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DICA: ORE PELA ÍNDIA O site ORE PELA ÍNDIA é um projeto interdenominacional, que nasceu do desejo de alguns servos do Senhor, que atualmente estão neste país tão carente e que desejam mobilizar irmãos e igrejas para orarem de forma específica e sistemática pela Índia. No Ore pela Índia você encontrará muitas informações sobre este país tão cheio de contrastes, e que continua sendo um grande desafio para a obra missionária. O objetivo do site, como o próprio nome indica, é levantar um exército de intercessores por aquele país. O destaque é o formulário existente na seção "Seja um Intercessor". Após assinar o formulário a pessoa passa a receber e-mails atualizados com informações, motivos de oração e notícias - tudo relacionado à Índia. Pois bem, se você tem algum interesse espiritual pela Índia aí está uma dica de site que você não pode perder. Bookmark nele! SITUAÇÃO MISSIONÁRIA Em nenhum outro país, a política e a fé se apresentam tão misturadas quanto na Índia. Berço de algumas das maiores religiões do mundo, como hinduísmo e budismo. O hinduísmo é a religião majoritária da Índia e representa 79,83% da população. Em termos do número de adeptos, é a maior religião da Ásia e uma das mais antigas crenças existentes. O hinduísmo popular é extremamente idolatra com um panteão de 33 milhões de deuses e 250 milhões de vacas sagradas. O hinduísmo tem muitos livros sagrados e prega que todos passam por uma série de nascimentos ou reencarnações, que eles chamam de "samsâra" (transmigração da alma) e que segundo eles conduzem à "salvação espiritual". A cada nascimento, você pode se aproximar ou se distanciar da iluminação, dependendo do seu karma. A religião hindu tem três práticas básicas: são puja ou adoração, a cremação dos mortos e as regras do sistema de castas. O hinduísmo não é uma religião proselitista já que não se é convertido: nasce-se ou não hindu. Muçulmanos: Os muçulmanos são cerca de 12,50% da população (eles dizem ser 14%). Há mais de 126 milhões de muçulmanos na Índia, o que faz do país o segundo maior país muçulmanos do mundo, atrás somente da Indonésia. O islamismo é a religião dominante nos países vizinhos ao Paquistão e Bangladesh, e há uma maioria muçulmana em Jammu e Kashmir. A influência muçulmana na Índia é particularmente marcante no campo da arquitetura, das artes e da culinária. Sikhs: Os Sikhs são uma mistura de islamismo e hinduísmo e correspondem a 1,92% da população da Índia. Há 19 milhões de sikhs no país e eles ficam predominantemente no Punjab. A religião foi criada para reunir o melhor do hinduísmo e do islamismo. Suas bases são similares, mas os sikhs são contra as distinções das castas. O santuário sagrado da religião sikh é o seu Templo Dourado, em Amritsar. Budistas: São 0,8%. O budismo foi fundado no norte da Índia em aproximadamente 500 a.C. e espalhou-se rapidamente quando o imperador Ashoka o abraçou, mas foi gradualmente reabsorvido pelo hinduísmo. Hoje os hindus têm no Buda uma outra encarnação do deus hindu Vishnu. Há agora apenas 8,1 milhões de budistas na Índia, e importantes locais budistas no norte, como Bodhgaya, Sarnath (perto de Varanasi) e Kushinagar (perto de Gorakhpur) são conhecidos locais de peregrinação. Jains: São 0,35%. A religião jainista começou como uma tentativa de reformar o hinduísmo bramânico. Foi criada simultaneamente ao budismo, e por muitas das mesmas razões. Os jainistas são agora apenas 3,5 milhões aproximadamente e estão predominantemente no oeste e sudoeste da Índia. A religião nunca encontrou adeptos fora da Índia. Os jainistas acreditam que o universo é infinito e não foi criado por uma divindade. Eles crêem também em reencarnação e salvação espiritual, se for seguido o caminho dos profetas jainistas. Parsis: São 0,02% na Índia e em rápido declínio. Os primeiros zoroastrianos chegaram na costa oeste da Índia em 936 d.C., forçados a sair de sua terra natal no Irã pela perseguição da invasão árabe islâmica. Até 1477 d.C. eles perderam todos contatos com o Irã e nos últimos 300 anos eles tem mantido contato com zoroastrianos persas através de continua troca de cartas. Embora eles sejam uma pequena minoria, aproximadamente 150.000, regularmente nas cidades se acham concentrados. Eles tem tido uma proeminente influência econômica e social, especialmente no oeste da Índia. Uma das maiores e mais tradicionais indústrias da Índia "Tatas" pertencem aos parsis. Outras religiões minoritárias: Etnias Tradicionais 1,40%; Baha'i 0,23%, e não religiosos/outros 0,55%. Cristãos: São 2,40%, incluindo protestantes, católicos, ortodoxos e outros. Os protestantes são cerca de 1,60% da população. Há aproximadamente 25 milhões de cristãos, com templos nas maiores cidades da Índia. A grande maioria dos protestante pertencem a Igreja do Sul da Índia. A Igreja Católica Romana tem quase 29,2% do número de cristãos na Índia. Muitas igrejas protestantes tem sua origem no moderno movimento missionário, que começou no século XVIII ou na presença de nações européias que governaram a Índia, ou parte dela nos séculos passados. Porém o Cristianismo chegou na Índia muito provavelmente no I século após o nascimento de Cristo. Existem evidências que um dos apóstolos de Jesus, Tomé, chegou a atingir a Índia em 52 d.C., apenas vinte anos após Cristo ter sido crucificado. Ele estabeleceu-se em Malabar e então expandiu seu trabalho missionário para China. É largamente crido que Tomé foi martirizado em Tamil Nadu (Sul da Índia) no seu retorno para a Índia em 72 d.C., e foi enterrado em Mylapore, nos subúrbios da moderna Madras (Chenai). Hoje ainda existe a Igreja de Tomé no Estado de Kerala. As missões protestantes tiveram uma profunda influência na cultura e desenvolvimento do Cristianismo na Índia. Em 9 de novembro de 1793, o missionário batista William Carey atingiu o rio Hugli (West Bengal). Embora, ele tenha ido a Índia para pregar, ele deixou também uma profunda influência na área da educação e da medicina. Missionários
evangélicos/protestantes: Línguas com as Escrituras: 53 com a Bíblia completa, 42 línguas com somente o Novo Testamento, 40 línguas com porções da Bíblia e 68 línguas com trabalho de tradução em andamento. O governo indiano tem tomado algumas medidas para dificultar ainda mais a entrada de missionários. Muitos missionários tiveram problemas na hora de renovar seus vistos, outros que foram descobertos, entraram para a lista negra do Governo não sendo permitido entrarem na Índia novamente, nem mesmo que fosse por poucos dias. Nesta lista negra do Governo estão algumas pastores famosos, não lhes sendo autorizado entrar mais na Índia. 1) Louve a Deus pelos mais de 200 anos desde que William Carey foi para a Índia. O Espirito Santo tem usado os labores de incontáveis milhares de pregadores, tanto indianos como estrangeiros, para mudar a Índia e plantarem mais de 300.000 igrejas (templos). Louve por: a) Uma maior liberdade para disseminar o evangelho apesar dos esforços para limitá-lo. b) Movimentos populares entre as castas suplementares e povos tribais que continuam até hoje. c) Pelos 44.000 obreiros nacionais trabalhando em mais de 500 agências. 2) A legislação discriminatória está crescendo no número de estados, os quais inibem as conversões e impedem os convertidos de terem acesso, como classe sub-privilegiada, aos empregos e fundos alocados pelo governo. Muitos cristãos têm sucumbido diante de tal chantagem. A lei dá proteção inadequada aos tribais e cristãos sub-privilegiados anteriormente da casta suplementar quando extremistas hindus usam da força para coagi-los para conversão ao hinduísmo. As perseguições na década de 90 tem ajudado a purificar a Igreja e trazer unidade no meio do povo de Deus. Ore para que os cristãos possam seguir a Jesus qualquer que seja o custo. 3) Nominalismo nas igrejas. Os movimentos populares para Cristo são geralmente inadequados em sua disciplina. A qualidade de vida de muitos cristãos impede que muitos não cristãos coloquem sua confiança em Jesus. Os cristãos freqüentemente têm se tornado uma outra casta no mundo hindu. O reavivamento é muito necessário para livrar as igrejas da autopromoção, ascensão social, atritos fúteis e pecado; para implantar um amor para os irmãos sem levar em consideração sua origem social; e assumir um encargo para evangelizar. 4) Vistos missionários para novos obreiros são difíceis de obter, assim a força missionária está envelhecendo e em rápido declínio. Louve a Deus pela perseverança e dedicação desses homens e mulheres; ore pelo fruto eterno através de seu ministério. Ore para que Deus levante uma nova geração de obreiros estrangeiros que consigam entrar, desenvolver novos ministérios e alcançar o coração hindu, cidades não alcançadas e povos para Cristo. Por muito tempo os povos têm se esquecido da necessidade da Índia por obreiros. 5) O número de denominações evangélicas tem crescido e congregações tem se multiplicado.O crescimento da Igreja durante a década de 90 foi significante, mas duro para se medir. Um grande desafio a um maior crescimento, ainda tem sido o nominalismo. As igrejas mais novas são muitas vezes mais eficientes em atrair cristãos de outras igrejas do que ganhar hindus ou muçulmanos. Ore por um reavivamento que reverta essa tendência e impulsione os cristãos para alcance e missões. Os movimentos pentecostais e carismáticos são os que mais tem crescido, se espalhando para muitas áreas. 6) O testemunho evangélico é uma força em crescimento na igreja hoje. A proporção de pastores evangélicos está aumentando continuadamente nas denominações principais. Louve a Deus por líderes proeminentes e maduros de estatura intemacional tanto nas novas como nas velhas denominações. Ore por: a) Que seja dada à Bíblia o lugar correto tanto nas denominações teologicamente liberais como nas mais evangélicas. Nas primeiras o dialógo e o universalismo substituiram o evangelismo e a conversão. Nas últimas existe pouco ensino sólido, pregação expositiva ou aplicação dos ensinos nas necessidades reais e opressivas da Índia de hoje. b) O Concílio Toda Índia Cristã formado em 1998 para proteger e servir os cristãos de todas denominações. Acima de 2.000 denominações e associações estão participando deste Concílio. Tem começado haver uma unidade como nunca antes. Ore para que esta unidade cresça e amadureça e que seja visível para todo mundo. 7) Treinamento de lideres cristãos é de importancia crucial. O sincretismo nas igrejas católicas, protestantes e evangélicas é um problema. A falta de obreiros cristãos dedicados, preparados para deixar tudo para Cristo, é o maior fator limitador do crescimento da igreja e que tem causado reversões para o hinduísmo nas áreas rurais onde há falta de ensino. Existia uma média de um pastor para cada oito igrejas e 400 vilas pelo país. Ore por: a) Seminários de nível de graduação, dos quais existem mais de 40. A minoria são evangélicos teológicos. Um destes é o Seminário Biblico União em Pune, com 225 estudantes e sustentado por 50 denominações evangélicas e agências missionárias. Ore por um fluxo de obreiros ardorosos, ungidos pelo Espirito Santo, para sairem dessas instituições para a Índia e além. b) As escolas biblicas são agora acima de 300. As instituições evangélicas estão cheias. Mas poucos daqueles treinados para a obra cristã vão para o evangelismo ou trabalhos pioneiros em implantação de igrejas. Ore para que esse número aumente. 8) Os não alcançados da Índia. Nenhuma área do mundo tem tal diversidade e concentração de povos não alcançados. a) As planicies do norte da Índia com seus muitos milhões. Nos 5 Estados de Haryana, Himachal Pradesh, Delhi, Rajasthan e Uttar Pradesh com 360 milhões de pessoas, vivem 650.000 cristãos, mas esse número pode ser bem maior se houver maior dinamismo da Igreja. Cristãos na Índia estão desigualmente espalhados — 70% no Sul, 25% no Nordeste e apenas 5% na mais populosa parte Norte e Oeste. b) As castas mais altas que têm se mostrado muito pouco abertas para responder os apelos de Cristo. Ore pelos Brahmanes (a casta sacerdotal), Kshatriya (casta dos guerreiros) e Vaisya (casta dos negociantes) para que o orgulho da descendência possa ser substítuido pela convicção de pecado e fé no Senhor Jesus Cnsto. Ore pela maneira correta para ganhar e discipular cada grupo. Dos 40 milhões de Brahmanes apenas 18.000 professam abertamente o Cristianismo. c) A minoria muçulmana de 126.000.000 uma das maiores do mundo e uma das comunidades muçulmanas mais acessiveis. Os muçulmanos governaram a Índia por 600 anos. 60 milhões falam Urdu/Dekkani e 80 milhões outras línguas. Apenas poucas centenas de obreiros cristãos estão envolvidos com eles, mas tem havido um crescimento no interesse e preocupação pelos muçulmanos. Diversas agências estão comprometidas a ministrar entre eles. d) As grandes cidades com sua populações em explosão. Muitas áreas não foram alcançadas, e poucas estratégias adequadas foram usadas para alcançá-los. Chenai (12% de cristãos) e Mumbai (5%) estão em contraste com Calcutta (Kolkata), Delhi, Varanasi, etc., onde o testemunho cristão é muito pequeno. 26% da população urbana vive em favelas.Existem 42 milhões de indianos sem casas. Este é um dos grandes desafios para o evangelho atualmente. e) Os jovens, negligenciados nas igrejas por causa da falta de obreiros, treinamento e interesse. Quanto mais necessidade têm aqueles que estão fora da igreja! f) Os estudantes que são mais de 10 milhões em 250 universidades e 10.000 colégios. Uma grande proporção é viciada em drogas. Ore pelos missionários e missões que estão trabalhando entre eles. Ore por um testemunho claro e vibrante para os milhares de estudantes não cristãos. Ore pelo seu crescimento e integração nas igrejas locais. g) Crianças em crise — nenhum outro país pode competir com as necessidades da Índia. Na Índia existe aproximandamente 400 milhões de pessoas com menos de 18 anos; 70 milhões trabalham , 10 milhões são trabalhadores escravos (uma forma de escravidão para pagar debitos da familia), 13 milhões não tem casa, 2 milhões vivem nas ruas e não tem famílias. É grande o abuso de crianças, e há um deficit (falta) de 40 milhões de meninas por causa do aborto de meninas — acima de 20.000 ultrasons clinicas são usadas para a prática ilegal do aborto de meninas. Existem 575.000 crianças que são usadas na prostituição e há um massivo comércio de meninas de Bangladesh e Nepal que são vendidas para a prostituição. Ore para que essas desesperadas necessidades possam ser supridas por ministérios de amor cristãos. h) Os refugiados tibetanos são cerca de 130.000 dos quais 90.000 são refúgiados da China. Apenas 40-50 crentes são conhecidos. Dharamsala em Himachal Pradesh é o presente quartel general de Dalai Lama. Ore pela libertação e salvação dos tibetanos na Ïndia. i) A AIDS que rapidamente se espalha e é pior em Mumbai (3% da população), nos Estados de Maharashtra e Karnataka (2.4%), Tamil Nadu (1.8%). Muitos temem que em poucos anos possa haver mais de 10 milhões carregando o vírus, ou seja 1% da população da Índia. A enormidade do desastre que pode afligir a Índia tem se despertado nas autoridades ou cristãos. Ore para que um ministério entre as familias afligidas possa ser iniciado. j) Os que sofrem com a lepra são 3,2 milhões. As agências missionárias cristãs, especialmente a Missão aos Leprosos, têm um ministério de amor para alguns. k) Os cegos. Os 10 milhões de cegos da Índia representam mais de um quarto do total mundial. Poucos aprenderam o Braille, e nem existe muito material em Braille nas línguas indianas. A Tocha da Esperança para o Cego está comprometida na produção de toda a Biblia em Braille nas doze maiores línguas da Índia. Atualmente existem alguns livros em nove línguas, mas em nenhuma delas a Bíblia completa. Outras agências missionárias com ministério entre os cegos são Missão para o Cego e Comunidade da Índia para o Fisicamente Incapacitado. A Compass Braille é uma missão que está se especializando na produção das Escrituras em Braille nas línguas indianas por meio do computador. 9) Ministérios de ajuda. Ore pelo impacto da: a) Distribuição de Literatura. O prodigioso crescimento dos escritos, publicações e distribuição de literatura cristã tem sido o maior fator na quebra da oposição ao Cristianismo. A equipe do EHC (Toda Casa para Cristo) está em processo para distribuir literatura Cristã para a maioria das casas da Índia. Pelo ano 2000, 500 milhões de porções das Escrituras terão sido distribuidas com 6 milhões de resposta e a formação de 16.000 grupos cristãos.É estimado que 300 milhões ou mais tem sido expostos ao Evangelho através de equipes de distribuição das Escrituras. A SGM despacha para Índia anualmente, aproximadamente 5 milhões de porções das Escrituras em 39 línguas. A GFA produz e distribui 50 milões de porções das Escrituras anualmente. b) As publicações e livrarias cristãs. Os publicadores precisam lutar com a falta de talento local para escrever e com os altos custos em um pais pobre, mas muitos livros produzidos localmente foram impressos e vendidos em grande número. c) Cursos biblicos por correspondência enviados de 70 centros. Estes são provadamente frutíferos. d) A Sociedade Biblica com seu longo e notável ministério, distribuindo 100 milhões de porções das Escrituras ou Bíblias anualmente. Outras organizações também estão suprindo e distribuindo Escrituras, taís como a Liga Mundial da Bíblia nos Lares, Bíblias para o Mundo, e Liga da Bíblia Bharatiya. e) A tradução da Bíblia é uma grande necessidade. Um grande esforço, tão grande quanto aquele de William Carey e sua equipe a 200 anos atrás, deveria ser organizado ou levará mais 100 anos para cobrir as línguas da Índia. Missões indianas estão no começo para enfrentar o desafio de 203 línguas que ainda requerem atenção - 30 com um necessidade definida. Acima de 100 línguas são faladas por mais que 10.000 pessoas estão sem as Escrituras. A Sociedade Bíblica Unida tem 74 projetos de tradução em mãos. Há uma grande necessidade por uma moderna e culturalmente apropriada tradução em Urdu e muitas outras línguas.Ore por mais tradutores bíblicos indianos. f) A obra médica cristã. Esta tem que ser melhorada com a redução da equipe missionária. A Associação Médica Cristã tem a supervisão de 430 instituições tanto com obreiros médicos indianos como estrangeiros. A Associação de Hospitais Emanuel tem a responsabilidade por todas as instituições administradas por missões evangélicas. Ore para que esse testemunho saia desses hospitais através dos muitos pacientes os quais levarão muitos outros a procurar o Salvador. Ore pela Comunidade Médica Evangélica da Índia e a Comunidade de Enfermeiras Evangélicas com grupos em muitos hospitais. Por toda a Índia a proporção de obreiros médicos cristãos é alta; ore para que através deles muitos não cristãos possam ser ganhos para Jesus. g) O filme Jesus. Está disponível em 55 línguas da Índia, sendo utilizado por 500 equipes que mostram o filme em diversas partes da Índia. Ore por segurança para as equipes, especialmente no norte da Índia. Ore por ampla disseminação de video cassetes para passar nas casas e cinemas de quintais. 10) Os indianos em outros países são 22 milhões. Existe um grande número que emigraram para as Américas (EUA 2,1 milhões; Canadá 715.000; Trinidad 517.000; Suriname 140.000), Europa (Reino Unido 1 milhão), África (África do Sul 1,1 milhão; Mauritius 763.000; Kenia 210.000; Malawi 30.000), Pacífico (Fiji 357.000; Austrália 90.000), Ásia (Nepal 3.800.000; Malásia 1,6 milhão; Sri Lanka Tamil 3,2 milhões; Myanmar 750.000; Singapura 271.000). Além disto, mais de um milhão são trabalhadores migrantes no Oriente Médio. Em algumas destas comunidades muitos se tornaram cristãos (provavelmente 250.000) - como na África do Sul, EUA e Mauritius; em outras tem havido pouca receptividade. Ore para que os estrangeiros indianos cristãos possam ser chamados como testemunhas para sua terra de origem. Os vistos são mais fáceis de serem obtidos para eles. |
O poder executivo reside no presidente, que é também chefe do Estado. Entretanto, o verdadeiro poder executivo se encontra nas mãos de um conselho de ministros responsáveis perante o Parlamento, formado pelo Rajya Sabha (Conselho dos Estados ou câmara alta) e o Lok Sabha (Câmara do Povo ou câmara baixa).
A religião está em todas os aspectos da vida na Índia. Apesar de ser uma democracia secular, é um dos poucos países no mundo nos quais as estruturas sociais e religiosas que definem a identidade social estão intactas, e continuaram assim por pelo menos 4.000 anos apesar das invasões, perseguições, do colonialismo europeu e dos motins políticos. Há mudanças trazidas pelas inovações tecnológicas, mas a Índia rural permanece a mesma há milhares de anos. Suas instituições sociais e religiosas são tão resistentes que nunca sucumbiram às tentativas de destruí-las ou mudá-las.
A arte hindu é basicamente religiosa em temas e desenvolvimento e sua apreciação exige o conhecimento básico das crenças do país. Entre os destaques estão as danças, clássicas indianas, as arquiteturas de templos e as esculturas (difícil é definir onde começa uma e outra), as arquiteturas militares e urbanas dos mughals, a pintura de miniaturas e a música mesmérica. Esta última é difícil de ser apreciada pelos ocidentais, por ser a harmonia totalmente diferente do que os ouvidos ocidentais estão acostumados. Indianos amam o cinema e a indústria do cinema, que fica em Bombain, é uma das maiores e mais glamourosas do mundo. A maior parte dos filmes são espalhafatosos melodramas jogando com romance, violência e música.
A capital do país é Nova Délhi.
Território e recursos
A Índia limita-se ao norte com o Afeganistão, o Tibete, o Nepal e o Butão; ao sul com o estreito de Palk e o golfo de Mannar, que o separa do Sri Lanka e do oceano Índico; ao oeste com o mar da Arábia e o Paquistão; ao leste com a Birmânia, o golfo de Bengala e Bangladesh. Com Jammu e Caxemira (cujo status definitivo ainda não foi determinado), possui uma superfície de 3.287.263 km². A Índia se divide em quatro grandes regiões: o Himalaia, que se estende ao longo das margens norte e leste do subcontinente indiano; as planícies fluviais do norte, uma das maiores planícies fluviais do mundo que compreende a maior parte da área regada pelos rios Indo, Ganges e Brahmaputra; o Decão, uma meseta rochosa, dividida por baixas cadeias montanhosas e profundos vales; e o Ghates oriental e ocidental.
Exceto nas regiões mais montanhosas, o clima é tropical, dominado pelas monções.
O país está dividido quase que exatamente pelo trópico de câncer. O clima dominante é o quente, sob regime das monções, com quatro estações relativamente bem definidas: fria (janeiro e fevereiro); quente (março, abril e maio); das monções do sudoeste (junho a outubro) e da cessação das monções (novembro e dezembro). No sul do país, a temperatura é constante em todo o ano (cerca de 26° C a 28°C). Mas no norte, as variações são muito grandes. Na estação fria, a temperatura varia de 17°C, sendo mais baixa no norte, que no sul. Nas grandes altitudes, o clima frio é predominante com neves eternas. As chuvas são mais abundantes a oeste do planalto do Decan e a sudoeste do Himalaia e no Baixo Ganges, tornando-se mais escassas no interior do Decan, sobretudo a noroeste do país, onde se encontra o deserto de Thar. As médias de precipitação anual varia entre menos de 135mm nas áreas desérticas do noroeste e mais de 2000mm no nordeste.
Monções - Com uma quantidade enorme de chuvas, e que são muito necessárias, visto que geralmente depois destes meses quase não chove na Índia.
Inverno - Geralmente no inverno algumas partes ao norte da Índia, principalmente as mais elevadas costumam ter uma temperatura extremamente baixa. Darjeeling no norte da Índia neste período atrai um grande número de pessoas para a prática do ski. Mas geralmente mais ao Sul do país a temperatura é fresca, especialmente durante a noite. No inverno a alta pressão atmosférica contribui para que aumente a poluição, especialmente nas grandes cidades como Delhi e Calcutá, sendo comum você ver pessoas usando pequenas máscaras contra poluição, principalmente no trânsito.
Verão - Durante o verão, especialmente a partir de abril a temperatura é extremamente alta. As temperaturas ficam geralmente acima dos 40°C e temperaturas acima dos 50°C não são incomuns em alguns lugares.
Tanto a agricultura como a indústria são importantes. 64% da força de trabalho é agrícola, mas a rápida industrialização e urbanização estão tomando o lugar das atividades no campo. O crescimento econômico tem sido prejudicado pela alta taxa de natalidade, analfabetismo, preconceito, resistência a mudanças, e a ineficiência da burocracia. Os 250 milhões da classe média serão mais beneficiados pelas reformas de mercado e pela liberalização que vêm sendo instituídas. Mais de 600 milhões vivem em profunda pobreza, e 300 milhões vivem na indigência. Mas de 30% da população é tão pobre que não tem condições de ter uma dieta alimentar apropriada.
População e governo
Cerca de 16% da população mundial é indiana, vivendo em 2,4% da superfície terrestre. Em 2020 a Índia se tornará o mais populoso pais do mundo com cerca de 1,3 bilhões de pessoas.
Para você poder entender o que isso significa, a Índia tem uma população de mais de um bilhão de habitantes (cerca de seis vezes a do Brasil), que se comprimem num território com tamanho três vezes menor do que o Brasil. Tem uma densidade demográfica de aproximadamente 320 hab/km². Embora as condições de vida tenham melhorado em muitas áreas, cerca de um terço da população vive abaixo do limite de pobreza.
Mais de 70% da população vive na zona rural. Muitos deles tem pouca ou nenhuma educação formal e vivem em largas famílias de 5 a 6 filhos. Em contraste, a maioria da população urbana tem de dois a três filhos.
A maior cidade é Bombaim (Mumbai), com uma população (incluindo a área metropolitana) de 17.550.000 habitantes.
Outras Mega Cidades:
Jamshedpur: 1.000.000; Jabalpur: 1.025.000; Allahabad: 1.050.000; Trivandrum: 1.050.000; Calicut: 1.075.000; Nashik: 1.075.000; Agra: 1.150.000; Asansol: 1.175.000; Vijayawada: 1.175.000; Meerut: 1.200.000; Cochin: 1.250.000; Coimbatore: 1.275.000; Patna: 1.275.000; Madurai: 1.275.000; Varanasi: 1.275.000; Indore: 1.400.000; Bhopal: 1.500.000; Ludhiana: 1.550.000; Jaipur: 2.050.000; Nagpur: 2.050.000; Surat: 2.200.000; Kanpur: 2.450.000; Lucknow: 2.450.000; Pune: 3.500.000; Ahmadabad: 4.100.000; Bangalore: 5.400.000; Hyberbad: 6.400.000; Chennai: 6.550.000; Calcutta: 12.800.000.
Urbanização 28%.
Estrutura de idades: * 0-14 anos: 34% (homens 175.228.164; mulheres 165.190.951) * 15-64 anos: 62% (homens 324.699.562; mulheres 301.821.383) * 65 anos e acima: 4% (homens 23.925.371; mulheres 23.138.386) (2000 est.)
Alfabetização (total da população): 52%. Homens 65.5%; Mulheres: 37.7% (1995 est.)
Povos e línguas A grande diversidade racial, étnica, religiosa e lingüística torna difícil uma subdivisão simples da população. Uma pesquisa de 1991 identificou 4.635 comunidades ou grupos de povos. A origem exata da maior parte do povo indiano é impossível de ser determinada por conta da grande variedade de raças e culturas que invadiram e foram assimiladas no subcontinente. Aproximadamente 7% do total da população pertence a mais de 300 tribos catalogadas. A maior parte dos povos indianos não tribais tem características caucásicas e mostram uma considerável variação na cor da pele. Entre as tribos das montanhas setentrionais há características mongóis, como no caso dos nagas; e entre os grupos tribais como os santal de Bengala ocidental há características australóides. Grupos étnicos Indo-arianos 75,3%. No norte e no centro da Índia. Hindi 200.600.000; marathi 81.650.000; bengali 69.760.000; urdu 44.542.000; bhojpuri-bihari 43.300.000; gujarati 40.372.000; orlya 31.000.000; panjabi 24.330.000; sindhi 18.760.000; rajasthani/mawari 17.000.000; assamese 13.947.000; nepali 6.480.000; kashmiri 3.817.000; lambadi/ciganos 3.624.000; konkani 2.371.000; bagri 1.644.000. Dravidianos 22,5%. Maioria no sul da Índia. Grupos maiores: telugu 69.623.000; tamil 58.547.000; malayalam 34.166.000; kannada 33.600.000; oraon 1.932.000. Austro-asiático 1,13%. Espalhados por toda a Índia como grupos tribais. Mais de 80 povos. Grupos maiores (incluindo todas as línguas relacionadas); bhil 10.660.000; gond 8.349.000; santal 5.753.000; kui 2.856.000; munda 1.200.000; ho 1.168.000; khasi 726.000. Sino-tibetanos 0,97%. Predominantemente no nordeste da Índia. Mais de 150 grupos; os maiores: tibetanos (16) 1.950.000; manipuri 1.216.000; naga (28) 940.000; tripuri (8) 814.000; garo 641.000; mizo 446.000; kuki-chin (17) 338.000 Outros 0,1%. Britanicos, chineses, árabes, russos, armenios, judeus. Línguas A Índia é uma verdadeira torre de Babel. Não há uma língua indiana que unifique todo o país, e em parte por isso o inglês é ainda muito falado, mais de meio século depois que a Inglaterra saiu da Índia. A língua é um assunto altamente politizado, pois muitas fronteiras foram definidas segundo zonas lingüísticas. Grandes esforços foram feitos para fazer do hindi uma língua nacional e gradualmente substituir o inglês. Um impeditivo a este plano é que, enquanto o hindi é predominante ao norte, é menos presente em relação às línguas dravidianas do sul. Lá, poucas pessoas falam hindi. A classe alta indiana se agarra ao inglês como a língua da elite, exibindo-a como símbolo de status e passaporte para os negócios internacionais. Línguas ofíciais: hindi (língua oficial), inglês (língua legislativa e judicial), 18 outras línguas oficiais regionais (usualmente dos estados). Todas as línguas 1.652 (24 das quais são faladas por mais de um milhão de pessoas), compreendidas em 14 grandes grupos. Veja abaixo a algumas das muitas línguas faladas na Índia: Linguas (Sub-linguas) e População: Hindi (49) é falado por 407.9 milhões de pessoas cerca de 40% da população, mas é entendido por cerca de 75%; Bengali (5) 84.2 milhões; Telugu (3) 79.8 milhões; Marathi (2) 75.5 milhões; Tamil (4) 64.1 milhões; Urdu (2) 52.5 milhões; Gujarati (4) 49.2 milhões; Kannada (3) 39.6 milhões; Malayalam (3) 36.4 milhões; Oriya (6) 33.9 milhões; Panjabi (5) 28.1 milhões; Assamese (2) 15.9 milhões; Sindhi (3) 2.5 milhões; Nepali (2) 2.5 milhões; Konkani (3) 2.1 milhões; Manipuri (2) 1.5 milhões; Kashmiri (3) 68.000; Sanskrit (2) 59.000. Cultura
A Sociedade Indiana é geralmente patriarcal. É geralmente o homem quem exerce nas relações formais da família. O pai, mais do que a mãe tem o controle sobre os filhos. Em algumas ocasiões ele faz importantes decisões familiares que terá influência sobre toda família durante todo o período que ele viver, mesmo após seus filhos terem-se tornado adultos.
Tratando-se de filhos, os garotos são preferidos, e dentro os muitos fatores, os rituais hindus requerem que os filhos homens cumpram as obrigações de seus ancestrais. Outro fator é o Dowry (dote) que tem de ser pago pelo pai da noiva à família do noivo por ocasião do casamento. Alguns pais hindus quando nasce uma filha, eles já terão que juntar dinheiro para que a sua filha possa se casar um dia.
Gestos e expressões - A tradição oral da Índia tem muitos gestos, expressões e provérbios. Saudações entre amigos invariavelmente invocam o nome de deus ou deuses. Uma dessas expressões: Jai Ramji ki, significa "Possa lord Rama ser vitorioso e protejer nos" e é comum nas áreas rurais no norte da Índia, enquanto vanakkam swami, significa "eu me encurvo diante de você, divino" é comum no Sul.
É considerado sinal de respeito tocar os pés de pessoas mais idosas ou prostrar-se diante delas. A expressão quando se está saindo deve ser "eu irei e voltarei" ou "eu voltarei" nunca simplesmente "eu estou indo". Em qualquer dialeto indiano, a última sugestão significa partir desta vida. Existe uma admirável uniformidade na tradição oral. Alguns provérbios indianos são usados em todos os dialetos.
O inglês tem tido uma grande influência na linguagem e literatura nos últimos 200 anos. É comum na Índia pensar em inglês e falar na sua língua mãe ou vice-versa.
Comida - Ao contrário do que se acredita, nem todos os indianos são oficialmente vegetarianos. O vegetarianismo radical acontece no sul (que não é influenciado pelos comedores de carne aryans e muçulmanos) e na comunidade gujarati. Há variações regionais consideráveis do norte ao sul, parte pelas condições climáticas e parte pelas influências históricas. No norte, há muito mais carne e a cozinha é quase sempre de estilo mughal, que tem uma relação próxima com a comida do Oriente Médio e Ásia Central. A ênfase é mais em temperos que molhos; cereais e pães são mais populares que arroz. No sul é comido mais arroz, há mais comida vegetariana e os curries tendem a ser mais quente. Outra característica da comida vegetariana do sul é que não se usam talheres, somente as mãos - mas nunca use a mão esquerda.
Geralmente, indianos lavam suas mãos, pernas e rostos antes de uma refeição, se assentarão no chão e comerão a comida com os dedos da mão direita. Entre os hindus, a comida é primeiro oferecida para os deuses e então servida para a família pela mulher (dona) da casa, que só come quando todos já tem terminado, embora possa haver exceções.
Indianos geralmente usam aço inoxidável ou vasos de latão (cobre) e pratos. Os ricos usam pratos de prata; em locais mais pobres a comida é servida em pedaços retangulares de folha de bananeira. Em centros urbanos geralmente as pessoas sentam-se a mesa e usam os talheres do estilo ocidental (garfo, faca, colher).
A tradicional comida bengali leva horas para ser preparada e é consumida de maneira bem devagar e prazerosa. Cada pessoa senta-se num pequeno pedaço de carpete no chão. Um grande prato de aço inoxidável ou um pedaço retangular de uma folha de bananeira recém cortada é colocado no carpete bem ao centro, com arroz quente, com pedaços de limão, pimentas verdes inteiras e um pouco de picles, (todos separados). Pequenos pratos ao redor deste grande terão porções de dhal (parecido com lentilhas), vegetais, peixe, carne geralmente de frango e iogurte (coalhada).
Desperdiçar comida é considerado pecado entre os indianos. Para as crianças é dito que a comida desperdiçada vai para o rio Ganges chorar. Nas vilas as sobras de comida são dadas para animais, nas cidades, para os serviçais e mendigos na rua.
As horas de refeições geralmente variam de região para região. Os indianos no sul, costumam não ter café da manhã, mas tem o almoço mais cedo. Os bengalis costumam ter a janta muito tarde da noite.
Casamentos arranjados - Muitos dos casamentos de famílias hindus são arranjados entre as famílias dos noivos para proteger os laços familiares, os quais são muito importantes para as pessoas da Índia. Os pais procuram por apropriados parceiros para seus filhos de familias da mesma religião ou castos. Os jovens indianos raras vezes casam-se fora de sua própria religião ou casta, mas podem ocorrer exceções. Através de um casamento arranjado, duas famílias entram em uma relação mútua. Quando problemas surgem no casamento, ambas as famílias tentam trabalhar juntas para ajudar o casal a resolver o problema.
Alguns hindus acreditam que uma pessoa solteira não tem status social. Um casamento hindu é considerado uma perpétua aliança, um sagrado e inalterável união. Raramente, um casamento tradicional hindu é confiado aos caprichos de um jovem e uma jovem. Os pais arranjam a aliança depois de consultar os mais velhos ou anciãos da família e os astrólogos indianos, comparando primeiro, horoscópos, castas, e contexto familiar e social. A cerimônia de um casamento hindu é cheia de simbolismos, e preparativos geralmente começam semanas antes do evento. O ritual praticado pode variar em detalhes de região para região, mas o ritual védico tem permanecido inalterado por mais de 2000 anos.
Construindo um altar para o deus Agni (divindade vedica do fogo), o sacerdote hindu diz assim agir como Brahma, o criador. A noiva e o noivo são também comparados à deuses e deusas hindus: Shiva e Shakti ou Vishnu e Lakshmi. O casamento é completo quando o noivo prende um fio sacrado (cheio de flores), chamado mangala sutra, ao redor do pescoço da noiva, o casal caminha ao redor do fogo e recita os versos de casamento do Rig Vega, e "bençãos" são conferidas à eles pelos anciãos presentes.
Segundo eles, a união é desta forma santificada, fazendo o divórcio uma coisa impensável na tradição indiana. Não existe palavra equivalente para a palavra divórcio no dicionário de qualquer língua indiana. Talaq, significa divórcio, é usada livremente em Hindi, mas este é um termo arábico importado pelos muçulmanos, para os quais o divórcio é permitido, embora fortemente desencorajado.
Eventos e Festivais - A Índia tem um grande número de festivais. Todo festival hindu está associado com um conto mitológico e são dedicados aos vários deuses do pateão hindu.
Alguns dos mais importantes são:
Festival do Dia da República que acontece em 26 de janeiro, em Déli, com elefantes, procissão, poder militar e esplendor principesco.
Holi, em fevereiro ou março, é um dos festivais hindus mais festejado no norte da Índia. Marca o final do inverno e envolve basicamente jogar água colorida e pó vermelho em todo mundo.
O festival Shi'ite Muharram, de 10 dias, comemora o martírio do neto de Mohammed. Tem uma grande parada e os penitentes dedicados se açoitam com chicotes em fervor religioso. É melhor visto em Lucknow, a principal cidade Shi'ite da Índia, e geralmente acontece em abril/maio.
Kumbh Mela comemora uma antiga batalha entre deuses e demônios por um jarro (kumbh). Na luta pelo jarro, quatro gotas do néctar caíram em Allahabad, Haridwar, Nasik e Ujjain. O mela acontece a cada três anos em uma destas quatro cidades.
Não se deve confundir o festival de carro Rath Yatra com um rali. Esse festival, que acontece em Puri em junho e julho, envolve o enorme carro templo do chamado "lord Jagannath" fazendo sua jornada anual, empurrado por milhares de devotos esforçados. Um dos grandes eventos do ano em Kerala são as Corridas de Barco da Copa Nehru, na represa de Alappuzha (Alleppey), que acontecem no segundo sábado de agosto.
Em 15 de agosto acontece o Dia da Independência, um grade feriado nacional secular. Em Delhi há um grande cerimônia no Red Fort.
O festival de Ganesh Chaturthi em agosto/setembro, é dedicado ao popular deus com cabeça de elefante Ganesh. É celebrado em muitos lugares, mas com especial entusiasmo em Maharashtra. Santuários são erguidos, fogos de artifício são acesos, ídolos de argila são submersos em rios ou no mar e todos evitam olhar para a lua. Em setembro/outubro acontece nas montanhas o Festival dos Deuses, em Kullu. É parte do Festival Dussehra, que é mais festejado em Mysore e Ahmedabad.
Em novembro, acontece o Festival do Camelo, em Pushkar, no Rajastão. Diwali (ou Deepavali) é o mais celebrado festival do calendário hindu e pode acontecer entre setembro a Novembro. Doces, lamparinas e fogos de artifício têm papéis importantes nesta celebração em honra de numerosos deuses.
Sistema de castas Um sistema que perpetua a superioridade racial dos bramanes e outras castas mais altas sobre a maioria. Fundamental para o hinduísmo, influência toda a estrutura social e religiosa da Índia. A descriminação de casta é proibida pela constituição, mas é socialmente importante para mais de 80% da população. Existe uma estimativa de 6.400 castas. Cada uma funciona na realidade como um grupo separado por causa das altas barreiras sociais que as separam. * Castas alta 15,4%. Bramanes; a casta sacerdotal. * Castas atrasadas 56,6%. * Castas regulares ou Dalits 18,1%. (Também conhecidos como os fora das castas, intocáveis, harijan). Geralmente destítuidos, subjugados e explorados. * Tribais ou Advasi 9,5%. Tribos suplementares que algumas vezes não são considerados parte da estrutura de castas, mas geralmente são influenciados pelo pensamento de casta. * Outros 0,4%. Que não são considerados parte do sistema de castas. Sírios (cristãos) e refugiados Afegãos, iranianos e outros. O sistema de castas subjuga as castas mais baixas, principalmente as mulheres. É comum você ver mulheres (como esta da foto) e até crianças trabalhando pesado na construção civil. Embora a palavra "casta" tenha sido introduzida pelos portugueses por volta do século XV d.C., a principal característica do sistema surgiu no final do período védico. Dois termos - "varna" e "jati" - são antigos termos usados na Índia para definir o sistema de castas, sendo gradativamente substituída por alguns pelo termo casta. Varna Literalmente quer dizer "cor". Por volta de 600 a.C., este tinha-se tornado um padrão de classificação da população. A pele clara dos arianos os distinguia dos primeiros habitantes da Índia, que tinham a pele escura. O "varna" é uma divisão social hindu, que divide em quatro categorias a sociedade: * Bramanes (brahmins) eram visto como vindos da boca de Brahma; * Kshatriyas (ou Rajputs como eles são geralmente chamados no noroeste da Índia) como guerreiros, vindo dos braços de Brahma; * Vaishyas, uma comunidade de comerciantes, vindo das coxas de Brahma; * Sudras, classificados como agricultores, vindo dos pés de Brahma. Relegados para fora da civilizada sociedade hindu estavam os intocáveis ou pária (fora da casta), que recebiam apenas os serviços que eram considerados impuros ou imundos, geralmente associados com os mortos (homens ou animais) ou com excrementos. Jati Muitos brâmanes e Rajputs estão cônscios de seu status dentro do "varna", mas muitos indianos não querem se colocar dentro de uma das quatro categorias do "varna", mas dentro de um grupo "jati". Existem milhares de diferentes grupos jatis em toda Índia. Nenhum destes grupos se considera como igual em status à qualquer outro grupo, mas todos são partes de uma hierarquia local ou regional. Estes não são organizados em qualquer sentido institucional, e tradicionalmente não havia um registro formal do status da casta. Enquanto indivíduos acham impossível mudar de casta ou subir na escala social, grupos algumas vezes tentariam ganhar reconhecimento como mais alta casta pelo adoção de práticas dos Bramanes (Brahmins) tais como tornar-se vegetariano. Muitos costumavam ser identificados com atividades particulares e ocupações costumavam ser hereditárias. O membro de uma casta é definido simplesmente pelo nascimento. Todavia pode se ser evitado por sua casta, geralmente por desobediência as regras das castas, tal como casamento desfeito. Como não se pode fazer parte de outra casta, tecnicamente esta pessoa se torna um sem casta ou pária. E em muitos lugares, principalmente no interior, isto pode significar que esta pessoa não poderá continuar a trabalhar e a conviver entre eles. Fatos históricos
A primeira grande civilização da Índia esteve no seu ápice durante mil anos a partir de 2.500 aC, no vale do Rio Indus. Suas grandes cidades eram Mohenjodaro e Harappa (agora no Paquistão) onde floresceu uma civilização complexa, dirigida por religiosos com rudimentos do hinduísmo. Os arianos invadiram a Índia até o sul vindos da Ásia Central entre 1.500 e 200 a.C. e controlaram o norte da Índia até as montanhas Vindhya, onde agora é Madhya Pradesh. Eles expulsaram os dravidianos para o sul.
Os invasores trouxeram seus deuses, suas tradições pecuárias e carnívoras, mas foram absorvidos em tal nível que no século oitavo a.C. a casta religiosa conseguiu restaurar sua supremacia. Isso consolidou-se no sistema de castas, cuja hierarquia foi mantida por regras rígidas, feitas para assegurar a posição dos brâmanes. O budismo surgiu por volta de 500 a.C. e trouxe um grande desafio ao hinduísmo bramânico: a condenação das castas. O budismo sobrepujou o hinduísmo no século terceiro a.C., quando foi adotado pelo imperador mauriano Ashoka, que controlou a Índia mais que qualquer outro governante antes dos mughals.
Vários impérios apareceram e caíram após o fim dos mauryas, mas o mais impressionante foi o gupta, que durou do século quarto d.C. até 606. Foi uma fase dourada para a poesia, literatura e arte, com grandes trabalhos realizados em Ajanta, Ellora, Sanchi e Sarnath. O hinduísmo foi reavivado neste período e o budismo começou a declinar. A invasão dos hunos marcou o final dos guptas e o norte da Índia foi dividido em vários reinos hindus, não unificados novamente, até a vinda dos muçulmanos.
O distante sul não foi afetado pela ascensão e queda de reinos no norte, e o hinduísmo nesta região nunca foi ameaçado pelo budismo ou jainismo. A prosperidade do sul foi sustentada por laços comerciais antigos com egípcios, romanos e povos do Sudeste da Ásia. Entre os grandes impérios que surgiram no sul estão os Pandyas, Cheras, Chalukyas, Pallavas e Cholas.
Enquanto os reinos hindus governavam no sul e o budismo enfraquecia no norte, o poder muçulmano chegava à Índia, vindo do Oriente Médio. Em 1192, eles chegaram de forma mais forte e em 20 anos toda a bacia do Ganges estava sob seu controle. No entanto, os sultões muçulmanos eram um rebanho fraco e o islamismo não conseguiu penetrar no sul, onde o império Hoysala governou de 1.000 a 1.300 d.C. Dois grandes reinos resultaram no atual Karnataka: o poderoso reino hindu de Vijayanagar, cuja bela capital fica em Hampi, e o reino brâmane muçulmano, que foi fragmentado em cinco domínios independentes: Berar, Ahmednagar, Bijapur, Golconda e Ahmedabad.
Os imperadores Mughal são os gigantes da história da Índia. Eles chegaram no Punjab vindos do Afeganistão, derrotaram o sultão de Déli em Panipat, em 1525, e entraram em uma era dourada de arquitetura, arte e literatura. Sua ascensão foi rápida, mas o declínio também: houve apenas seis grandes imperadores Mughal. O império Maratha esteve em vigor no século XVII, graças às façanhas da baixa casta Shivaji, e gradualmente conquistou mais do domínio Mughal. Os Marathas controlaram a Índia Central até que caíram sob o último poder imperial, o britânico.
O poder britânico na Índia inicialmente era exercido pela Companhia das Índias Orientais, que estabeleceu um entreposto comercial em 1612, em Surat, Gujarat. Os britânicos não foram os primeiros ou os únicos poderes europeus na Índia no século XVII: os portugueses controlavam Goa desde 1510 (antes dos Mughals chegarem à Índia) e os franceses, dinamarqueses e holandeses também tiveram entrepostos de comércio. O poder britânico foi do tempo que Clive retomou Calcutá, em 1757, até a vitória britânica na quarta guerra Mysore, em 1799. A longa luta entre os britânicos e os Marathas finalmente acabou em 1803, o que deixou quase o país inteiro sob o controle da Companhia Britânica Oriental.
Os britânicos viam a Índia basicamente como um local para fazer dinheiro e não se importavam com sua cultura, crenças ou religiões. Exploraram ferro e carvão, plantações de chá, café e algodão e começaram a construir a vasta rede ferroviária do país. Eles encorajavam a existência de terras ociosas, pois isso facilitava a administração e arrecadação de impostos, criando camponeses empobrecidos e sem terra - um problema que até hoje é crônico em Bihar e oeste de Bengala. A revolta indiana ao norte do país, em 1857, levou ao fim da Companhia das Índias Orientais, e a administração do país foi tardiamente passada ao Governo Britânico. Os 50 anos seguintes foram os anos dourados do império onde o sol nunca se põe.
A oposição ao domínio britânico começou na virada do século XX. O "Congresso" , que havia sido estabelecido para dar à Índia um determinado grau de autonomia, começou a querer mais. Fora do Congresso, pessoas mais radicais começaram a lutar pela independência por meios mais violentos. Finalmente, os britânicos tomaram rumo a favor da independência, a exemplo do Canadá e Austrália. Em 1915, Gandhi voltou da África do Sul, onde atuava como advogado, e se voltou para a independência, adotando a política de resistência passiva, ou satyagraha, em relação ao poder britânico.
A Segunda Guerra Mundial significou o fim do colonialismo e do mito da superioridade européia e a independência da Índia tornou-se inevitável. Dentro da Índia, no entanto, a grande minoria muçulmana começou a perceber que uma Índia independente seria dominada pelos hindus. As eleições locais começaram a revelar um crescimento alarmante do comunalismo, com a liga muçulmana, liderada por Muhammad Ali Jinnah, representando a grande maioria de muçulmanos e o Partido do Congresso, liderado por Jawaharlal Nehru, representando a população hindu. O desejo de Jinnah de uma nação muçulmana governada por ele foi o maior obstáculo à independência.
Diante do impasse político e crescente tensão, o vice-rei, Lorde Louis Mountbatten, relutantemente decidiu dividir o país e criar uma rápido projeto para a independência. Infelizmente , as duas regiões muçulmanas estavam em lados opostos do país - o que significava que a nova nação muçulmana do Paquistão teria uma metade oriental e uma ocidental, divididas por uma Índia hostil. Quando a linha divisória foi anunciada, aconteceu o maior êxodo humano da história, com os muçulmanos mudando-se para o Paquistão e os hindus e sikhs voltando à Índia. Durante a migração, aconteceram atos de violência bárbara. No fim deste caos, mais de 10 milhões de pessoas trocaram de lugar e mesmo as estimativas mais conservadoras calculam que foram mortas mais de 250.000 pessoas. Os estágios finais do processo de independência guardava ainda uma última grande tragédia. Em 30 de janeiro de 1948, Gandhi, profundamente desapontado pela separação e pelo sangue derramado, foi assassinado por um fanático hindu.
Após o trauma da separação, o primeiro-ministro da Índia, Jawaharlal Nehru, criou uma constituição leiga, planejamento central socialista e uma política rígida de não-alinhamento. Apesar da Índia manter relações cordiais com seu ex-colonizador e participar da União das Nações Britânicas, direcionou-se para a ex-URSS - em parte devido aos seus conflitos com a China e em parte pelo apoio dos EUA ao arquiinimigo Paquistão, que foi especialmente hostil à Índia graças à exigência do Kashmir dominado pelos muçulmanos. Houve conflitos com o Paquistão em 1965 e 1971, devido às questões do Kashmir e aos problemas envolvendo o Paquistão Oriental e Bangladesh.
A próxima grande primeira-ministra do país foi a filha de Nehru, Indira Gandhi, eleita em 1966. Ela ainda é bastante querida, mas é lembrada por alguns por ter desrespeitado as bases democráticas do país ao declarar um estado de emergência, em 1975. A senhora Gandhi foi assassinada por seus guarda-costas sikhs em 1984 como represália à sua decisão de usar o exército indiano para expulsar radicais sikh armados do Templo Dourado de Amritsar. O poder político da dinastia dos Gandhi continuou com seu filho, Rajiv, um piloto de avião sem nenhum interesse em política que foi levado ao poder.
Rajiv trouxe novas políticas, mais pragmáticas, para o país. Investimento estrangeiro e o uso de tecnologia moderna foram encorajados, as restrições de importação foram abrandadas e muitas novas indústrias foram criadas. Estas medidas certamente projetaram a Índia nos anos 90 e tiraram o país do seu isolamento, mas fizeram pouco para estimular o gigantesco setor rural. Rajiv teve um destino parecido com o da mãe quando foi assassinado na campanha de Tamil Nadu por um partidário dos Tigres Tamil de Sri Lanka. A Índia teve três líderes desde Rajiv Gandhi, todos determinados a arrastar a índia, contra a sua vontade, para a economia mundial global.
Os perigos do comunalismo na Índia foram exibidos claramente nas Ayodhya fracas em 1992, quando uma multidão hindu se juntou e destruiu uma mesquita que eles acreditavam ter sido o local de nascimento do Rama. O partido nacionalista Hindu Bharatiya Janata (BJP) tem explorado tais oportunidades. A corrupção no partido do Congresso impediu os adeptos de uma índia leiga e tolerante de oferecer uma boa alternativa política. O BJP foi retirado do poder por uma improvável coalizão de pequenos partidos conhecidos como Frente Unida (e apelidada de 13 perdedores), que tinha o apoio do Congresso. Em novembro de 1997, o Congresso retirou o apoio, o Lok Sabha foi dissolvido e eleições foram convocadas para fevereiro de 1998.
As eleições foram vencidas por uma coalizão do BJP e Atal Bihari Vajpayee tornou-se primeiro-ministro pela segunda vez. Apesar dos perigos da política comunalista, a posição tradicionalista hindu do BJP atraiu votantes preocupados com os valores tradicionais em face das influências modernas globais. Se você vir Baywatch, dublado em hindi e transmitido via satélite, entenderá essa preocupação. Acreditava-se que as políticas mais extremas do BJP seriam abrandadas por largo espectro de coligações. A suposição mostrou-se falsa quando eles prometeram fazer da Índia uma força nuclear algumas semanas após as eleições. Apesar da desaprovação internacional, os testes nucleares foram exultados na Índia e levaram à aprovação do BJP.
No início de 2001 um grande escandâ-lo de corrupção abalou os alicerces do BJP, fazendo que perdesse a eleições estaduais em vários estados indianos. Mas mesmo assim continua com apoio de outros pequenos partidos com maioria no Congresso, e assim governando a Índia.
Para maiores informações: Enciclopédia Multimídia Microsoft ENCARTA Almanaque ABRIL, editora Abril Ore pela Índia - www.orepelaindia.com |