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SITUAÇÃO
MISSIONÁRIA
O primeiro presidente
angolano prometeu erradicar o cristianismo
dentro de 20 anos, e realmente houve muitos incidentes pela
repressão e ostensiva perseguição aos cristãos. Porém, as duras
realidades da guerra e o colapso da ideologia comunista na década de 80
resultou no fim de quase toda discriminação contra os cristãos.
Mesmo assim, em 1988 foi promulgada uma lei que permite somente 12
denominações cristãs no país.
Africanos tradicionalistas: 13,9%.
Não religiosos/outros: 1,5%.
Cristãos: 84,6%. Nominais: 16%. Filiados: 68,6%. Crescimento:
4,9%.
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Católicos Romanos: 59,3%. Crescimento: 4,3%.
::
Protestantes: 19,8%. Filiados 14,4%. Crescimento 6,8%.
::
Evangélicos: 8,4%
Missionários
evangélicos/protestantes:
Para a Angola: 187 (1 para cada 97.000 habitantes) em 30 agências e
de 13 nações: Canadá, 37; Estados Unidos, 34; Brasil, 26; Suíça, 19.
De Angola: 44 (1 para cada 160.000 cristãos evangélicos/protestantes).
MOTIVOS DE
LOUVOR
1 O
fracasso do comunismo
na
erradicação do cristianismo.
2 O
crescimento do cristianismo bíblico
em
meio ao estarrecedor sofrimento e privação.
MOTIVOS DE
ORAÇÃO
1
A
guerra contínua desde 1962 tem sido devastadora.
A
guerra civil de 25 anos tornou-se uma batalha por poder sem escrúpulos,
que utiliza programas de auxílio, ONGs e a população civil sofredora
como armas de guerra. Minas terrestres ultrapassam o número de
habitantes, e até 1999 ocorreram 100.000 amputações. O recrutamento
forçado de jovens é feito sem restrições. Uma grande parte da população
rural fugiu para áreas urbanas em larga escala por causa da fome. As
feridas psicológicas, sociais e espirituais são ainda mais nocivas e
duradouras. Ore por/para:
a)
A cura da nação
em
todos os níveis.
b)
Paz duradoura e um governo justo,
sensível ao bem-estar do povo.
c)
Aqueles que procuram aliviar o sofrimento
através de remoção de minas, reconstrução da infra-estrutura, de casas,
de hospitais, de escolas e de igrejas. Em muitas áreas, a destruição
passa de 80%.
Muitas agências, incluindo a WVI, TEAR Fund e um consórcio de
igrejas e agências chamado Ação da Igreja em Angola, estão envolvidos.
2
Luanda e outras cidades
principais tornaram-se o lar das populações refugiadas, vivendo em
desespero miserável. Muitas crianças órfãs ou abandonadas lutam para
sobreviver; muitas vítimas da guerra mendigam ofensivamente nas ruas.
Ore pelas igrejas e agências que buscam o alívio do sofrimento delas.
3 Os
cristãos sofreram ostracismo, abuso, discriminação e perseguição
declarada
por
muitas décadas.
Nos
primeiros dez anos depois da independência houve intensa perseguição dos
cristãos; dezenas de pastores e milhares de crentes foram martirizados
ou seqüestrados, e muitas igrejas foram deliberadamente destruídas.
Muitos cristãos simples mantiveram a fé e testificaram. Como resultado
disso, durante o conflito congregações multiplicaram-se tanto nas áreas
da UNITA como da MPLA. As reuniões são apinhadas, e apesar do desespero
e destruição, centenas de milhares têm confiado no Senhor Jesus Cristo.
Ore para que este crescimento continue a levar a uma total evangelização
do país.
4 A
igreja não saiu ilesa
e
necessita de muitas orações, especialmente por:
a)
Amor que transcenda
a
lealdade tribal e a política violenta, da qual ela se alimentava, com
freqüência, dividindo os cristãos.
b)
Perdão
dos
que perpetraram a violência, e dos cristãos que cederam sob pressão.
c)
Final das restrições e manipulação impostas pelo Estado,
e o aparecimento da verdadeira liberdade religiosa. Apenas metade das
150 denominações receberam permissão de registro oficial.
d)
Vida santa e parecida com a de Cristo
dos
seguidores do Senhor Jesus que recomende o Evangelho para os
não-crentes, e uma paixão por alcançar com o Evangelho os vizinhos
desiludidos e apáticos.
e)
Unidade no Evangelho.
A
Aliança Evangélica de Angola une 10 denominações em uma ação coordenada,
porém, devido à guerra, ela mal consegue agir.
5
A
carência de liderança treinada e piedosa
é o
problema mais crítico que limita o crescimento da igreja e sua
maturidade. Os resultados: muitas lutas entre a liderança, divisões,
legalismo em coisas insignificantes, tolerância e aceitação do pecado.
Muitos não são livres de todos os aspectos da feitiçaria.
Durante muitos anos, pouco treinamento formal pôde ser dado, porém,
agora, há sete escolas bíblicas e quarto seminários (Ecumênico,
Evangélico, em Lubango, AEF, AME, AIM, Batista e
Católico em Luanda).
Ore
por provisões de fundos, construções, livrarias e, acima de tudo,
professores piedosos; e pelo crescimento espiritual efetivo e pelo
ministério daqueles que estão sendo treinados.
Economia angolana é potencialmente rica, mas está em estado de colapso como
resultado da fuga de pessoal qualificado após a independência e após
31
anos de guerra continua. Estima-se que 80% da receita anual foi dirigida
para o esforço de guerra. Renda per capita US$ 620 (3% dos EUA).
1.
O trágico legado de 31 anos de guerra levará anos para ser erradicado
depois que a paz for restaurada. O assentamento de 1,5 milhões de
refugiados, a reabilitação de 100.000 mutilados, a
assistência
aos 20.000 órfãos de guerra e a reconstrução de estradas, ferrovias,
cases, hospitais,
escolas
e igrejas necessitará de enormes recursos. Ore pela paz e liberdade
para o evangelho. Nem todas as restrições às atividades cristas foram
removidas.
2.
Os cristãos enfrentarão novos desafios morais e éticos assim que a
paz for estabelecida. Isso
inclui
o perdoar aqueles que infligiram tal sofrimento e dar disciplina com
amor aqueles cristãos que comprometeram a verdade. A restrição legal
por parte do governo em limitar o número de igrejas é uma questão difícil
para os grupos mais autônomos como os Irmãos e os Batistas; também
poderá levar a uma certa manipulação por parte do governo ou disputes
pelo poder para liderar a igreja. Ore para que os cristãos triunfem
nessas áreas também. Ore por uma igreja que tenha um viver santo,
unidade no Espirito, visão para os perdidos e lideres que realmente se
assemelhem a seu Senhor.
3.
O alto preço para treinamento da liderança está se tornando em um
problema muito critico.
Durante
anos, pouco treinamento formal podia ser dado, mas agora existem sete
escolas bíblica e quatro seminários (Ecumênico, evangélico[em
Lubango AEF], batista e católico). Ore pela provisão de fundos, edifícios,
bibliotecas e acima de tudo, professores de Deus de Angola e do
exterior.
4.
Os não alcançados e os necessitados:
a)
O caos tem impedido um levantamento das necessidades e isso é uma
necessidade urgente, especialmente para a tradução da Bíblia. Existe
um trabalho de tradução em nove línguas que está em andamento, mas
pelo menos dezenove estão sem as Escrituras ou tradutores.
b) Ore pela completa evangelização dos nyaneka (Huila), mbwela, kwangali
(43.000), san bushmen, mbukushu (10.000) a maioria no sul e sudeste onde
a AEF tem trabalhado.
c)
Cerca de 50.000 jovens foram levados à força para Cuba para serem
doutrinados no marxismo. Ore para que suas mentes envenenadas sejam
limpas por Jesus, e para que sejam reintegrados em sua terra natal.
d)
As cidades estão circundadas por grandes áreas faveladas com muitos
refugiados rurais. Ore tanto pelas necessidades espirituais como físicas
para que estas sejam atendidas.
5.
Ore pela vida e testemunho de uma força missionária reduzida que através
de anos de sofrimento tem dado um bom testemunho. Ore pelo ministério
continuo dentro das igrejas da AEF (13), AME (19), Irmãos, Batistas
americanos e ingleses (15) e outros. Ore para que uma nova geração de
missionários se levante para reconstruir o pais, fortalecer a igreja e
evangelizar áreas e povos não alcançados. Ore pela concessão de
vistos de entrada e boa vontade aos olhos do governo.
6.
Os jovens nas escolas têm recebido anos de ensino marxista-leninista.
Ore pelo ministério da IFES (três grupos em instituições e um
obreiro) e SU. Ore pela complete liberdade de testemunho nas escolas e
colégios.
7.
Literatura e Bíblias são escassas e a demanda é grande. Ore para que os
suprimentos que entram pela Namíbia, Canadá, Portugal e Brasil cheguem
àqueles que deles necessitam.
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Depois de quase 500 anos sob o domínio português, Angola
se tornou uma nação independente em 1975. Era a colônia africana maior e
mais rica de Portugal. Angola é o sétimo maior país da África, com uma
superfície de 1.246.700 km². Limita-se ao norte e nordeste pelo Congo, a leste pela Zâmbia, ao sul pela Namíbia e a
oeste pelo oceano Atlântico. No norte, o país ainda possui possui uma pequena
área chamada Cabinda, que está separada do resto do país limitada ao
norte pela República do Congo, a leste e sul pelo Congo e a oeste pelo
oceano Atlântico. Foi anteriormente conhecida pelo nome de África
Ocidental Portuguesa e sua atual denominação é República de Angola.
A capital é Luanda.
Território
O país divide-se em três
grandes regiões: a planície costeira, uma área de transição e um
extenso planalto interior. As maiores altitudes estão nas montanhas da
parte central.
Angola tem um clima tropical, com uma estação chuvosa
de outubro a meados de maio. A
corrente fria de Benguela modera as temperaturas da região costeira e
reduz as chuvas, especialmente no sul.
População e governo
A população é composta
por mais de 90 grupos étnicos. Os quatro mais representativos são os
umbundu, os bakongo (kongo), os kimbundu e os chokwe-lunda.
Segundo dados de 1993, a
população total, predominantemente rural, é de 10.765.000 habitantes.
A capital e a maior cidade é Luanda, com uma população de 1.460.000
habitantes, segundo dados de 1989. De acordo com dados de 1983, outras
grandes cidades são Huambo, com 203.000 habitantes, Benguela, com
155.000 habitantes, Lobito, com 150.000 habitantes, e Lubango, com
105.000 habitantes.
O português é a língua
oficial. Mais de 90% da população fala línguas bantas.
O governo angolano ampliou o número de escolas,
hospitais, clínicas médicas e centros sociais, como também muitos outros
serviços sociais. Também proveio água em algumas áreas rurais e projetos
de irrigação para fazendeiros, bem como a construção de estradas em
regiões remotas do país. Entretanto, 25 anos de guerra civil levou o
país ao caos. Somente a produção de petróleo preveniu a Angola do
colapso econômico.
Segundo a Constituição
adotada depois da independência em 1975 e posteriormente modificada,
Angola é uma república unipartidária, governada pelo Movimento de
Liberação Popular de Angola - Partido do Trabalho.
Economia
A economia tem sofrido
severos retrocessos desde a independência. O desenvolvimento foi
interrompido devido à falta de trabalhadores qualificados e à guerra
civil. A produção de quase todos os bens, com exceção do petróleo
bruto, foi paralisada ou foi reduzida. A intensificação da guerra
civil no fim da década de 1980 e início década de 1990 interrompeu
drasticamente a produção agrícola.
O petróleo representa 90%
das exportações do país. Os diamantes são o segundo mineral em
importância. O ferro bruto é o terceiro, porém não tem sido
comercialmente produzido desde 1975.
O desenvolvimento do setor
industrial sofreu limitações. Os principais bens manufaturados são
produtos alimentícios.
História
Antes dos europeus ganharem o controle da África
durante o período colonial, várias sociedades na região onde hoje é o
território da Angola estabeleceram reinos poderosos que comercializavam
ferro e outros produtos. A economia desses povos estava baseada no
cultivo; e enquanto criavam gado e se desenvolviam na pesca, construiam
ferramentas produtoras e bens para uso doméstico.
O litoral da Angola foi uma das primeiras áreas da
costa africana a serem usadas como região portuária pelos colonizadores
portugueses, como também foi uma das primeiras a servir como entreposto
de escravos para outras colônias portuguesas como o Brasil. A capítal de
Angola, Luanda, foi fundada em 1576. Apesar de os portugueses terem
chegado à
Angola em 1483, Portugal dominou na verdade só partes da região
litorânea e uma seção pequena do interior angolano. Porém, com o tráfico
de escravos, penetração militar no interior, a comercialização em
tecidos, armas e outros bens importados, os portugueses tiveram um
impacto negativo na região inteira. Alguns líderes angolanos tentaram
interromper o tráfico de escravos no século XVI, mas não obtiveram
sucesso. Outros líderes angolanos, inclusive a Rainha Nzinga, no século
XVII, tentaram por um fim ao domínio português. Até que a Primeira
Guerra Mundial começasse em 1914, Portugal tinha finalmente conquistado
toda a Angola por uma série de guerras sangrentas. Debaixo das leis
coloniais, os fazendeiros portugueses e os homens de negócios de
Portugal dominaram toda a economia angolana que dependeu em grande parte
da produção de café, algodão e outras colheitas. Posteriormente, a
Angola foi governada pelo
denominado Regime Indígena, um sistema colonial no qual a
exploração econômica, o abandono cultural e a repressão política
vigoraram até 1961. Em 1951, o status oficial de Angola passou de
colônia à província ultramar. Durante a década de 1950, surgiu um
movimento nacionalista. Nessa época, compoanhias grandes da África do
Sul, Europa e os Estados Unidos administraram os diamantes da Angola, as
minas de ferro e a produção de Petróleo. Muitas colônias africanas se
tornaram nações autônomas durante a década de 60, mas o ditador
português, Antônio Salazar, não concedeu a independência de Angola. Em
1956 é fundado oficialmente o Movimento Popular pela Libertação de
Angola (MPLA). Em 1961, iniciou-se uma violenta guerra
contra os portugueses afim de ganhar sua liberdade. Em 1962 formou-se a
Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) e a União Nacional para a
Independência Total de Angola (UNITA). A África do Sul e os Estados
Unidos proveram ajuda militar à UNITA, mas com o auxílio de tropas
cubanas e a forte influência da então poderosa União Soviética, as
forças da MPLA finalmente prevaleceram no confronto. Após 14 anos de
combates, em 11 de novembro de 1975, Angola conseguiu sua
independência.
Eis que surge um grande entrave para a nação: dois governos declararam ser
os representantes legítimos do novo Estado e proclamaram duas repúblicas
rivais: um deles formado pela Movimento de Libertação Popular de Angola (MPLA) e o outro pela União Nacional
para a Independência Total de Angola (UNITA). As superpotências
envolveram-se na guerra civil que iria devastar o país nos próximos 25
anos. A antiga União Soviética e tropas
cubanas apoiaram o MPLA, enquanto a UNITA recebeu o apoio da África do
Sul, dos Estados Unidos e de outras potências ocidentais. O MPLA ganhou
o controle do governo, e seu líder, Agostinho Neto, entrou na carreira
pública como o primeiro presidente de Angola. Depois da morte dele em
1979, assumiu à presidência José Eduardo dos Santos. Enquanto isso,
angolanos e cubanos travavam uma batalha sangrenta contra os rebeldes da
UNITA. Em 1988 a África do Sul concordou em conceder independência para
a Namíbia em troca da retirada das tropas cubanas de Angola. A retirada
começou em janeiro de 1989.
Mesmo assim, o acordo ainda não solucionou os graves
problemas internos de Angola, visto que a luta entre MPLA e UNITA
continuou mais sanguinolenta do que nunca. Tentativas para terminar a
guerra civil falharam até o fim da Guerra Fria reunindo Estados Unidos e
funcionários do governo soviético a conversas entre MPLA e UNITA,
mediado por Portugal. Em 25 de maio de
1991, foi completada a retirada das tropas cubanas e o governo central assinou o cessar fogo supervisionado pelos
observadores da ONU. As eleições presidenciais de setembro de 1992 foram
ganhas pelo MPLA. Recusando aceitar a derrota, Jonas Savimbi, da UNITA,
reiniciou a guerra civil, trazendo mais derramamento de sangue e caos ao
país, que já estava assolado. Em 1993, intensificaram-se as lutas entre as tropas
governamentais e as da UNITA. Um novo projeto para a paz com o apoio da
ONU foi negociado em Lusaka (Zâmbia) em 1994, mas não teve êxito para
resolver o confronto.
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