
SITUAÇÃO MISSIONÁRIA
O catolicismo romano é a religião
oficial, mas há liberdade de religião e respeito considerável pelos
evangélicos.
Não religiosos/outros:
2%.
Judeus: 0,7%. O número
de judeus seculares é mais do que o dobro desse número. É o sexto maior
grupo de judeus da Diáspora.
Muçulmanos: 1,5%.
Metade dos árabes é muçulmana.
Animistas: 0,3%. Uma
minoria dentro de algumas tribos ameríndias.
Cristãos: 95,5%.
Nominais 4,6%. Filiados 90,9%. Crescimento 1,6%.
:: Evangélicos/Protestantes:
8,0%. Filiados 7,73%. Crescimento 6,1%.
:: Católicos Romanos:
85,3%. Filiados 81,16%. Crescimento 1,1%.
:: Ortodoxos: 0,6%.
Filiados 0,45%. Crescimento 0,9%
Missionários evangélicos/
protestantes:
Para a Argentina: 913 (1 para cada 35.400 habitantes) em 76 missões.
Da Argentina: 144 (1 para cada 17.300 evangélicos/protestantes) em 23
missões.
MOTIVOS DE ORAÇÃO
1. Relatórios surpreendentes à
respeito do reavivamento na Argentina são motivos de louvor! Tem havido uma
enxurrada de conversões em resposta a toda forma de evangelismo. Alguns
dizem que os evangélicos seriam 12% da população. Décadas de ditadura e
maus governos militares, o trágico desastre da guerra contra a Inglaterra
em 1982 pelas Falklands (Malvinas), e o colapso econômico nacional foram
fatores que levaram esse povo altivo a responderem dessa forma ao
evangelho.
2. O crescimento das igrejas
evangélicas tem sido dramático, especialmente nas grandes cidades, mas
menor no interior. O crescimento tem acontecido em quase sodas as
denominações evangélicas mas principalmente entre os pentecostais. Esse
crescimento tem esgotado os recursos das igrejas de tal forma que a
conservação e o amadurecimento dessa colheita de almas tem sido
inadequado; o abandono da fé e a perda para outras seitas têm sido
generalizada. É reconhecido que apenas 10% dos que se decidem se filiam à
igreja. Ore pela continuação e aprofundamento desse reavivamento nesta
década de 90 para que todos distritos e denominações sejam tocados.
3. A guerra espiritual contra as
forças das trevas tem sido uma parte importante no ministério cristão, e
golpes certeiros têm sido desferidos contra a servidão, feitiçaria e
pecado, com resultados dramáticos Ore pela proteção e continua saúde
espiritual de todos os que estão na frente de batalha. Os perigos são o
orgulho aberto no sucesso, um ministério desequilibrado, disciplina
inadequada e a ênfase no fazer e não no ser. Ore para que
mais cristãos se envolvam nos governos locais e nacional onde os baixos
padrões éticos e a corrupção prevalecem, e ore para que isso resulte na
reconstrução moral e espiritual da sociedade.
4. Ore pela unidade dos crentes. Louve
a Deus pelas vigílias de oração que se realizam regularmente pelo país
estimadas em 13.000. No entanto, as barreiras denominacionais, as divisões
doutrinárias e o conflito pelo poder entre os líderes estão prejudicando a
causa de Cristo. Ore pela Federação Pentecostal e a Allianza
Cristiana de las Iglesias Evangélicas (ACIERA) nos seus esforços para
unir os crentes.
5. A liderança para a igreja é um
ponto crítico para um maior crescimento. Falta de recursos, prédios e
professores impedem muitos de se prepararem para o ministério. A maioria
das escolas bíblicas estão cheias. Alguns colégios teológicos enfatizam
mais o humanismo, a teologia da libertação e a ação social do que a
pregação da Palavra. Ore pelo chamado, treinamento e uso eficiente de
cristãos maduros que andem humildemente diante do seu Deus.
6. As igrejas da minoria imigrante
(especialmente entre os italianos, dinamarqueses, holandeses e galeses) no
passado eram uma proporção significativa de protestantes. Eles olhavam
pelas necessidades espirituais das igrejas de suas comunidades, mas não
evangelizavam a maioria de língua espanhola, apesar de que os crentes
italianos, russos e chilenos evangelizavam os seus próprios grupos. Eles
estão em declínio, em parte devido aos filhos que falam espanhol e não
sentem-se à vontade em suas igrejas. As igrejas étnicas de jovens coreanos
e chineses estão crescendo.
7. Os ameríndios dos pampas do chaco
no norte têm respondido ao evangelho, e uma grande proporção são cristãos
ativos através da obra do SAMS (South América Missionary Society),
menonitas e pentecostais. Ainda permanecem bolsões de animismo, e muitas
seitas indígenas têm aparecido o que levam alguns a se extraviarem. A
vinda do evangelho salvou esse povo e sua cultura e deu-lhes altivez e
dignidade para sobreviver à prosperidade do mundo moderno.
Ore pela:
a) Maturidade e crescimento dessas igrejas e seu integração na vida
nacional.
b) Ministério de gravações da GRn (Global Recordings network) disponível
em 12 línguas.
c) Programas de tradução da Bíblia; o trabalho está continuando em sete
línguas.
8. Missões. A maior necessidade é por
missionários maduros, capazes de assessorarem a igreja no estudo bíblico ,
na implantação de igrejas e dar uma visão de missões.
Ore pelo
estabelecimento de igrejas e trabalho de ajuda de missionários com a AoG –
Assemblies of God - EUA & Brasil (67), CBFMS – Conserv.
Baptist For Mission Society (38), Irmãos
(30), CMA – Christian and Missionary Alliance (22), GMU – Gospel
Missionary Union (12), e SBC – Southern Baptist Convention (11).
Países que mais contribuem com missionários: EUA
(517), Alemanha (104), Brasil (64), Inglaterra (55), Suécia (52).
9. Desafios para evangelismo:
a) Áreas rurais pequenas cidades, que têm sido menos atingidas pelo
reavivamento.
b) Os judeus calculados em 500.000, a maioria em Buenos Aires, altamente
secularizados mas mostram interesse pelo evangelho. Até agora, pouco tem
sido feito, mas a JFJ – Jews for Jesus, Ministérios de Pessoas Escolhidas
e outras 10 missões têm ministério com judeus.
c) A sofisticada classe alta da capital, que tem sido difícil para ser
alcançada pelo evangelho.
d) O pobre urbano. As igrejas locais estão se esforçando para atender as
necessidades sociais entre eles, mas o desafio é enorme.
e) Estudantes universitários cujo número chega a 902.000, sendo que mais
da metade está em Buenos Aires. Existem poucos estudantes testemunhando
ativamente; ore pelo pessoal e grupos da IFES – International Fellowship
of Evangelical Students.
10. A visão missionária da igreja
Argentina é pequena mas está crescendo com um interesse significativo pela
Espanha e norte da África. A crise econômica e a hiperinflação têm
dificultado a manutenção do sustento missionário. O comitê da COMIBAM –
Comissão Missionária Ibero Americana - tem uma grande tarefa
interdenominacional em estimular e facilitar a visão para missões. Ore
para que pastores e igrejas tenham uma visão pelos povos não alcançados do
mundo.
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Na América Latina, a República Federativa da Argentina é o
segundo maior país em área, após o Brasil; e o quarto em população,
depois do Brasil, México e Colômbia. O país está situado na extremidade meridional da América do
Sul, cobrindo uma grande faixa de terras com 2,7 milhões de quilômetros
quadrados, estendendo-se do Trópico de Capricórnio ao extremo sul do
continente a 1.100 quilômetros de distância da Antártida. A Argentina
reivindica uma porção daquele continente, como também as Ilhas Falkland
(Malvinas) e outras ilhas do Sul do Oceano Atlântico. O país faz
fronteira com o Chile no oeste e sul; a Bolívia e Paraguai no norte; e
Brasil, Uruguai e o Oceano Atlântico no leste. O idioma oficial da
Argentina é o espanhol. O país foi colonizado do século 16 ao 18 por
colonos da Espanha e de outras partes de América do Sul. Emigrantes de
muitos países europeus, inclusive da Itália e da Alemanha, se instalaram nas
planícies centrais e sul durante o século 19. A agricultura, baseada em
grão e gado, se tornou o fator dominante na economia argentina e para a
maioria de suas exportações. A indústria e o comércio não manteve o
ritmo suficiente para acompanhar o crescimento populacional do país. No
final da década de 90 a instabilidade econômica agravou-se fazendo com
que toda a economia entrasse em colapso. A capital federal é Buenos
Aires.
Território
e recursos
A paisagem argentina estende-se numa inclinação que se projeta desde a
Cordilheira dos Andes ao Oeste, para a costa Atlântica no leste. A
fronteira ocidental com o Chile segue os desenhos dos altos cumes dos
Andes, com altitudes que ultrapassam os 6 mil metros ao norte para menos
de 1.500 metros na "Tierra del Fuego" à costa sul do continente. Uma
dessas montanhas, o Aconcágua, é o pico mais alto da América do Sul com
a altitude de 6.959 metros. Partindo do sistema andino em direção ao leste, o território
é formado por uma planície que desce gradativamente até o nível do
mar. No norte, as planícies argentinas ocupam a parte meridional da
região do Chaco. Os Pampas englobam as regiões agrícolas mais
produtivas do país. A Patagônia é formada por planaltos escalonados,
vales fluviais baixos e serras.
Rios com extensão e volume d'água consideráveis fluem pela Argentina. Os
principais rios são o Paraná, o Uruguai, o Paraguai e o Rio da Prata
(confluência do Paraná com o Uruguai). As cataratas do Iguaçu
encontram-se no rio homônimo. Também são importantes os rios Negro,
Colorado, Mendoza, Diamante, Pilcomayo, Bermejo, Dulce e Salado. Entre o
Salado e o Colorado, vários rios desembocam em salitrais e pântanos ou
desaparecem sob a terra. São numerosos os lagos, destacando-se o Esquel
e o Calafate.
O clima da Argentina é predominantemente temperado, com exceção de uma pequena faixa tropical, a
noroeste, e da região subtropical do Chaco. Nas proximidades do Trópico
de Capricórnio, as temperaturas são altas. O clima é frio nos Andes,
na Patagônia e na Terra do Fogo.
A
vegetação natural varia muito: na quente e úmida região do noroeste,
a vegetação é tropical; nos Pampas e em boa parte da Patagônia não
existem árvores, a não ser variedades resistentes à falta de umidade;
nos Andes Patagônicos encontram-se densos bosques; as ramificações
andinas da Patagônia e zonas da Terra do Fogo são povoadas por florestas de coníferas; as áridas
regiões andinas do noroeste argentino são cobertas de cactos e outras
plantas espinhosas.
População
e governo
Cerca
de 85% da população descende de europeus. Porém, os primeiros habitantes
a viverem na região onde hoje corresponde o território da Argentina
foram numerosos grupos indígenas. Os mais importantes pertenceram às
tribos Guarani. Um grupo de nômades indígenas estabeleceu-se nos pampas.
Ao obterem cavalos de invasores espanhóis, estes índios prosperaram
tornando-se oponentes dos conquistadores europeus. Tribos se espalharam,
habitando o território andino desde o norte em direção ao sul. Porém, a
maioria dos nativos foi morrendo aos poucos devido a guerras e doenças
ocasionadas pela invasão espanhola que começou em 1516. Hoje, os índios
ou mestiços somam apenas 3% da população. Apesar de terem sido feitas
várias estimativas para a população indígena antes da conquista
espanhola, um número mais otimista calcula em 300 mil o número atual de
índios argentinos. Atualmente, a Argentina é habitada por um grupo
numeroso de descendentes europeus.
Um aspecto interessante de ser observado na história do país é que os
escravos africanos nunca foram importantes durante o período colonial da
Argentina, ao contrário do seu vizinho Brasil, por exemplo. Isso se deve
ao fato de que nem a mineração, nem a agricultura tiveram um papel
significante na economia colonial. Da mesma forma, como chegaram os
colonos europeus, uma população branca logo ficou predominante.
A população em 1995 era de
34.264.000 habitantes, com uma densidade de 12 hab/km2. A cidade mais importante é Buenos Aires, com
2.965.403 habitantes (somando-se o aglomerado denominado ‘Grande
Buenos Aires’ ou região metropolitana, a sua população ultrapassa
os 11 milhões de habitantes). Outras cidades são: Córdoba com
1.148.305 habitantes, o porto fluvial de Rosario com 894.645 habitantes,
La Plata com 644.155 habitantes, Mar del Plata com 523.178 habitantes,
San Miguel de Tucumán com 626.143 habitantes, Salta com 373.857
habitantes e Mendoza com 121.739 habitantes.
O
espanhol, como já foi dito, é o idioma oficial, mas em algumas localidades falam-se línguas
indígenas. Mais de 92% da população é católica. Existem minorias
judaicas, protestantes e de outras religiões cristãs e não-cristãs.
Segundo
a Constituição de 1853, a Argentina é uma república federativa
governada por um presidente. Depois do golpe de Estado de 1966, foram
suspensas todas as garantias constitucionais; a Constituição de 1853 só
foi restabelecida em 1983.
Economia
A Argentina foi tradicionalmente um dos países mais próspero da América
Latina. Ao contrário dos seus vizinhos, o país desenvolveu uma indústria
forte e uma agricultura avançada. Porém, a economia foi sofrendo o
desgaste provocado por uma severa inflação que foi agravando-se cada vez
mais desde o início da década de 80. Essa condição ficou ainda pior,
após uma sucessão de governos instáveis e problemas políticos internos e
externos.
Atualmente
a
economia do país baseia-se na produção agrícola e na pecuária. A Argentina
é uma das principais nações produtoras de carne, cereais e azeite do
mundo. Apesar dos retrocessos da década de 1980, a exportação de gado
desempenha importante papel no comércio internacional. Também produz e
exporta grande quantidade de lã.
Os
pesqueiros argentinos, potencialmente muito produtivos, não são
plenamente explorados. Embora o país disponha de grande diversidade de
reservas de petróleo, carvão e metais variados, a mineração não tem
recebido muita atenção. Somente nas últimas décadas houve um aumento
na produção de petróleo e carvão. A produção de gás natural também
é importante.
O
parque industrial concentra-se em Buenos Aires. O setor mais importante
e antigo é o de processamento e embalagem de produtos alimentícios,
seguido pelo setor têxtil.
Fatos históricos
O nível de desenvolvimento da civilização indígena antes da chegada dos
primeiros colonizadores europeus, no início do século 16, não era
comparável ao que havia chegado os Astecas, Maias ou os Incas. Os índios
que habitavam a região onde hoje constitui o território argentino eram
caçadores nômades, enquanto outros cultivavam pequenas lavouras com
técnicas rudimentares. Em
1516, o espanhol Juan Diaz de Solís chegou ao grande estuário do Rio
da Prata. A colonização da região foi iniciada em 1535 pelo espanhol
Pedro de Mendoza; seus esforços para estabelecer uma colônia
permanente foram dificultados pela hostilidade dos nativos.
Santiago del Estero, fundado em 1553, foi o primeiro
assentamento permanente em território argentino. Em 1580 Juan de Garay
funda Buenos Aires que, em 1776, torna-se capital do vice-reino do Prata
formado pelos territórios atuais da Argentina, Bolívia, Paraguai e
Uruguai.
Desde
o início do século XIX, os membros da colônia participaram de forma
ativa do movimento de independência que começara a se irradiar pela América
do Sul e que alcançou seu apogeu após o destronamento do rei espanhol
Fernando VII em 1808. Instaurou-se então um governo provisório que depôs
o vice-rei e lançou uma campanha para ampliar a revolução. Em 1813, a
parte libertada do vice-reinado dividiu-se em 14 províncias. José de
San Martín e Carlos de Alvear assumiram o comando do exército rebelde.
Entre
1810 e 1815, sucederam-se vários governos com as mesmas funções do
vice-rei. A declaração oficial de independência aconteceu em 1816 no
Congresso de Tucumán. Nasceram ali, no dia 9 de julho, as Províncias Unidas do
Rio da Prata, sob Juan Martin de Pueyrredón. Durante os próximos anos
seguiu um período de conflitos intensos que culminou numa guerra com o
Brasil, resultando na independência da província Cisplatina, que se
tornou um Estado soberano com o nome de Uruguai.
O
regime unitário fracassou e voltou-se à antiga forma de governo, na
qual cada província se autogovernava. A luta entre federais e unitários
ocasionou diversas guerras civis. Em 1829, Juan Manuel de Rosas foi
eleito governador de Buenos Aires e conseguiu a pacificação; deixou o
seu pensamento na Carta da Fazenda de Figueroa e proclamou uma Constituição
nacional. O país viveu sob seu regime ditatorial durante 17 anos.
Em
1852, o também federalista Urquiza, depois da batalha de Caseros contra
Rosas, conseguiu reunir um Congresso Geral Constituinte que promulgou a
Constituição de 1853. Formou-se, de um lado, a Confederação
Argentina — que tinha a cidade do Paraná como capital e Urquiza como
Presidente — e, do outro, a província de Buenos Aires, que não
proclamou sua independência nem se uniu à Confederação. Essa situação
se prolongou por dez anos. Pelo Acordo de San José de Flores, Buenos
Aires comprometeu-se a fazer parte da Confederação. Em 1862,
realizaram-se eleições e Bartolomeu Mitre foi eleito presidente.
Em 1866 o Paraguai inicia uma campanha procurando expandir seu
território em direção ao Oceano Atlântico - obviamente, ocupando a área
dos países vizinhos. Numa sangrenta guerra aliada ao Brasil e Uruguai,
entre 1866 e 1870, os exércitos dos três países invadiram o Paraguai
e massacraram três quartos da população local.
Entre
1862 e 1880, sucederam-se os governos de Mitre, Sarmento e Avellaneda,
que lançaram os fundamentos para a construção da nacionalidade.
Incorporou-se o norte da Patagônia, proclamou-se Buenos Aires capital
federal e fundou-se a cidade de La Plata.
Em
1880, Julio Argentino Roca foi eleito presidente; a Argentina fez
grandes progressos, transformando-se em uma das principais nações
exportadoras de matérias-primas. Em 1912, promulgou-se uma lei pela
qual o voto passou a ser secreto e obrigatório para a população
masculina. Em 1916, sob a vigência da nova lei, Hipólito Yrigoyen
elegeu-se presidente e governou até 1930.
A
crise econômica mundial que estourou em 1929 teve graves repercussões
na Argentina. Em 1930, os conservadores deram um golpe militar fascista.
Iniciou-se o período denominado de ‘Década Infame’, caraterizado
pela fraude eleitoral e pela corrupção. Nas eleições de 1936, os
candidatos do governo triunfaram. Não obstante, o presidente Roberto
Maria Ortiz procurou fortalecer a democracia. Com o início da II Guerra
Mundial, Ortiz proclamou a neutralidade da Argentina.
Em
1940, Ortiz delegou temporariamente o poder ao vice-presidente Ramón
Castillo, que abandonou a linha política de seu predecessor. A
Argentina e o Chile foram os dois únicos países americanos que se
negaram a romper relações com as potências do Eixo.
Em
seguida à demissão de Ortiz em 1942, um grupo militar depôs o seu
sucessor Castillo, dissolveu os partidos políticos e fechou os jornais
de oposição. Sob a pressão do isolamento econômico imposto pelos
Estados Unidos, em 1944 a Argentina rompeu relações diplomáticas com
a Alemanha e o Japão.
Uma
Junta Militar dos chamados ‘coronéis’, entre os quais se encontrava
Juan Domingo Perón, obrigou o presidente a se demitir. O país se
manteve neutro enquanto durou a incerteza sobre o desfecho da guerra. Em
março de 1945, quando a vitória dos Aliados na Europa estava
assegurada, ele declarou guerra à Alemanha e ao Japão. A Argentina foi
membro fundador das Nações Unidas (ONU).
A
retomada das atividades políticas caraterizou-se pelo surgimento dos
peronistas, grupo que contava com o apoio sobretudo dos setores mais
desfavorecidos da classe trabalhadora rural e urbana. As eleições
deram a vitória a Perón, casado com a antiga atriz Eva Duarte. Adorada
pelas massas, ela influiu no estabelecimento do sufrágio universal (que
consagrou a integração da mulher na vida política) e foi a responsável
pela popularidade do regime. Perón elaborou um plano qüinqüenal para
a expansão da indústria e melhorou as relações com os Estados
Unidos.
A
partir de 1949, as críticas contra o regime começaram a aumentar. Vários
opositores foram encarcerados e o Congresso adotou novas medidas de
represália, como a eliminação da imprensa de oposição. Antes das
eleições de 1951, os partidos de oposição sofreram severas restrições.
Perón foi reeleito por ampla maioria.
Em
1953, o governo lançou um segundo plano qüinqüenal e formalizou
importantes acordos econômicos e comerciais com diversos países, o que
resultou em uma balança comercial favorável, interrompendo a série de
saldos negativos desde 1950. Mas a pressão inflacionária não cedeu.
Nesse período, a Igreja passou a ser o baluarte da oposição e
numerosos templos foram incendiados.
Em
1955, ocorreu a chamada ‘Revolução Liberdadora’. Perón demitiu-se
e exilou-se. O líder dos insurretos assumiu a presidência provisória,
mas dois meses depois o novo governo foi deposto por um golpe militar.
Em 1956, esmagou-se uma rebelião peronista e centenas de pessoas foram
encarceradas. Em 1958, realizaram-se eleições presidenciais, e Arturo
Frondizi chegou à presidência com o apoio de peronistas e comunistas.
Sobreveio uma certa estabilidade econômica graças à ajuda e a empréstimos
externos.
Nas
eleições de 1962, os peronistas — cuja participação política
voltara a ser permitida — conseguiram 35% dos votos. Frondizi foi
deposto pelos militares depois da famosa entrevista secreta com Che
Guevara. No seio das Forças Armadas, acendeu-se a luta entre os
antiperonistas e anticomunistas mais ferrenhos (os colorados) e a facção
constitucionalista (os azuis). Em 1966, um golpe militar estabeleceu uma
Junta que foi responsável pela nomeação de três presidentes
sucessivos. Anunciou-se um programa econômico para controlar a inflação,
mas em 1972 o país foi envolvido em uma onda de violência que provocou
uma nova crise econômica.
Os
peronistas triunfaram nas eleições de 1973 e Héctor José Cámpora
assumiu a presidência. A escalada terrorista exacerbou-se e as divisões
entre peronistas contribuíram para generalizar a violência.
Perón
foi reeleito presidente com mais do 61% dos votos. Morreu em 1974 e foi
sucedido pela segunda mulher, Maria Estela Martinez de Perón (Isabelita
Perón), que era vice-presidente e foi a primeira mulher a chegar ao
governo de um país latino-americano. A situação política e econômica
deteriorou-se rapidamente. Depois de repetidas crises governamentais, em
1976 uma Junta Militar dirigida pelo tenente-general Jorge Rafael Videla
tomou o poder, dissolveu o Congresso, impôs a lei marcial e governou
por decreto.
Foram
numerosos os assassinatos e desaparecimentos por razões políticas. A
economia continuou caótica. Em 1981, sucederam-se dois presidentes. O
governo do tenente-general Leopoldo Galtieri conseguiu o apoio quase unânime
da sociedade civil em 1982 ao ocupar as ilhas Malvinas. Entretanto, a Grã-Bretanha
as recuperou depois da curta Guerra das Malvinas e Galtieri foi substituído.
Em
1983, com uma dívida externa sem precedentes e uma inflação superior
a 900%, a Argentina realizou eleições presidenciais. O vencedor foi o
candidato da União Cívica Radical (UCR), Raúl Alfonsín. A nação
voltou à democracia, reorganizaram-se as Forças Armadas, antigos
dirigentes militares e políticos foram levados a julgamento por violação
dos direitos humanos, renegociou-se a dívida externa, executou-se uma
reforma fiscal e estabeleceu-se uma nova moeda. A inflação continuou
alta. Em 1989, o candidato peronista Carlos Saúl Menem foi eleito
presidente. Pela primeira vez desde 1928, um presidente civil não foi
derrubado pelas Forças Armadas. Menem impôs um duro programa de
austeridade. No início da década de 1990, o seu governo dominou a
inflação, equilibrou o orçamento, vendeu empresas estatais a
investidores privados, renegociou a dívida e impulsionou a criação do
Mercado Comum do Sul (Mercosul). Porém, a pobraza continuou e o número
de desempregados não teve grande queda.
O último presidente eleito, Fernando De La Rua, não conseguiu fazer o
"milagre" econômico que os argentinos tanto precisavam. A economia do
país estava desgastada e o povo já estava descontente. Ondas de saques,
protestos e tumultos nas ruas pipocaram de norte a sul do país, enquanto
uma onde de quebradeira tomava conta do comércio e indústria local. Para
tentar evitar um conflito mais sério, o governo decretou estado de
sítio, em dezembro de 2001. Mesmo assim, não conseguiu conter o povo
revoltado, que partiu para as ruas numa onda generalizada de protestos,
quebra-quebra, saques e confronto com a polícia. O conflito resultou em
dezenas de mortes, feridos e presos, além da renúncia do Presidente
Fernando De La Rua.
Para maiores informações:
Patrick Johnstone, INTERCESSÃO MUNDIAL
Enciclopédia Multimídia Microsoft ENCARTA
Almanaque ABRIL, editora Abril
Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. |