SITUAÇÃO MISSIONÁRIA Por mais de 25 anos que a Argélia foi governada por um regime socialista de partido único apoiado por um forte exército. A possibilidade de um novo governo, mesmo que possível, provavelmente só conduziria a uma nova tirania, já que a oposição consiste principalmente de pregadores do reavivamento muçulmano. Eleições democráticas em 1992 deram vitória a um partido islâmico, mas os resultados foram anulados pelo exército. Já faz alguns anos que os cristãos argelinos sofrem sob o reinado de violência da Frente Islâmica de Salvação. Os membros deste grupo rebelde muçulmano ficaram conhecidos ao marcharem pelas cidades, cortando as gargantas de aqueles que não viviam de acordo com o seu fundamentalismo islâmico. Dois-terços de argelinos são tão jovens que nunca viram nada além da confusão do sistema socialista. Existem muito poucos cristãs na Argélia e a igreja está atravessando uma fase de grande desânimo. As pressões sociais sempre levam as meninas cristãs a se casarem com muçulmanos, e alguns crentes evitam a comunhão com outros crentes, devido à intimidação da família, dos amigos e dos extremistas muçulmanos. Ore para que o Senhor levante os verdadeiros crentes da Argélia para serem um luzeiro no meio do seu povo. Muçulmanos:
96,68% Missionários evangélicos/
protestantes: MOTIVOS DE ORAÇÃO: 1. A oposição ao Evangelho na Argélia é intensa. Mais de 160 anos de árdua semeadura e lágrimas feita por uma sucessão de missionários persistentes está, somente agora, dando frutos. Os norte-africanos têm longas e amargas memórias de colonialismo e atrocidades. Muitas dessas atrocidades foram cometidas em nome do cristianismo apóstata. Atrás disso estão as legiões de Satanás que mantêm o país na servidão. Ore para que séculos de preconceitos sejam derrubados e que corações sejam abertos para a autêntica mensagem de paz do Evangelho. 2. A independência e o sistema político socialista da Argélia foi um desastre. O desejo de mudanças radicais tem colocado a oposição extremista muçulmana como a única alternativa viável; a opção do evangelho nunca tem sido corretamente apresentada. Um governo radical muçulmano faria as condições para proclamação do evangelho e para os poucos cristãos ainda mais difícil. Ore pela intervenção de Deus para que Ele permita moderação democrática e liberdade religiosa ao país. A Argélia se transformou em uma bomba relógio política. 3. Os povos berberes podem chegar a 40% da população. A maioria árabe tem a muito tempo procurado impor suas regras, cultura e língua mas se ressente da intransigência berbere. O nacionalismo berbere está se transformando em uma força significativa a medida que esses povos procuram reafirmar sua identidade e voltar para suas raízes culturais. Antigamente seus antepassados eram cristãos, e muitos milhares entre os kabyle se voltaram para Cristo, principalmente através de revelações sobrenaturais do Senhor Jesus na mesma região em que Raymond Lull, o grande pioneiro missionário, foi martirizado há 600 anos atrás. Ore pela: a) Proteção desse movimento do Espírito contra repressão externa. Os lideres muçulmanos acusam os cristãos de estarem envenenando os kabyle com o evangelho. b) Unidade espiritual e crescimento com amadurecimento nas regiões onde os cristãos têm se multiplicado. A história dos kabyle é de tribos e divisões. O problema carismático é controverso e os lideres maduros são poucos. 4. Os cristãos nativos nas cidades são relativamente menos numerosos do que aqueles nas áreas rurais. Somente uns poucos grupos se congregam aonde a língua árabe é usada; muitos cristãos tendem a usar uma mistura de francês e kabyle. A opção mais fácil é emigrar para a Europa. Ore: a) Pelo estabelecimento de fortes grupos nativos com lideres firmes apoiados na Palavra. Não existem escolas bíblicas no país, e a única alternativa para treinar as lideranças é o programa TEE (Theological Education for Extension - Educação Teológica por Extensão) básico, mas não está funcionando como deveria. Muitos desejam treinamento, mas poucos estão dispostos a assumir a responsabilidade de liderança. b) Pela proteção dos crentes perseguidos. As ameaças e intimidação por parte da familia, empregadores, amigos e os muçulmanos é um problema. O medo leva a se retirar da comunhão, do compromisso e a apostatar da fé. Ore pela perseverança, e pela disposição em sofrer por Jesus e coragem no testemunho. c) Pelas poucas famílias cristãs. Pela pressão religiosa e social que sofrem as jovens cristãs para que se casem com muçulmanos. Ore pelos poucos casais cristãos, por sua fé e firmeza, para que ministrem à igreja. d) Pelo chamado de obreiros nas áreas da música, adoração e ministério com crianças. 5. Os não alcançados incluem praticamente toda a nação. Motivos de oração: a) Cidades em crescimento, a elite educada, a classe média e pelas muitas favelas. b) Jovens frustrados e desiludidos. Dois terços da população está abaixo dos 25 anos; mais de 50% da faixa entre 16 e 25 estão desempregados. c) Os povos berberes das montanhas Atlas. São os kabyle que têm respondido melhor ao evangelho. Qualquer ação aberta missionária aos kabyle ou aos não alcançados shawlya, riffe e tamazight será considerada subversiva. d) Os tuaregs. Um ou dois crentes conhecidos. Nenhuma obra em desenvolvimento na Argélia. e) As cidades oásis Mzab no Sahara. Não existem cristãos conhecidos e nenhum esforço específico foi feito até hoje para os evangelizar nas suas fechadas comunidades. 6. A ativa força missionária tem decrescido desde 1970 pelas expulsões. Os missionários são muito restringidos em suas atividades. Muitos usam empregos seculares para poderem residir no país e assim usar como uma plataforma de testemunho. O testemunho pessoal e o discipulado, acampamentos e grupos de estudo bíblico são as grandes oportunidades para serviço. Esses servos de Deus precisam ter sabedoria, tato, coragem e fé no meio de frustrações e insegurança! Precisam de sensibilidade na cuidadosa ajuda dos poucos grupos de crentes para levá-los à maturidade sem dominá-los! 7. A tradução e distribuição da Bíblia é repleta de obstáculos e restrições. O trabalho de tradução está progredindo em quatro línguas bérberes, mas nada tem sido feito pelas outras dez restantes. Ore pela perseverança dos tradutores e por um levantamento correto da tarefa inacabada. O maior desafio é pela tradução de toda a Bíblia para o kabyle do manuscrito latino por volta de 1997. 8. Literatura cristã nas línguas nacionais e francês é tão solicitada que os suprimentos não são suficientes. Ore pela liberdade na importação e distribuição de Bíblias, material de ensino e as BCCs (Biblical Courses for Correspondence - Cursos Bíblicos por Correspondência). A censure postal é severa, e leva ao confisco de correspondência e interrogatório dos destinatários; ore por essa libertação. Há necessidade urgente de BCCs em outros materiais em kabyle. 9. Os argelinos na Europa são numerosos e muitos estão ali ilegalmente. Eles são mais acessíveis ao evangelho na Europa, mas não muito mais abertos. Ore pela rede de missões e igrejas que procuram alcançá-los (AWM, GMU, WEC, e outros). Ore pelo discipulado individual e a implantação de congregações nas línguas árabe e berbere que seja um canal para que o evangelho entre em seu país natal. 10. A mídia cristã é importante nesta situação interna tão restritiva. Ore pelo: a) Rádio. Tanto a AWM (através da mídia Mundo Árabe) e a GMU têm uma estratégia compreensível na preparação de programas radiofônicos , literatura evangelística e de discipulado, e programas de acompanhamento (rádio, aconselhamento pessoal, revistas e BCCs). A TWR de Mônaco transmite seis horas por semana em árabe e uma a duas horas em kabyle e a IBRA em Portugal de 3 a 5 horas em árabe. Milhares têm chegado à fé através desse ministério. Ore pela expansão e o continuo frutificar desses ministérios. b) Audio visual. O filme Jesus em video-cassete tem sido um grande impacto em kabyle e também em árabe. c) Uso de cassetes. Fitas de músicas e as Escrituras estão sendo produzidas e distribuídas localmente. |
Território
e recursos
Na Argélia domina o clima árido subtropical durante a maior parte do
ano. 80% dos habitantes do país moram nas terras agrícolas e cidades do
norte. O
principal rio é o Chelif com 725 km
de extensão, ao extremo norte do país; mas
não há nenhum curso de água ao sul. No altiplano, vários
estuários acumulam água durante os períodos de chuva e, quando secam,
constituem planícies salinas, denominadas chotts. Ao sul, está
o Atlas saariano. O Saara argelino abrange mais
de 90% da superfície total do país. Ao sul, estão as montanhas Ahaggar.
O clima ao extremo norte é tipicamente mediterrâneo e em direção
ao sul, principalmente nas latitudes abaixo do Trópico de Câncer, é progressivamente mais seco. A região do deserto enfrenta
temperaturas diárias extremas, com cerca de 130 mm de
precipitação anual. População
e governo Dois grupos étnicos, os berberes e árabes, predominam na Argélia. Muitos dos habitantes são de árabes misturados com descendentes berberes. Os berberes viveram originalmente na região e hoje formam um elemento importante da população; os árabes vieram depois, a partir do século VII d.C. e hoje compõe aproximadamente 90% dos habitantes da Argélia. Os demais grupos étnicos são provenientes de imigrantes de descendência francesa. O país possui uma população de 31.471.278 habitantes com uma densidade de 13 hab/km2 (dados de 2000). Argel é a maior cidade e principal porto com 1.507.241 habitantes (dados de 1987). Outras cidades principais são: Oran (628.558 hab.); Constantina (440.842 hab.); Annaba (305.526 hab.); Bâtna (181.601 hab.)(dados de 1987). O árabe é a língua oficial, falada por mais de 80% da população; o restante fala, principalmente, o dialeto berbere. Mesmo assim, a maioria dos berberes também fala o árabe. O francês também é usado como uma segunda língua e algumas regiões. O islamismo é a religião oficial. Segundo a Constituição de 1989, a Argélia é uma república socialista. A população da Argélia seguem modos de vida que variam de região a região. Na capital, Argel, e em outras cidades mais povoadas, muitas pessoas mantêm um estilo de vida típico dos grandes centros urbanos. Nas planícies ao norte, fazendeiros levam uma vida simples enquanto que semi-nômades e uma grande parte de nômades vivem nos altiplanos e desertos. Em 1968 o Instituto Nacional de Música começou programas para preservar a música e danças tradicionais, afim de fortalecer a cultura do país. Muitas das formas de manifestações artísticas da Argélia foi desenvolvida a partir de estilos provenientes da cultura árabe e espanhola. Economia
A Argélia depende muito das exportações de Petróleo. Segundo estimativas de 1985, a Argélia tem reservas de 9 bilhões de barris de petróleo. As reservas de gás natural são a quarta maior do mundo. A maior riqueza natural da Argélia reside em seus grandes depósitos minerais (petróleo, gás natural, fosfatos e minério de ferro), porém há uma estagnação econômica por causa das amplas propriedades do Estado, da burocracia, do grande crescimento populacional e da instabilidade política. A maioria dos argelinos trabalham na agricultura, porém menos que 5% da terra cultivável do país é utilizada permanentemente. Nas planícies litorâneas, cereais, uvas, azeitonas e frutas cítricas são as colheitas principais. Desde a independência, o governo argelino organizou vários programas de reforma agrária. Em 1971, por exemplo, foram redistribuídas grandes propriedades rurais a camponeses que eram organizados em cooperativas agrícolas. O governo também nacionalizou 2,7 milhões de hectares de terras para futuros projetos de reforma agrária. Entretanto, como foi dito anteriormente, a burocracia maçante governo e a instabilidade política tem provocado a estagnação econômica do país. História
Os primeiros habitantes foram os berberes. Em torno de 1920 a.C.
os fenícios chegaram, sendo dominados pelos cartagineses; após a
destruição de Cartago em 146 a.C. Durante as Guerras entre Cartago e
Roma, foi criado o primeiro reino onde fica a atual Argélia, chamado de Numídia
pelos romanos. Subjugado por Roma em 106 a.C.
o reino de Numídia prosperou sob o domínio romano. No século III d.C., com a decadência do Império romano, os vândalos invadiram a região no século V e no século VI foram expulsos por Justiniano I. Após esse período, sucessivas ondas de invasores fenícios, cartagineses, romanos e vândalos tiveram seu momento de conquista das terras berberes. No século VII, exércitos árabes invadiram o norte da África. Uma massa de imigrantes árabes vieram para a Argélia trazendo consigo uma nova religião, o islamismo. A Argélia foi transformada em uma província do califado Omíada. Entre os séculos XI e XIII, os almorávidas e os almôadas submeteram o norte da África e o sul da Espanha a uma autoridade central única. Após a derrota dos almôadas em 1269, surgiu a concorrência comercial entre os portos do Mediterrâneo. Os turcos otomanos ganharam o controle do norte da Argélia em 1518. Antes do século XVII, a Argélia já mantinha relações diplomáticas com estados europeus. Ironicamente, a cidade de Argel se transformou no primeiro centro de atividades de pirataria no Mar Mediterrâneo e se tornou uma província autônoma. A eficácia da frota de piratas argelinos fez dela uma potência que dominou todo o Mediterrâneo e era o terror dos navegadores que utilizavam-se das rotas marítimas da região.
No final do século XVIII, a ação conjunta das frotas norte-americanas,
anglo-holandesas e do exército francês culminou com a destruição das
defesas de Argel e a conseqüente derrota dos piratas em 1830. A França
conquistou a Argélia em 1834, mas teve
que enfrentar a resistência das tribos berberes, que só se renderam em
1847. A Argélia se transformou em um departamento de ultramar da França,
controlada pela minoria européia, os colons, que formavam uma
elite privilegiada. Com grandes entradas de capital, desenvolveu-se uma
economia moderna. O
nacionalismo argelino surgiu depois da I Guerra
Mundial entre os grupos de muçulmanos. A resistência dos colons
à reforma conduziu à formação de um partido de militância
antifrancesa. Os nacionalistas eram a favor da revolta armada. No início
da década de 1950, muitos se esconderam ou se exilaram. Em
1954, foi formada a Frente de Liberação Nacional (FLN), que lançou
uma ofensiva para conseguir a independência da Argélia. O contínuo
aumento da guerrilha e o deliberado uso do terrorismo provocaram o
surgimento de uma ação contra o terrorismo, com ataques aos povos muçulmanos
e matanças brutais da população civil. Em
1958, os colons e os oficiais do exército francês se uniram
para derrubar o governo francês; o general Charles de Gaulle convocou
um referendo, no qual os argelinos se pronunciariam sobre a independência.
Em 1962, a Argélia votou majoritariamente pela independência e os colons
começaram uma evacuação maciça. A Argélia foi declarada Estado
socialista, com a Frente como a única organização política legal. A
economia passou a ser controlada pelo Estado. Em
seguida, eclodiu uma guerra aberta entre as diferentes facções da FLN.
Ahmed Ben Bella foi eleito o primeiro presidente da Argélia
independente em 1962. A primeira Constituição foi aprovada em 1963 e
proporcionaria uma forma presidencial de governo. Em 1965, Bumedián deu
um golpe sem derramamento de sangue e assumiu o poder supremo. Além
do rápido desenvolvimento econômico, Bumedián trouxe ao país um
sistema político viável. A Constituição de 1976 definiu a Argélia
como Estado socialista sob a liderança da FLN. Quando morreu em 1978, o
coronel Chadli Benyedid foi eleito sucessor. Benyedid continuou a política
de seu antecessor, embora menos restritiva. Em
1989, foi aprovada uma nova Constituição, que permitiu o livre acesso
a outros grupos políticos. Nas eleições de 1990, os fundamentalistas
da Frente Islâmica de Salvação obtiveram uma esmagadora vitória
sobre a FLN. Em 1992, depois das primeiras eleições e diante do temor
de que os fundamentalistas islâmicos assumissem o controle do
Parlamento, um grupo de militares e funcionários civis forçaram
Benyedid a renunciar. Declararam estado de emergência, fecharam o
Parlamento e criaram um novo Comitê Superior de Estado, presidido por
Budiaf, provocando um violento conflito entre o governo, as forças de
segurança e os extremistas islâmicos. Budiaf foi assassinado em 1992 e
substituído por um Conselho Supremo. Em 1994, o Conselho nomeou Liamín
Zerual presidente da Argélia. Zerual se recusa a negociar com os grupos
islâmicos enquanto não pararem os atentados terroristas.
Para maiores informações: Missão PORTAS ABERTAS Enciclopédia Multimídia Microsoft ENCARTA Almanaque ABRIL, editora Abril Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.
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