de 85 línguas ou dialetos. Os grupos mais importantes são os asquenazitas e os sefarditas.

Em 1994, a população era de 5.460.900 habitantes, com uma densidade de 248 hab/ km2. Os não-judeus compunham 17% da população total, os muçulmanos são maioria, seguidos pelos cristãos e pelos drusos.

As cidades mais importantes tinham em 1992 a seguinte população: Jerusalém com 556.500 habitantes, compreendendo a cidade antiga, Tel Aviv com 356.900 habitantes e Haifa com 251.000 habitantes.

O hebraico e o árabe são as línguas oficiais. Muitos falam inglês, ídiche, russo ou diversas línguas européias.

Israel é uma república composta por um parlamento. O estado não tem uma constituição escrita, mas um número de leis aprovadas pelo Parlamento (Knesset). O chefe de Estado é o presidente e seus poderes são extremamente limitados. O principal corpo executivo é um gabinete liderado pelo primeiro-ministro. O órgão legislativo é um sistema unicameral.

Economia

O déficit do Estado se deve aos altos investimentos na área de defesa bélica e custos com a absorção de um elevado número de imigrantes.

A agricultura cobre, aproximadamente, três quartos das necessidades alimentícias da população, explora-se produtos para a exportação, sobretudo cítricos e ovos.

As comunidades agrícolas se dividem segundo sua organização em três tipos: as comunidades coletivas (kibutz), os povos cooperativos (moshav) e as comunidades de pequenos proprietários (moshava).

Os principais minerais são o potássio, bromo, magnésio e outros que extraídos dos depósitos de sal do mar Morto.

Os principais produtos industriais são: alimentos, azeite de oliva, bebidas, tabaco, produtos químicos, derivados do petróleo e carvão, metalúrgicos e têxteis.

História

Habitado, na antiguidade, pelas doze tribos judaicas, Israel foi a sede do reino de Davi (1.008 - 1.000 a.C.). Seu filho, Salomão, fez construir o templo de Jerusalém e dividiu seus territórios nos reinos de Israel e Judá, conquistados pela Assíria (722 a.C.) e Babilônia (558 a.C.). Posteriormente, a região ainda esteve sob o domínio persa, macedônio, grego e romano.

:: Tempos Bíblicos

A história judaica começou há mais ou menos 4000 anos (c. séc. XVII A.C.) - com o patriarca Abraão, seu filho Isaque e seu neto - Jacó. Documentos encontrados na Mesopotâmia, que datam de 2000 - 1500 E.C., confirmam aspectos de sua vida nômade, tal como a Bíblia descreve.

:: Êxodo e o assentamento

Após 400 anos de servidão, os israelitas foram conduzidos à liberdade por Moisés que, segundo a narrativa bíblica, foi escolhido por Deus para tirar Seu povo do Egito e retornar à Terra de Israel, prometida a seus antepassados (sec. XIII-XII A.C). Durante 40 anos eles vagaram no deserto do Sinai, tornando-se uma nação; lá receberam o Pentateuco, que inclui os Dez Mandamentos. O êxodo do Egito (1300 A.C.) deixou uma marca indelével na memória nacional do povo judeu, e tornou-se um símbolo universal de liberdade e independência. Todo ano os judeus celebram as festas de Pessach (a Páscoa judaica), Shavuot (Pentecostes) e Sucot (Festa dos Tabernáculos) relembrando os eventos ocorridos naquela época.

:: A Monarquia

O reinado do primeiro rei, Saul (1020 A.C.), permitiu a transição entre a organização tribal já frouxa e o pleno estabelecimento da monarquia, sob David, seu sucessor.

O Rei David (1004-965 A.C.) fez de Israel uma das potências da região através de bem sucedidas expedições militares, entre as quais a derrota final dos filisteus, assim como as alianças políticas com os reinos vizinhos. Ele unificou as doze tribos israelitas num só reino e estabeleceu sua capital, Jerusalém. David foi sucedido por seu filho Salomão (965-930 A.C.) que consolidou ainda mais o reino. Salomão garantiu a paz para seu reino, tornando-o uma das grandes potências da época. O auge do seu governo foi a construção do Templo de Jerusalém.

:: A Monarquia dividida

Após a morte de Salomão (930 A.C.) uma insurreição aberta provocou a cisão das tribos do norte e a divisão do país em dois reinos: o reino setentrional de Israel, formado pelas dez tribos do norte, e o reino meridional de Judá, no território das tribos de Judá e Benjamim.

O Reino de Israel, com sua capital Samaria, durou mais de 200 anos, e teve 19 reis; o Reino de Judá sobreviveu 350 anos, com sua capital, Jerusalém, e teve o mesmo número de reis, todos da linhagem de David. Com a expansão dos impérios assírios e babilônicos, tanto Israel quanto Judá, mais tarde, acabaram caindo sob domínio estrangeiro. O Reino de Israel foi destruído pelos assírios (722 A.C.) e seu povo foi exilado e esquecido. Uns cem anos depois, a Babilônia conquistou o Reino de Judá, exilando a maioria de seus habitantes e destruindo Jerusalém e o Templo (586 A.C.).

:: Primeiro Exílio (586 - 538 a.c.)

A conquista babilônica foi o primeiro estado judaico (período do Primeiro Templo), mas não rompeu a ligação do povo judeu com sua terra. Às margens dos rios da Babilônia, os judeus assumiram o compromisso de lembrar para sempre da sua pátria: “Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha destra da sua destreza. Apegue-se a língua ao paladar, se não lembrar de ti, se não preferir Jerusalém à minha maior alegria.” (Sl. 137.5,6)

O exílio na Babilônia, que se seguiu à destruição do Primeiro Templo, marcou o início da Diáspora Judaica. Lá, o judaísmo começou a desenvolver um sistema e um modo de vida religioso fora de sua terra, para assegurar a sobrevivência nacional e a identidade espiritual do povo, concedendo-lhe a vitalidade necessária para preservar seu futuro como uma nação.
 


    É de se presumir que a primeira menorah (candelabro sagrado dos judeus) tenha sido feita obedecendo a instruções minuciosas de Moisés. A Bíblia afirma que a forma, o desenho e os detalhes da menorah foram inspirados por revelação do céu. Na menorah, havia sete braços ao todo: uma haste central e três braços que saíam de cada lado. Cada um dos sete tinha uma tijela para o óleo, que era retirada diariamente pelos sacerdotes para limpeza e recomposição do óleo. Ela era impressionantemente grande, de ouro puro e de desenho altamente decorativo.
    Naturalmente, o fogo e a iluminação sempre tiveram papel muito importante nos ritos religiosos. Quando o Templo foi destruído, a menorah tornou-se o principal símbolo artístico e decorativo da fé judaica. A razão pela qual a menorah de sete braços nunca foi usada como parte ou ornamento do ritual até os tempos modernos foi a proibição rabínica da reprodução e uso de quaisquer dos ornamentos do templo. Em conseqüência, no lar, era o candelabro do Shabat (sétimo dia da semana - descanso) e o castiçal convencional que supriam a iluminação nas ocasiões festivas e religiosas por mais de 2 mil anos.
   
A menorah foi reintroduzida em 1948 (Proclamação do Estado de Israel) como símbolo nacional do povo judeu e da identidade de Israel.

:: Dominação Estrangeira
Os Períodos Persa e Helenístico (538-142 A.C.)

Em conseqüência de um decreto do Rei Ciro, da Pérsia, que conquistou o império babilônico, cerca de 50.000 judeus empreenderam o primeiro retorno à Terra de Israel, sob a liderança de Zerobabel, da dinastia de David. Menos de um século mais tarde, o segundo retorno foi liderado por Esdras, o Escriba. Durante os quatro séculos seguintes, os judeus viveram sob diferentes graus de autonomia sob o domínio persa (538-333 A.C.) e helenístico - ptolemaico e selêucida (332-142 A.C.)  

A repatriação dos judeus, sob a inspirada liderança de Esdras, a construção do segundo templo no sítio onde se erguera o primeiro, a fortificação das muralhas de Jerusalém e o estabelecimento da Knesset Haguedolá (a Grande Assembléia), o supremo órgão religioso e judicial do povo judeu, marcaram o início da segundo estado judeu (período do segundo templo). Como parte do mundo antigo conquistado por Alexandre Magno, da Grécia (332 A.C.), a Terra de Israel continuava a ser uma teocracia judaica, sob o domínio dos selêucidas, estabelecidos na Síria. Quando os judeus foram proibidos de praticar o judaísmo e seu Templo foi profanado, como parte das tentativas gregas de impor a cultura e os costumes helenísticos a toda a população, desencadeou-se uma revolta (166 a.C.) liderada

por Matatias, da dinastia sacerdotal dos Hasmoneus, e mais tarde por seu filho, Judá, o Macabeu. Os judeus entraram em Jerusalém e purificaram o Templo (164 A.C), eventos comemorados até hoje anualmente, na festa do Chanuká.

:: A Dinastia dos Hasmoneus ( 142-63 A.C.)

Após novas vitórias dos Hasmoneus (142 a.C.), os selêucidas restauraram a autonomia da Judéia (como era então chamada a Terra de Israel) e, com o colapso do reino selêucida (129 a.C.), a independência judaica foi reconquistada. Sob a dinastia dos Hasmoneus, que durou cerca de 80 anos, as fronteiras do reino eram muito semelhantes às do tempo do Rei Salomão; o regime atingiu consolidação política e a vida judaica floresceu.

:: O Domínio Romano (63 - 313 A.C.)

Quando os romanos substituíram os selêucidas no papel de grande potência regional, eles concederam ao rei Hasmoneus Hircano II autoridade limitada, sob o controle do governador romano sediado em Damasco. Os judeus eram hostis ao novo regime, e os anos seguintes testemunharam muitas insurreições. Uma última tentativa de reconquistar a antiga glória da dinastia dos Hasmoneus foi feita por Matatias Antígono, cuja derrota e morte trouxe fim ao governo dos Hasmoneus (40 a.C.); o país tornou-se, então, uma província do Império Romano.

Em 37 a.C., Herodes, genro de Hircano II, foi nomeado Rei da Judéia pelos romanos. Foi-lhe concedida autonomia quase ilimitada nos assuntos internos do país, e ele se tornou um dos mais poderosos monarcas da região oriental do Império Romano, porém não conseguiu a confiança e o apoio de seus súditos judeus.

Dez anos após a morte de Herodes (4 a.C.), a Judéia caiu sob a administração romana direta. À proporção que aumentava a opressão romana à vida judaica, crescia a insatisfação, que se manifestava por violência esporádica, até que rompeu uma revolta total em 66 a.C.. No ano 70 da era cristã, o imperador Tito manda arrasar Jerusalém. Inicia-se a resistência judaica que culmina com a batalha na fortaleza de Massada. Com a derrota eminente, os 1000 refugiados preferem suicidar-se a entregar-se ao domínio romano.

A destruição total de Jerusalém e do Templo foi uma catástrofe para o povo judeu. De acordo com o historiador da época, Flavio Josefo, centenas de milhares de judeus pereceram durante o cerco a Jerusalém e em outros pontos do país, e outros milhares foram vendidos como escravos.

Um último breve período de soberania judaica na era antiga foi o que se seguiu à revolta de Shimon Bar Kochbá (132 a.C.), quando Jerusalém e a Judéia foram reconquistadas. No entanto, dado o poder massivo dos romanos, o resultado era inevitável. Três anos depois, segundo o costume romano, Jerusalém foi “sulcada por uma junta de bois”; a judéia foi rebatizada de Palestina e a Jerusalém foi dado o novo nome de Aelia Capitolina.
 

:: O Domínio Bizantino (313-646 d.C.)

No final do sec. IV, após a conversão do imperador Constantino ao cristianismo e a fundação do Império Bizantino, a Terra de Israel se tornara um país predominantemente cristão. Os judeus estavam privados de sua relativa autonomia anterior, assim como do direito de ocupar cargos públicos; também lhes era proibida a entrada em Jerusalém, com exceção de um dia por ano (Tishá be Av - dia 9 de Av), quando podiam prantear a destruição do Templo.

A invasão persa de 614 d.C., contou com o auxílio dos judeus, animados pela esperança messiânica da Libertação. Em gratidão por sua ajuda eles receberam o governo de Jerusalém; este interlúdio, porém, durou apenas três anos. Subseqüentemente, o exército bizantino recuperou o domínio da cidade (629 d.C.), e os habitantes judeus foram novamente expulsos.


    O muro ocidental, conhecido como Muro das Lamentações, é o lugar mais sagrado e venerado pelo povo judeu por tratar-se da única relíquia do último templo.
    O Muro Ocidental é uma pequena parte da muralha que Herodes construiu no ano 20 a.C., em redor do segundo Grande Templo.
    No ano 70, quando da destruição da cidade por Tito, este deixou de pé esta parte da muralha com seus enormes blocos de pedra, a fim de mostrar, às gerações futuras, a grandeza dos soldados romanos que foram capazes de destruir o resto da edificação.
    Durante o período romano não era permitida, aos judeus, a entrada em Jerusalém. Entretanto, durante o período bizantino, lhes foi permitido entrar, uma vez por ano, no aniversário da destruição, quando lamentavam a dispersão de seu povo e choravam sobre as ruínas do Templo.
    Daí o nome: Muro das Lamentações. O costume de orar junto ao Muro continuou durante o decorrer dos séculos. Entre 1948 e 1967 o acesso ao Muro foi novamente proibido aos judeus, já que ele se encontrava na parte jordaniana da cidade dividida.
    Depois da Guerra dos Seis Dias, o Muro das Lamentações converteu-se em um lugar de jubilo nacional e de culto religioso.

:: Domínio Árabe (639-1099 d.C.)

A conquista do país pelos árabes ocorreu quatro anos após a morte de Maomé (632 d.C.) e durou mais de quatro séculos, sob o governo de Califas estabelecidos primeiramente em Damasco, depois em Bagdá e no Egito. No início do domínio muçulmano, os judeus novamente se instalaram em Jerusalém, e a comunidade judaica recebeu o costumeiro status de proteção concedido aos não-muçulmanos sob domínio islâmico, que lhes garantia a vida, as propriedades e a liberdade de culto, em troca do pagamento de taxas especiais e impostos territoriais.

Contudo, a introdução subseqüente de restrições contra os não-muçulmanos (717 d.C.) afetou a vida pública dos judeus, assim como sua observância religiosa e seu status legal. Pelo fim do sec. XI, a comunidade judaica da Terra de Israel havia diminuído consideravelmente.

:: Os Cruzados (1099-1291 d.C.)

Nos 200 anos seguintes, o país foi dominado pelos Cruzados que, atendendo a um apelo do Papa Urbano II, partiram da Europa para recuperar a Terra Santa das mãos dos “infiéis”. Em julho de 1099, após um cerco de cinco semanas, os cavaleiros da Primeira Cruzada e seu exército de plebeus capturaram Jerusalém, massacrando a maioria de seus habitantes não-cristãos.

Entrincheirados em suas sinagogas, os judeus defenderam seu quarteirão, mas foram queimados vivos ou vendidos como escravos. Nas poucas décadas que se sucederam, os cruzados estenderam seu poder sobre o restante do país. Após a derrota dos cruzados pelo exército de Saladino (1187 d.C.), os judeus passaram a gozar de liberdade, inclusive o direito de viver em Jerusalém. O domínio cruzado sobre o país chegou ao fim com a derrota final frente aos mamelucos (1291 d.C.) uma casta militar muçulmana que conquistara o poder no Egito.

:: O Domínio Mameluco (1291-1516 d.C.)

Sob o domínio mameluco, o país tornou-se uma província atrasada, cuja sede de governo era em Damasco. O período de decadência sob os mamelucos foi obscurecido ainda por revoltas políticas e econômicas, epidemias, devastação por gafanhotos e terríveis terremotos.

:: O Domínio Otomano (1517-1917 d.C)

Após a conquista otomana, em 1517, o país foi dividido em quatro distritos, ligados administrativamente à província de Damasco; a sede do governo era em Istambul. No começo da era otomana, cerca de 1000 famílias judias viviam na Terra de Israel, em Jerusalém, Nablus (Sichem), Hebron, Gaza, Safed (Tzfat) e algumas aldeias da Galiléia. A comunidade se compunha de descendentes de judeus que nunca haviam deixado o país, e de imigrantes da África do Norte e da Europa.

Um governo eficiente, até a morte do sultão Suleiman, o Magnífico (1566 d.C.), trouxe melhorias e estimulou a imigração judaica. À proporção que o governo otomano declinava e perdia sua eficiência, o país foi caindo de novo em estado de abandono geral. No final do séc. XVIII, a maior parte das terras pertencia a proprietários ausentes, que as arredavam a agricultores empobrecidos pelos impostos elevados e arbitrários. As grandes florestas da Galiléia e do monte Carmelo estavam desnudas; pântanos e desertos invadiam as terras produtivas.

O sec. XIX testemunhou os primeiros sinais de que o atraso medieval cedia lugar ao progresso. Eruditos ingleses, franceses e americanos iniciavam estudos de arqueologia bíblica. Foram inauguradas rotas marítimas regulares entre a Terra de Israel e a Europa, instaladas conexões postais e telegráficas e construída a primeira estrada, entre Jerusalém e Iafo. A situação dos judeus do país foi melhorando, e a população judaica aumentou consideravelmente. Inspirados pela ideologia sionista, dois grandes fluxos de judeus da Europa Oriental chegaram ao país, no final do sec. XIX e início do sec. X. Resolvidos a restaurar sua pátria através do trabalho agrícola, estes pioneiros começaram pela recuperação da terra árida, construíram novas colônias e lançaram os fundamentos do que mais tarde se tornaria uma próspera economia agrícola.

Ao romper a I Guerra Mundial (1914), a população judaica do país totalizava 85.000 habitantes, em contraste com os 5.000 do início do séc. XVI.

Em dezembro de 1917, as forças britânicas, sob o comando do General Allemby, entraram em Jerusalém, pondo fim a 400 anos de domínio otomano.

:: O Domínio Britânico (1918-1948)

Em julho de 1922, a Liga das Nações confiou à Grã-Bretanha o mandato sobre a Palestina (nome pelo qual o país era designado na época). Reconhecendo a "a ligação histórica do povo judeu com a Palestina", recomendava que a Grã-Bretanha facilitasse o estabelecimento de um lar nacional judaico na Palestina - Eretz Israel (Terra de Israel). Dois meses depois, em setembro de 1922, o Conselho da Liga das Nações e a Grã-Bretanha decidiram que as estimulações destinadas ao estabelecimento deste lar nacional judaico não seriam aplicadas à região situada a leste do Rio Jordão, cuja área constituía os 3/4 do território do Mandato - e que mais tarde tornou-se o Reino Hashemita da Jordânia.  

:: O Estado de Israel - 1948

Com a resolução da ONU de 19 de novembro de 1947, em 14 de maio de 1948, data em que terminou o Mandato Britânico, a população judaica na Terra de Israel era de 650.000 pessoas, formando uma comunidade organizada, com instituições políticas, sociais e econômicas bem desenvolvidas - de fato, uma nação em todos os sentidos, e um estado ao qual só faltava o nome, porém opondo-se ao estabelecimento do novo Estado os países árabes lançaram-se num ataque de várias frentes, dando origem à Guerra da Independência em 1948 - 1949, que defendeu a soberania que havia acabado de reconquistar. Com o fim da guerra, Israel concentrou seus esforços na construção do estado pelo qual o povo tinha lutado tão longa e arduamente.

:: A Guerra dos Seis Dias - 1967

As esperanças por mais uma década de relativa tranqüilidade se esvaneceram com a escalada dos ataques terroristas árabes através das fronteiras como Egito e a Jordânia. Ao fim de seis dias de combates, os núcleos populacionais do norte do país ficavam livres do bombardeamento sírio, que durara 19 anos; a passagem de navios israelenses e com destino a Israel, através do Estreito de Tiran estava assegurada; e Jerusalém, que estivera dividida entre Israel e Jordânia desde 1949, foi reunificada sob a autoridade de Israel.

:: A Guerra de Iom Kipur - 1973

A relativa calma ao longo das fronteiras terminaram no Dia da Expiação, o dia mais sagrado do calendário judaico, quando o Egito e a Síria lançaram um ataque de surpresa coordenado contra Israel (6 de outubro de 1973). Durante as três semanas seguintes, as Forças de Defesa de Israel mudaram o rumo da batalha e repeliram os ataques. Dois anos de difíceis negociações entre Israel e o Egito e entre Israel e a Síria resultaram em acordos de separação de tropas, pelos quais Israel se retirou de parte dos territórios conquistados na guerra.

:: Da Guerra à Paz

Embora a guerra de 1973 tenha custado a Israel um ano de seu PNB, a economia já tinha se recobrado na segunda metade de 1974. Os investimentos estrangeiros cresceram, e quando Israel se tornou um membro associado do MCE (1975), abriram-se novos mercados aos produtos israelenses. O turismo incrementou e o número anual de visitantes ultrapassou o marco de um milhão.

O círculo vicioso da rejeição por parte dos árabes a todos os apelos de paz de Israel foi rompido com visita do Presidente Anuar Sadat a Jerusalém (novembro 1977), à qual se seguiram negociações entre o Egito e Israel, sob os auspícios E.U., e que culminaram com os acordos de Camp David (setembro).

:: Rumo ao Século XXI

Após o assassinato do Primeiro-Ministro Ytzhak Rabin (Nov/95), o governo - de acordo com seu direito de nomear um dos ministros (neste caso, obrigatoriamente um membro do Knesset - Parlamento Israelense) para exercer o cargo de primeiro-ministro até as próximas eleições - nomeou o Ministro das Relações Exteriores Shimon Peres a esta função. As eleições de maio de 1996 trouxeram ao poder uma coalizão governamental constituída de elementos nacionalistas, religiosos e centristas, chefiada por Benyamin Netanyahu do Likud.

PRINCIPAIS MOMENTOS DA HISTÓRIA DE ISRAEL:

XVII-VI a.C. Época Bíblica
XVII a.C. Abraão, Isaque e Jacó - os patriarcas do povo judeu estabelecem-se na Terra de Israel.
XIII a.C. Êxodo dos israelitas, que deixam o Egito conduzidos por Moisés e vagam no deserto  durante 40 anos.
XIII-XII a.C. Os israelitas se instalam na Terra de Israel
1020 a.C. A monarquia judaica é estabelecida; Saul é o primeiro rei
1000 a.C. Jerusalém torna-se a capital do reino de Davi
960 a.C. O Primeiro Templo, centro nacional e espiritual do povo judeu, é construída em Jerusalém pelo Rei Salomão
930 a.C. Divisão do reino: Judá e Israel
722-720 a.C. O reino de Israel é destruído pelos assírios; 10 tribos exiladas (as “Dez Tribos Perdidas”)
586 a.C. O reino de Judá é conquistado pela Babilônia. Jerusalém e o Primeiro Templo destruídos; a maioria dos judeus é exilada.
538-142 a.C. Períodos Persa e Helenístico
538-515 a.C. Muitos judeus retornam da Babilônia; o Templo é reconstruído
332 a.C. Alexandre Magno conquista o país; domínio helenístico
166-160 a.C. Revolta dos Macabeus (Hasmoneus) contra as restrições à prática do judaísmo e a profanação do Templo
(...)-129 a.C. Autonomia judaica sob a liderança dos Hasmoneus
129-63 a.C. Independência judaica sob a monarquia dos Hasmoneus
63 a.C. Jerusalém capturada pelo general romano Pompeu
63 a.C.-313 Domínio Romano
63 a.C.-4 O Rei Herodes, vassalo romano, governa a Terra de Israel. O Templo de Jerusalém é  reformado.
20-33 Ministério de Jesus, o Cristo
 66 d.C Revolta dos judeus contra Roma
70 Destruição de Jerusalém e do Segundo Templo
73 Último bastião judeu em Massada
132-135 Revolta de Bar Kochba contra os romanos
313-636 Domínio Bizantino
614 Invasão  Persa
639-1099 Domínio árabe  
691 O Domo da Rocha é construída em Jerusalém pelo Califa Abd el-Malik, no local  dos Templos (Primeiro e Segundo).
1099-1291

Domínio Cruzado (Reino Latino de Jerusalém)

1291-1516

Domínio Mameluco

1517-1917

Domínio Otomano

1860 Primeiro bairro construído fora dos muros de Jerusalém
1881-1903 Primeira Aliá (imigração em grande escala), principalmente da Rússia
1897 Primeiro Congresso Sionista, reunido por Teodoro Herzl em Basiléia, Suíça; fundação da   Organização Sionista.
1904-14 Segunda Aliá, principalmente da Rússia e Polônia
1917 400 anos de domínio otomano chegam ao fim com a conquista britânica. Lord                        Balfour, Ministro de Relações Exteriores britânico declara o apoio ao estabelecimento de um  lar nacional judaico na  Palestina”
1918-1948 Domínio Britânico
1919-23 Terceira Aliá, principalmente da Rússia
1922 A Liga das Nações confia à Grã-Bretanha o Mandato sobre a Palestina (Terra de Israel); ¾  da área são entregues à Transjordânia, deixando apenas ¼  para o lar  nacional judaico. Criação da Agência Judaica, representante da comunidade  judaica  diante das autoridades do Mandato.
1924-32 Quarta Aliá, principalmente da Polônia
1933-30 Quinta Aliá, principalmente da Alemanha
1939 O Livro Branco britânico limita drasticamente a imigração judaica
1939-45 II Grande Guerra Mundial; Holocausto na Europa, onde 6 milhões de judeus, entre  os quais 1,5 milhão de crianças.
1947 A ONU propôs o estabelecimento dos estados árabes e judeu no país. Em 14 de maio de 1948 fim do Mandato Britânico. Proclamação do Estado de Israel.