![]() SITUAÇÃO MISSIONÁRIA A queda do Shah em 1979, pôs fim a amizade do Irã com o Ocidente e instalou um governo muçulmano xiita determinado a esmagar todas as outras religiões. Hoje, apesar das garantias constitucionais de liberdade religiosa, a perseguição continua a existir. A vida não é fácil para o cristão iraniano – o testemunho aberto é proibido e o governo se utiliza de espiões para monitorar os grupos cristãos. Os crentes também são discriminados no acesso a educação, emprego e propriedade de imóveis. Nos últimos cinco anos, vários pastores foram assassinados. As missões não têm permissão para entrar no Irã, mas, mesmo assim, cresce a cada dia o número de muçulmanos que se convertem ao cristianismo. Há também a possibilidade de evangelizar os milhões de iranianos que vivem em outros países, incluindo as centenas de milhares que vivem no Brasil. Peça ao Senhor que continue a inspirar os cristãos para compartilharem criativamente o evangelho dentro do Irã. O islamismo shiita é a religião do Estado e 93% dos iranianos o seguem. Qualquer desvio do islamismo shiita são passíveis de perseguição, apesar da Constituição do país garantir os direitos dos cristãos, judeus e zoroastrianos. A República Islâmica do Irã é a principal responsável pela expansão do islamismo no mundo, fundamentalmente depois da revolução que tomou o poder no país, em 1979. O Estado é teocrático, ou seja, a maior força política do país é um religioso, que segue, rigidamente, as leis do Alcorão, o livro sagrado da religião muçulmana. Muçulmanos:
99%. MOTIVOS DE LOUVOR 1. A Revolução Islâmica prometeu demais, mas cumpriu muito pouco. A tirania teocrática dos Aiatolás provou ser mais cruel e corrupta do que o sistema que ela substituiu em 1979. Vinte anos de propaganda anti-ocidental e anticristã fizeram com que muitos muçulmanos se tornassem abertos para buscarem alternativas fora do Islã. Nunca os iranianos estiveram tão abertos para o Evangelho como agora. 2. Pode ser que existissem somente 500 crentes de origem muçulmana em 1979, mas aquele número multiplicou-se em 20 anos. As estimativas variam de 4.000 a 20.000, metade deles no Irã. Alguns dizem que há milhares de crentes secretos, mas a perseguição aos "apóstatas" do Islã é severa demais para que se possa descobrir a situação real. MOTIVOS DE ORAÇÃO O progressivo mas impopular Shah foi deposto pela revolução shiita muçulmana, e declarada uma República teocrática islâmica em 1979. As fidelidades regionais e a anarquia levaram o país perto de uma guerra civil e a ruína. A invasão do Iraque em 1980 levou a oito anos de guerra amarga e talvez 1.000.000 de iranianos mortos. Uma liderança menos radical a partir de 1990 moderou as políticas econômicas, confrontações globais e exportação da revolução islâmica. Entretanto, o Irã permanece como um estado policial teocrático com pouco respeito pelos direitos humanos. O Irã está em amplo rearmamento, empenhado em atividade diplomática para reaver o status de superpotência regional no Oriente Médio, e competindo com a Turquia pela influência sobre os estados asiáticos centrais muçulmanos. 1. A revolução islâmica trouxe muito derramamento de sangue, divisão e desanimo para muitos no Irã. Os enormes sacrifícios trouxeram poucos resultados. A tirania teocrática provou ser mais cruel e corrupta do que o sistema que substituiu em 1979. A intensa propaganda antiocidente e anticristã teve um efeito contrário porque levou muitos muçulmanos a procurar respostas sobre o assunto. Que essa dor causada pela intolerância, ódio, crueldade e extremismo religioso abra muitos corações para o Príncipe da Paz e as portas para o evangelho. 2. O líder da revolução islâmica, o Aiatollah Khomeini, morreu em 1989. No entanto, o legado de sua amargura e ira ainda permanecem. Ore para que esse sistema demoníaco sujeito ao islamismo possa ser quebrado e o povo possa ver o amor e a graça de Jesus e chegar-se a ele. Ore para que essa terra possa ser aberta para o evangelho. 3. Muitos muçulmanos iranianos têm mostrado muito interesse no cristianismo desde a revolução. Desilusão com o islamismo é silencioso, mas generalizado. Em 1979, havia 200-300 crentes conhecidos que haviam sido muçulmanos. Existem possivelmente 6.000 no Irã hoje com aproximadamente o mesmo número entre os refugiados iranianos. Que esses possam ser as primícias de uma abundante colheita entre os iranianos. Muitos outros iranianos se tomaram crentes em secreto. 4. Mais de 90% da comunidade cristã são das tradicionais comunidades cristãs armênias e assírias que são ilhas culturais isoladas em um mar muçulmano. Sua existência tem sido tolerada, mas o medo, incerteza, prisões arbitrárias, interrogatórios, coação para que as mulheres usem vestidos islâmicos, e educações religiosas islâmica para as crianças têm provocado a emigração de uma grande proporção de suas comunidades. Ore pela obra do Espírito Santo nessas igrejas. 5. As igrejas protestantes eram geralmente pequenas, introspectivas e lutando antes da revolução. As mudanças traumáticas no país dinamizaram, aumentando o comprometimento e a freqüência à igreja e diminuindo as barreiras denominacionais entre anglicanos, presbiterianos e pentecostais. Alguns se tomaram testemunhas ardorosas e distribuidores de literatura. Alguns pastores sofreram prisões e até foram mortos. No entanto, muitos crentes estão se juntando a essas igrejas apesar da perseguição e continua perda através da emigração. Pela primeira vez os evangélicos persas superam aqueles das minorias étnicas cristãs. Ore por esses crentes, sua firmeza na fé e crescimento na graça. 6. Antes de 1988, a perseguição de cristãos evangélicos não era generalizada, mas desde o fim da guerra com o Iraque, as pressões têm continuado a aumentar. Espiões se infiltram nos grupos cristãos. As conferências são banidas, alguns prédios de igrejas foram fechados, e todo o testemunho aberto foi declarado ilegal. A perseguição se tomou particularmente severa para cristãos que forem antes muçulmanos. Ore especialmente por aqueles que não têm um antecedente cristão. A Igreja Episcopal, com uma maioria de ex-muçulmanos, tem sofrido muito. Ore também por crentes que tiveram que fugir para outras terras. 7. Cerca de três milhões de iranianos vivem fora do Irã, em países onde podem ser evangelizados. As grandes concentrações estão nos EUA, Europa Ocidental e estados do Golfo. A maioria são refugiados, alguns estudantes. Em muitos países pequenas comunidades cristãs estão surgindo à medida que iranianos desiludidos se chegam para o Senhor, a maioria vinda do islamismo. Existem um milhão de iranianos nos EUA com cerca de 3.000 crentes. A Cristãos lranianos lnternacional na América do Norte e a Comunidade Iraniana Cristã no Reino Unido (incluindo o Centro de Treinamento Bíblico e Recursos) têm se tomado centros importantes e vitais para coordenação de evangelização dos iranianos, fornecimento de literatura, programação para transmissões para o Irã e treinamento para obreiros iranianos cristãos. Ore pela diáspora iraniana, sua evangelização e sua utilidade como meio de fortalecer a igreja no Irã e evangelização da nação. 8. As missões não têm mais liberdade de ministrarem no país. Ore por aqueles missionários que estão trabalhando entre os iranianos na Europa, América do Norte e Austrália. Ore para que a porta, para o Irã e seus milhões sem evangelização, possa ser aberta mais uma vez. Alguns dos maiores grupos de povos totalmente não alcançados no mundo estão no Irã. Ore também para que as missões pelo mundo possam orar, planejar e se juntarem com os crentes iranianos em preparação para aquele dia. 9. Povos não alcançados. Ore por cada um dos grandes povos listados acima. Nenhum desses grupos de povos não cristãos foi alcançado, e somente em oito dos cerca de 60 existem crentes conhecidos. Ore especificamente por: a) Os povos das Montanhas Zagros: os povos luri, bakhtiari qashqai são parcialmente nômades. Eles, provavelmente, são os mega-povos do mundo menos alcançados. Não existem crentes conhecidos e nenhum esforço foi feito para alcança-los. b) Os povos turcomanos são 10,5 milhões, com somente alguns crentes. A maioria desses povos nunca foram expostos ao evangelho. c) Os povos do sudeste, os balochi e brahui, estão impacientes e infelizes com o govemo iraniano. Não existem crentes conhecidos. d) As 66.438 vilas do Irã. Somente uma meia dúzia tem testemunho cristão residente. e) As 178 cidades e metrópoles. Em 1985 havia somente 30 igrejas protestantes organizadas. f) Os seguidores do Baha'i. Não existem crentes conhecidos vindos desse grupo religioso que tem sofrido muito. Pouco tem sido feito especificamente para evangelizar os 5 milhões de baha'is mundiais. Ore para que Deus possa levantar aqueles com tal visão. 10. Os ministérios cristãos de ajuda são de um valor especial para o Irã de hoje, muitas vezes, o único meio de alcançar a maioria da população. a) Faltam muitas Bíblias. A Sociedade Bíblica e todos os pontos de distribuição de literatura cristã foram fechados em 1988, e a proibição do suprimento míngua o fornecimento até mesmo para os cristãos. No entanto, um pequeno e estável suprimento de Bíblias continua a entrar no país. Alguns calculam que 10 milhões de Bíblias seriam recebidas com muita alegria se houvesse oportunidade de mandá-las. Uma nova tradução do Novo Testamento Persa foi publicada em 2001; a Bíblia deve ser concluída em 2006. Ore por meios inovadores e eficientes de distribuição da Palavra de Deus, e por um impacto profundo através dela. Ore também para que equipes de tradução sejam levantadas para as muitas línguas maiores e menores que não tem as Escrituras. b) A literatura cristã, quando disponível, é muito procurada. Ore pelo impacto da literatura já distribuída, e para que as duras restrições contra os ministérios de literatura cristã acabem. Muito tem que ser feito fora do Irã para que se possa publicar e distribuir literatura. Os Eternal Life Ágape Ministries são componentes principais neste ministério. c) A rádio cristã tornou-se um ministério-chave. Milhões a ouvem, apesar das restrições do governo, e milhares de cartas-resposta foram recebidas. As rádios Voice of Christ, IBRA, ELAM e oitras preparam programas diários em persa e azeri. A ELAM tem como visão a preparação de programas também em gilaki e turcomano. d) TV cristã, vídeo e ministério com filmes. Há um grande mercado negro de fitas religiosas e seculares proibidas, e mais de sete milhões de pessoas têm acesso através de antenas parabólicas ilegais. Tanto os filmes cristãos em persa (ELAM) quanto o filme JESUS foram exibidos muitas vezes. O filme JESUS estava disponível em 12 línguas iranianas em 2000, com mais cinco versões sendo produzidas. Ore por um impacto através destes ministérios.
Extraído do livro
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Território e recursos O maior parte do território do Irã tem uma elevação de mais de 450 metros. As regiões montanhosas do país são extremamente acidentadas, difíceis de serem acessadas. Até o norte, estendendo-se em paralelo à costa sul do mar Cáspio, encontram-se os montes Elburz. Ao longo da fronteira ocidental, erguem-se os montes Zagros, que se estendem para o sudeste até atingir a região que margeia o golfo Pérsico. Além da estreita planície litorânea, a única zona relativamente plana é a planície de Khuzistão, a oeste. O país tem três rios de tamanho consideravelmente grande, mas apenas um rio, o Karun, a oeste do território iraniano, é navegável. Os rios montanhosos, devido suas rápidas e volumosas correntezas, servem como excelentes fontes de energia hidroelétrica. O lago Urmia, um lago salino raso ao extremos noroeste é o maior lago do país. Aproximadamente um sexto do território do Irã é ocupado por desertos. Porém, dois grandes desertos se destacam chegando a ocupar grande parte do centro do Irã, o Dasht-i-Lut, coberto por areias e rochedos, e o Dasht-i-Kavir, coberto de sal em sua maior parte. O planalto do Irã tem clima continental, com temperaturas chegando a extremos rigorosos. O inverno é intensamente frio, com a temperatura chegando com facilidade aos -7°C; e nos verões o calor é severo, chegando aos 38°C. As montanhas recebem uma grande quantidade de neve durante o inverno. Essa neve torna-se a principal fonte de água para a irrigação durante os meses da primavera e do verão. Climaticamente, o país pode ser dividido em três grandes regiões: as costas do golfo Pérsico e o golfo de Omã, extremamente quentes, as terras altas centrais de temperatura moderada, porém árida, e as terras extremamente frias dos montes Elburz. População e governo Cerca da metade da população (46%) é persa e descende dos povos indo-europeus que chegaram no II milênio a.C. O resto da população é composta por azeris (17%), curdos (9%), gilanis, lumis, mazandarais, beluchis, árabes e baktiaris. A população, segundo estimativas para 1993, era de 63.369.809 habitantes. Sua densidade média é de 39 hab/ km2. As principais cidades são: Teerã com 6.475.527, em 1991, Mashad e Isfahan. O idioma oficial é o persa moderno. A vasta maioria da população iraniana é xiita, uma ramificação da crença islâmica seguida por 94% da população. Os iranianos consideram a cidade de Mashhad, no nordeste do país, como uma cidade santa, já que é o local da tu,ba de Ar-Rida de Ali, o oitavo Iman, ou líder, da crença. Outra cidade considerada santa é Qom. Os muçulmanos sunitas constituem 8%, existindo ainda comunidades menos desenvolvidas de cristãos, judeus, zoroastristas e baais. Desse grupo, os que se destacam são os que praticam zoroastrismo, a religião predominante na antiga Pérsia. A Constituição de 1979 instaurou a República Islâmica, onde os preceitos do Islã são a base das relações sociais, políticas e econômicas. Pela constituição do país, nenhuma lei pode estar em conflito com a Sharia, as diretrizes religiosas do islamismo. Um dirigente religioso chamado de faqih, supervisiona a atividade do governo. O presidente, eleito por sufrágio, comanda o poder executivo, além de ser o chefe do estado. O poder legislativo é exercido por um parlamento unicameral chamado Majlis. Antes do estabelecimento da república islâmica, a maioria das mulheres das cidades iranianas já haviam começado a descartar a vestimenta tradicional feminina, caracterizada pelo véu preto que as cobriam da cabeça aos pés, passando a usar roupas ao estilo europeu. A partir de 1979, as atividades sociais e profissionais das mulheres foram limitadas e um modelo de vestimenta à moda do islã, inclusive o véu, foi reintroduzido. Os brasileiros que tiverem interesse em ir ao país, segundo a Embaixada do Irã em Brasília, para a concessão de visto (de turismo), o passaporte deve estar válido por pelo menos por 6 (seis) meses. Os interessados devem preencher um formulário de solicitação de visto e enviá-lo juntamente com 2 fotografias 3x4 a uma Embaixada da República Islâmica do Irã com, pelo menos, 4 semanas de antecedência. As moedas estrangeiras que podem ser cambiadas no Irã são: Dólar Americano, Yen, Marco Alemão e Franco Francês. Travellers cheques e cartões de crédito (Mastercard e Visa) também são aceitos. A importação de qualquer bebida alcoólica, armas de fogo, munições, videotapes ou qualquer outra publicação contendo material obseno é estritamente proibida. De acordo com as crenças sociais e islâmicas no Irã, a vestimenta Hejab (vestido modesto) torna-se necessário às mulheres. Isto não significa que as estrangeiras do sexo feminino tenham que usar um Chador. Pelo menos é o que diz o site da Embaixada do Irã em Brasília. Segundo a embaixada, calças largas, saias longas, camisas de manga longa, casacos longos ou um lenço envolto sobre a cabeça já é o suficiente. Apesar disso,
observa-se que há algumas restrições a serem observadas e obedecidas: É permitido a cada
passageiro que deixa a República Islâmica do Irã levar artesanatos
persas ou outros produtos comprados no país. Economia No planalto, os principais alimentos cultivados pelos camponeses são: trigo, batata, cevada, milho, beterrabas (para produção de açúcar), uva, melão e arroz. Há também uma importante criação de gado. As florestas iranianas também fornecem madeira de excelente qualidade. A pesca comercial do Irã não é relevante para a economia, pois ainda não se desenvolveu completamente. Mesmo assim, o caviar do Irã é considerado um dos melhores do mundo. O país se destaca pela produção de petróleo e seus principais campos petrolíferos estão entre os mais ricos do mundo. Os principais campos petrolíferos estão ao leste do país. Oleodutos conduzem o precioso petróleo para as refinarias e para os terminais do Golfo Pérsico. As reservas de gás natural é o segundo mais valioso recurso natural do Irã, cujas reservas estão entre as mais altas do mundo. O governo iraniano também busca incentivar as antigas habilidades manuais que elevaram o país à fama mundial na área de artesanatos, principalmente na tecelagem de tapetes, cobiçados em todo o mundo pela sua beleza artística e qualidade. A atividade industrial do Irã se concentra na indústria petroquímica, têxtil, de alimentos, fabricação de equipamentos eletrônicos, material de construção, siderurgia do aço e fabricação de veículos. História O Irã tem mais de 2.500 anos de história registrada. Embora a população iraniana seja predominantemente composta de Arianos, como o nome "Irã" de fato revela, ela também é formada por vários grupos étnicos que, desde épocas remotas, apareceram e se fixaram na terra. A mais antiga das comunidades cujos traços foram descobertos e que absolutamente estão entre os povos mais antigos do mundo foi estabelecida em Sialk, próxima a cidade de Kashan. Nesta região, o comércio e a agricultura desenvolveram-se ao mesmo tempo e, por volta do 4° milênio antes de Cristo, Egito e Europa já costumavam importar trigo e cevada do planalto iraniano. No início do 3º milênio AC, uma importante civilização apareceu em Elam, localizada na parte sudoeste do planalto. Seu centro era Susa, uma grande cidade, destinada a se tornar no futuro, a capital de vários impérios. Apesar da forte influência da civilização da Mesopotâmia, foi desenvolvida nesta região uma forma particular de escrita chamada "a escrita de proto-Elamita", muito comum até o centro do planalto. Durante todo o 3º milênio, uma civilização rica do ponto de vista artístico e cultural, emergiu possuindo várias características iranianas distintas, substituindo as do Elam. O 2º Milênio AC é marcado pela chegada das tribos Indu-Européias, provavelmente vindas da Rússia Meridional e do Planalto da Eurásia para a Ásia Ocidental. Um grupo destas tribos, formado por guerreiros, rumaram em direção ao Sul para se estabelecer na região nordeste da montanha de Zagros. Este grupo fundou o império de Mitanni, alcançando seu apogeu aliando-se ao Egito no século 15 AC. Contudo, a maioria das tribos Indo-Européias rumaram para o leste em direção a Transoxiana, cruzando Bactriana, montanhas Hindu Kush e penetrando a Índia através dos vales de Panjshir e Kabul. É possível que algumas destas tribos tenham chegado ao planalto vindos do oeste. Foi também no 2º milênio AC que um 4º poderoso grupo, os Kassitas, desceram as montanhas do planalto e conquistaram a Babilônia, onde governaram por 600 anos, do século 18 ao 12 AC. Foi no 1º milênio AC, que a Segunda grande invasão do planalto foi executada pelas tribos Arianas. As tribos "Arianas" ou "Iranianas" fixaram-se principalmente nas extensões de Zagros. Construíram cidades fortificadas e praticaram a agricultura. Foi nesta época que o uso do metal começou a ser disseminado. Os Assírios executaram diversos ataques contra os povos do planalto pois tinham interesse no ferro, cobre e cavalos, porém, suas carruagens não foram capazes de combater a poderosa cavalaria das tribos das montanhas. Foi assim que os Assírios começaram a aprender sobre o uso de tropas de cavalaria Contudo, as origens do país como um estado moderno só ocorreu no início do século XX. Antes disso, politicamente, a antiga história iraniana pode ser dividida em sete dinastias: A Dinastia Mede - Os Medes, a mais poderosa tribo Ariana do ocidente, habitou a região entre Rey e as montanhas de Zagros a oeste e alcançou as margens do rio Kora ao norte. A maior metrópole criada neste território chamava-se Hagmataneh (conhecida hoje como Hamedan). O primeiro governador iraniano da história foi estabelecido nesta cidade por Deioces (708 AC). A Dinastia Acamênida - O crescimento do Império dos Medes aconteceu mais ou menos ao mesmo tempo em que as tribos Persas estavam consolidando sua força graças ao Acamenos cujo neto, Cyrus, em 550 AC, derrotou Ikhtovigo (astyages), o último dos reis Medes, subvertendo sua dinastia. Durante o período Mede, as regras regionais iranianas eram regidas por conta própria. Após Cyrus assumir o trono, uma autoridade centralizada e autoritária, apoiada por uma administração de infra-estrutura necessária, foi criada para gerir o império. A centralização autoritária tornou-se a marca desta dinastia. Foi na época de Darius (521-485 AC), que o reinado Acamênida alcançou seu apogeu. Darius foi sucedido por seu filho Xerxes (Khashayar) (485-465 AC). Durante seu reinado, uma grande campanha militar contra os Gregos foi empreendida levando-o a sua última derrota em 480 AC. A capital dos Acamênidos foi a cidade de Persépolis, cuja construção iniciou-se no reinado de Darius, sendo terminada mais tarde por outros monarcas. Xerxes foi sucedido por 7 outros reis, sendo o último deles Darius III. A Dinastia Seleucida - A Dinastia Acamênida chegou ao fim em 330 AC quando Alexandre da Macedônia matou Darius III. Alexandre então, atacou Persépolis. Após isto, o Irã passou a ser governado pelos gregos. Após a morte de Alexandre, um dos seus generais, Seleucus, fundou uma nova dinastia. A dinastia Seleucida governou o Irã por mais ou menos 80 anos, até 250 AC, quando o chefe de uma das tribos Parthianas, Arash (Arsaces), criou um reinado Parthiano independente em Khorasan e Gorgan e então, gradualmente expulsou os gregos do Irã. A Dinastia Parthiana (Arsacidas) - O reinado Parthiano, no auge de seu poder, estendeu-se para Hindu Kush e Punjab no leste, para o Mar Cáspio quase até o Caucasus ao norte, para o Golfo de Omã e Golfo Pérsico ao Sul e para o Eufretes a oeste. Um total de 29 reis governaram o Irã durante esta dinastia. O último deles, Ardavan V foi derrotado e morto em 224 DC por Ardeshir Babakan. A Dinastia Sassanida - O governo Parthiano, enfraquecido pela corrupção e por problemas sociais, foi deposta por Ardeshir Babakan, o fundador da Dinastia Sassanida. Na época em que Ardeshir Babakan ascendeu ao poder, diversas regras já haviam sido estabelecidas. Após acabar com todas elas, Ardeshir criou uma poderosa autoridade central. Após sua morte em 241 DC, seu filho, Shahpour I, Ascendeu ao trono. Nos 40 anos que se seguiram, 7 sucessores governaram o Irã. Em 326 DC, Shahpour II tornou-se rei. No início de seu reinado, o Irã enfrentou diversas incursões dos Árabes de Bahrain e Mesopotâmia, permanecendo vitorioso ao final. Posteriormente, a queda do Império sassânida pelos árabes significou uma mudança definitiva para o Irã. Seu território foi incorporado ao Califado, regido em princípio de Medina e mais tarde de Damasco e Bagdá. A partir desse momento, o Irã seria uma nação muçulmana. A Dinastia Saffarida - A casa de Saffar, fundada por Yaqub Ibn al-Layth no ano de 866 DC, foi a primeira dinastia iraniana a exercer o poder através da oposição aberta aos califas Abbasidas. Yaqub morreu em 879 enquanto planejava ocupar Bagdá e por um fim ao reinado Abbasida. Seu irmão, Amr ibn al-Layth o sucedeu. Em uma luta contra o príncipe Samanida Ismail no ano de 900 DC, Amr foi feito prisioneiro. Contudo, seus sucessores continuaram a governar intermitentemente o sul e o sudeste do Irã até o ano de 999 DC. O último príncipe desta dinastia foi morto pelos Ghaznavidas. No auge de seu poder, os Safaridas eram donos de Khorasan, Fars, Kerman e a região que se estende até Indus e Kabul. Os Samanidas (874-999), cujo primeiro príncipe chamado Mamun governou a Transaxoniana, estenderam sua esfera de influência ao mesmo tempo que os Safaridas. Após a morte de Amr ibn al-Layth em 900 DC, eles foram capazes de anexar os territórios que antigamente pertenciam aos Taheridas e Safaridas e mais tarde aos Alavidas. O regime Samanida na Transoxiana durou 125 anos. No auge do seu poder, seu reinado incluía Khorasan, Gorgan, Tabaristan, Rey, Sistan, Kerman e Balkh. Durante este período, outras pequenas dinastias formaram-se nesta região, sendo os mais importantes deles os Ziaridas (928-1055) e os Buwayhids (932-1055), ambos xiitas, que mais tarde contribuiram significantemente para o desenvolvimento da fé xiita. Em meados do século XI, os turcos selêucidas conquistaram o Irã, que passou a ser dominado nos séculos subseqüentes pelos mongóis, sob o comando de Gengis Khan e Tamerlão, e finalmente pelos turcomanos. O poder turcomano terminou com Ismail I, que foi proclamado Shah, marcando o início da dinastia Safawi (1502-1736) e o estabelecimento da doutrina xiita como religião oficial do Irã. O reinado de Ismail se caracterizou por um conflito com o império otomano que só acabaria um século depois, com a toma de Bagdá em 1623 pelo Shah Abbas I o Grande. No decorrer do século seguinte, o Irã iniciou uma lenta decadência, até que em 1722 o país foi conquistado por um exército de afegãos sunitas liderados por Mir Mahmud. Aproveitando a confusão existente no Irã, a Rússia e a Turquia fizeram um acordo para desmembrar o país. Um exército nacional iraniano, liderado pelo caudilho que expulsou os afegãos em 1729 e que, em 1736, tomou posse com o nome de Nadir Sha, (reinando entre os anos 1736-1747), expulsou os russos e os turcos, terminando com a ocupação estrangeira em território iraniano. Os séculos XIX e XX testemunharam a luta entre aGrã-Bretanha e a Rússia pela hegemonia do Irã. O aumento do poder estrangeiro sobre o Irã e a fraqueza e corrupção dos seus governantes provocaram, no início do século XX, o aparecimento de um movimento nacionalista que reivindicava o estabelecimento de um governo constitucional. Em 1906, o Shah Muzaffar al-Din, que reinou entre os anos 1896 e 1907, foi obrigado pela população a convocar a primeira Assembléia Nacional. Essa Assembléia tinha o objetivo principal de redigir uma constituição de cunho liberal. Apesar da neutralidade do Irã na I Guerra Mundial (1914-1918), seu território foi testemunha de várias batalhas pelo controle de seus campos de petróleo entre as forças aliadas da Rússia, daGrã-Bretanha e da Turquia. Shah Reza Pahlevi estabeleceu um novo governo independente através de um golpe de estado. Em 1925 foi proclamado Shah. Durante seu reinado, o sistema judiciário foi modificado, iniciou-se um programa de ocidentalização, os direitos feudais acabaram e começou um programa de modernização da economia do país a longo prazo. Com a erupção da Segunda Guerra Mundial em 1939, Pahlevi favoreceu o lado alemão. Como resultado, a Grã-Bretanha e a URSS ocuparam algumas áreas do país para proteger os campos petrolíferos de uma provável incursão alemã. Os aliados assumiram o controle do sistema de comunicações do Irã e Reza Pahlavi, que simpatizava com os interesses do Eixo, abdicou. Seu filho, Mohamed Reza Pahlevi, o sucedeu no trono, adotando uma política favorável aos aliados e concordando com as reformas liberais que o parlamento queria impor. Em 1943, o governo iraniano protestou por causa do total isolamento a que foi submetida a zona de ocupação por parte da URSS. Esta disputa foi resolvida na Conferência de Teerã, onde surgiu a Declaração sobre a independência, soberania e integridade territorial do Irã. As grandes dificuldades econômicas que surgiram na primeira metade de 1950 geraram uma grave crise política. O general Ali Razmara assumiu o cargo de primeiro-ministro. Sua política conseguiu melhorar a situação econômica do país, mas se opôs radicalmente à nacionalização da indústria do petróleo. Foi assassinado em 1951. Mohamed Hidayat Mossadegh o sucedeu no cargo como dirigente do Partido da Frente Nacional. Denfendeu também a nacionalização das empresas de petróleo. Em 1953, o Majlis ampliou os poderes ditatoriais de Mossadeg. O mandatário dissolveu a câmara de deputados e o Shah que se opunha a muitas das medidas adotadas o cassou. Mossadegh negou-se a abandonar o cargo e seus seguidores levantaram-se contra a monarquia. Após a vitória da monarquia, o general Fazlollah Zahedi foi nomeado primeiro-ministro e começou a governar. O Shah aumentou seu controle sobre o governo, mantendo uma estreita aliança com os Estados Unidos. Em 1960, o Irã reconheceu o Estado de Israel, dificultando as relações como o Egito. Por isso, a Liga Árabe estendeu ao Irã o boicote que exercia à Israel. A coroação oficial do Shah foi celebrada em 1967, embora já estivesse na direção do país há 26 anos. No momento da coroação, o poder do Shah era quase absoluto e pretendia estabelecer uma política exterior mais independente dos Estados Unidos, mas estreitando suas relações com os países do Leste, enquanto se aproximava do mundo árabe, com exceção do Iraque com quem disputava territórios. Apesar da prosperidade na década de 1970, devido em grande parte dos lucros do petróleo, a oposição ao Shah foi se generalizando, incentivada por dirigentes religiosos conservadores. Em 1978 produziram-se distúrbios em várias cidades do Irã, liderados por xiitas, fundamentalistas islâmicos que pretendiam que a nação fosse regida pela sharia ou lei islâmica. Esses distúrbios eram comandados de Paris pelo ayatolá (chefe espiritual xiita) Ruhollah Khomeini, exilado desde 1963. Após a derrota do Shah, Khomeini, apoiado pelo clero xiita e por amplos setores da população, liderou a instauração de uma república islâmica. Em 1979, foi aprovada uma nova Constituição e em janeiro de 1980 celebraram-se eleições para um novo presidente. O fundamentalista Muhammad Ali Rajai foi nomeado primeiro-ministro. Enquanto isso, algumas minorias étnicas do Irã, como os curdos do oeste, os azeris do norte e os árabes do Khuzistão deflagraram uma guerra para lutar pela sua autonomia. Em setembro de 1980, o Iraque reclamou a autonomia favorecendo a minoria árabe. Quando o Irã rejeitou estas demandas, o Iraque invadiu o Irã, iniciando a guerra Irã-Iraque. Em 1981, o Parlamento fundamentalista e o primeiro-ministro Rajai, derrotaram o presidente Bani Sadr, que foi destituído de seu cargo, substituído por Rajai na presidência. Após as eleições gerais de outubro, Ali Ramenei tornou-se o terceiro a ocupar a presidência da República nesse mesmo ano, enquanto Husein Musavi era eleito primeiro-ministro. Quando Khomeini morreu em 1989, o presidente Ramenei o sucedeu no cargo como Guia da Revolução, dirigente (equivalente à chefia de estado no Irã desde a revolução). Hashemi Rafsanjani foi eleito presidente. O Irã condenou tanto a invasão iraquiana no Kuait durante a guerra do Golfo Pérsico quanto o posterior deslocamento de tropas dos Estados Unidos na Arábia Saudita, mas reatou as relações diplomáticas com o Iraque, que por sua vez, renunciou às suas pretensões territoriais no Irã. A facção que apoiava Rafsanjani conseguiu a maioria no Parlamento em 1992.
Para maiores informações: Enciclopédia Multimídia Microsoft ENCARTA Almanaque ABRIL, editora Abril Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. Embaixada da República Islâmica do Irã - Brasília |
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