SITUAÇÃO
MISSIONÁRIA
Havia uma certa liberdade religiosa em 1964-1992.
Atualmente, o Afeganistão é um dos países menos alcançados do mundo,
pelo Evangelho. Existem 48 mil mesquitas e nem um único prédio de
igreja, nem mesmo uma comunhão de crentes.
Muçulmanos:
99%
Hindus: 0,3%
Cristãos: 0,01%
Missionários
evangélicos/protestantes:
Nenhum com permissão oficial.
MOTIVOS DE ORAÇÃO
As lutas não são uma novidade para o
Afeganistão. A invasão soviética em 1978 iniciou uma era de tribulações,
e nem a sua retirada dez anos depois conseguiu trazer a paz. Quando os
comunistas perderam poder, os muçulmanos tomaram o lugar deles e se
engajaram numa guerra civil – o jihad islâmico, ou guerra santa.
Este jihad se degenerou numa competição cruel pela supremacia
religiosa e política entre as facções islâmicas. O povo afegão está
tentando juntar os pedaços do que restou das suas vidas. A liderança
de Taleban estabeleceu as regras: as mulheres estão proibidas de
estudar e de ter empregos, e os homens são obrigados a viver de acordo
com um código islâmico rígido, que os obriga inclusive a usar barba.
Aos não muçulmanos é negada a liberdade de assembléia e a profissão
aberta da fé em Cristo têm levado muitos à morte. Nesta nação ainda
existem 88 grupos de povos não alcançados. Ore para que os abusos do
regime de Taleban tenha o efeito de levar muitos a buscarem a graça de
Deus.
Ore
pelos 88 povos ainda não alcançados, especialmente:
a)
Os pushtuns, uma tribo vingativa, amante da guerra que vive na região
da fronteira Afegão-Paquistão. Existe um pequeno número de cristãos
entre eles.
b)
Os usbeques e turcomanos no norte.
c)
Os taiiques no nordeste em áreas urbanas.
d)
Os hazaras, muçulmanos shi'a de descendência mongol, que têm sido
discriminados, mas têm respondido ao evangelho.
e)
Os nômades kuchinas regiões central e ocidental que eram 2.500.000
antes que a guerra destruísse seu estilo de vida. Eles representam
muitas das tribos e línguas não relacionadas. Muitos fugiram para o
Paquistão.
f)
Os Char Aimaq no oeste e os Baloch e Brahui no sul. g) As tribos
Nuristani das disputadas montanhas ao norte e leste de Kabul.
A
trágica condição dos refugiados levará anos para resolver. O Paquistão
está pressionando os refugiados para retornarem aos seus lares, e em
1992 cerca de 5.000 estavam voltando a cada semana. Os mi`jahidin
(guerrilheiros) que controlam os campos vêm a muito tempo usando armas
e ajuda do ocidente, mas agora manifestam-se muito anti-cristãos e
anti-ocidentais. Muitos programas de ajuda cristã têm sido
desvirtuados ou interrompidos, e pelo menos três obreiros de ajuda
cristã foram mortos. Ore pelos cristãos que ainda procuram ajudar e
testemunhar com muito tato em uma atmosfera e ambiente hostil. Alguns
refugiados tornaram-se cristãos, mas uma confissão aberta tem freqüentemente
levado à mortes.
Os
crentes afegãos são poucos e a maioria é da lingua Dari. O seu número
nas remotas áreas rurais ou urbanas tem se multiplicado pelo testemunho
dos expatriados, dos crentes afegãos e mesmo dos soldados russos cristãos.
A guerra tem dado alguma proteção a esse pequeno número de
testemunhas. Ore pela continuação e crescimento da igreja nesta década
de 90; o governo fundamentalista poderá trazer perigo.
A
Missão de Assistência Internacional é uma organização cristã
financiada por 26 missões e reconhecida pelo governo, a qual tem
continuado funcionando na capital durante toda a guerra. Seu ministério
de amor pelos cegos, mutilados, doentes, desamparados, analfabetos e
necessitados tem sido uma recomendação à mensagem cristã que tem
trazido algum fruto. As condições de guerra e insegurança não são fáceis
para o grupo de 70 que vieram de muitos países; ore por estes, e pelo
recrutamento de outros dedicados "fazedores de tenda" com um
amplo leque de habilidades. Este é um dia de oportunidade pouco comum.
Distribuição
da Escrituras. O recente Novo Testamento Dari está à disposição em
quantidade, e o da língua Pushtu em pouca quantidade. Ore pela efetiva
distribuição apesar das dificuldades. Ore pela tradução das
Escrituras em outras línguas também; existe trabalho em
desenvolvimento em pelo menos oito línguas, mas para as 29 outras pode
haver necessidade de tradutores. Há muito tempo que não se faz uma
pesquisa das línguas e isso é uma grande necessidade neste pós
guerra.
A
Mídia. Ore para que todos os métodos apropriados de testemunho sejam
usados com eficiência.
a)
A GRI tem feito gravações em áudio para 38 línguas e dialetos:
entretanto há falta de cassetes e vídeos evangélicos eficientes. Ore
pela produção e distribuição.
b)
Rádios Cristãs. As rádios FEBA e IBRA transmitem cerca de duas horas
por semana em Pushtu, a FEBA 50 minutos semanalmente em Dari, e a FEBC,
HCJB e TWR 4,4 horas em Uzbek. Ore para que mais cristãos que falem
Dari e Pushtu estejam à disposição para preparar programas. Ore também
pela programação que irá começar na línguas Hazaraqi e Pushtu
ocidental.
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O Afeganistão é um país de relevo montanhoso localizado na parte centro-sul
da Ásia. Não possui litoral. Suas fronteiras limitam-se ao norte pelo Turcomenistão, Uzbequistão e Tadjiquistão.
Uma pequena faixa de terras no extremo nordeste, conhecido como Corredor
de Wakhan, se conecta com a China. A fronteira
ao sul e sudeste é a que se encontra mais próxima do mar, o Mar Árabe,
separado pelo Paquistão por 480 quilômetros de terras. A oeste, é
limitado pelo Irã. Tem 647.497 km2. A capital é Cabul.
O Afeganistão ficou historicamente conhecido como uma das encruzilhadas
entre o ocidente e o oriente. Isolado e preso a modos tradicionais de
vida, somente a partir de 1950 é que os afegãos começaram a aceitar novas
idéias, métodos e máquinas das sociedades industriais modernas. Mesmo
assim, essa aceitação foi muito restrita fazendo com que o pais
permanecesse num regime de desenvolvimento praticamente tribal.
Território
e recursos
Montanhas cobrem aproximadamente 80% do território afegão. O principal
sistema de montanhas é gigantesco o
Hindu Kush, que se expande para o oeste do país com uma altitude média de 4.270 m
e picos de 7.620 m.
Os principais rios são o Amú Daryá, Cabul e Helmand, alimentados pelo
descongelamento das neves e geleiras das montanhas. Os dois últimos
desembocam em lagos e pântanos.
As
condições climáticas mostram grandes variações de acordo com o dia
e a estação. Durante o inverno e a primavera é que o Afeganistão recebe
a maior parte de sua chuva escassa e nevadas. Nesse período, as
temperaturas caem para -18°C (18 graus negativos). Nas planícies o
inverno é mais moderado. Por outro lado, durante o verão, as
temperaturas podem alcançar os 46°C em algumas áreas. Ocasionalmente,
ventos na fronteira oeste do país carregam consigo enormes tempestades
de areia. A precipitação média anual é de 305mm.
A
vegetação do Afeganistão ao norte é bem mais rica do que ao sul. As florestas
de cedro, pinho e outras coníferas encontram-se entre 1.830 e 3.660 m
de altitude. Nas altitudes médias, encontram-se arbustos e árvores,
tais como a aveleira e a pistácia. Nas altitudes abaixo dos 900 m e nos desertos ao sul, a
vegetação é bastante escassa. A fauna mais característica é o
dromedário e o camelo. As ovelhas caracu são famosas pela sua pele.
População
e governo
A
população afegã é o reflexo da história do país, predominantemente rural
e está estruturada em tribos e clãs.
Divide-se em quatro grandes grupos étnicos: os páthanos (50% da população),
os tadjikos (25%), os uzbekos (9%) e os hazaras (9%).
O islamismo penetra em todos os aspectos da vida afegã. Códigos
religiosos é que definem padrões de conduta e meios de resolver questões
judiciais.
Segundo
dados de 1993, a população é de 21.970.000 habitantes, dentre os
quais 2.500.000 são nômades. A densidade demográfica é de 24 hab/km2.
De acordo com dados de 1988, a capital, Cabul, tem uma população de
1.424.400 habitantes. Outras cidades são Candahar e Herat. Mais de 99%
dos habitantes são muçulmanos, da ramificação sunita. O restante,
especialmente os hazaras, são xiitas. Pashto e persa (dari) são as línguas
oficiais. Dos muitos dialetos falados, o uzbeko turco, o turcomano e o
kirguís são os mais corriqueiros. O Afeganistão foi uma monarquia até
1973, quando foi proclamada a república. A Constituição de 1977
declarava um Estado unipartidário e o islã como a religião oficial.
Depois da queda do regime comunista, em 1992, tomou o poder um conselho
provisório.
A capital Cabul até 1994, antes do regime Taleban dominar o país, foi o
centro de vida artística e cultural do Afeganistão. A cidade possuía
teatros, salas de concerto e biblioteca. Hoje quase toda a cidade está
em ruínas. O Taleban destruiu praticamente toda a vida cultural do país, as mulheres foram obrigadas a viverem em semi escravidão e
centenas de prédios, dependências públicas, casas e lojas foram
completamente destruídos.
Economia
O Afeganistão é um dos países mais pobres do mundo. Aproximadamente 80% da população dedicam-se à
agricultura e à criação de gado. Apesar disso, somente 12% de terra é
cultivada. Os cultivos principais são os
cereais, o tabaco, o algodão e a beterraba. Da criação de ovelhas obtém-se
grandes quantidades de carne, gorduras, lã e peles para exportação.
As reservas minerais não estão plenamente exploradas. O minério de
ferro, o enxofre, o cromo, o zinco e o urânio ainda não foram
explorados. Destacam-se as reservas de gás. A produção industrial
cresceu entre 1960 e 1980. A maioria das indústrias são de plantas têxteis,
destacando-se o tecido para tapetes.
Transporte e comunicação
O sistema de transportes e comunicação no Afeganistão encontra-se em
estado precário. Boa parte das estradas são de chão. As melhores estradas
asfaltadas unem Cabul com outras cidade principais, como Candahar, Herat,
e Mazar e Sharif.
As formas principais de transporte ainda são primitivas. Camelos e
burros ainda são extremamente utilizados em muitas partes do país.
Porém, foram construídos aeroportos em algumas cidades para pequenos
aviões. Para jatos comerciais, o principal aeroporto fica em Cabul.
Segundo dados de 1988, existem também 10 km de ferrovias.
Saúde e educação
70,6% da população afegã é analfabeta (1990). Há escassez de escolas e
professores. O alto índice de analfabetismo tem trazido um atraso
tremendo ao desenvolvimento do Afeganistão, o que constitui um grande
problema para os futuros líderes do país. A negligência de normas
básicas de saúde pública e higiene também tem sido outro problema grave.
Estima-se que 38% de todas as crianças recém-nascidas não sobrevivem
além do primeiro aniversário, fazendo com que as taxas de mortalidade
infantis sejam as mais altas do mundo.
História
No
século VI a.C., formou-se parte do Império persa dos Aquemênidas. Por
volta de 330 a.C. foi dominado por Alexandre III o Grande. Os sassânidas persas
invadiram o país nos séculos III e IV. Os hunos brancos tinham o controle do Afeganistão
quando os árabes arrasaram a região em meados do século VII.
O
islã tornou-se a religião dominante e o controle político árabe foi
substituído pelo domínio iraniano e turco do século X e do início do
século XI. Foram vencidos por Gengis Khan por volta de 1220 e o país
ficou sob o domínio mongol até o século XIV, quando um outro invasor
mongol, Tamerlão, apoderou-se do norte do Afeganistão. No século XVI,
os safâvidas do Irã e os uzbekos do norte fizeram expedições pela
região. Os iranianos e os mongóis sufocaram as contínuas rebeliões
dos afegãos.
Durante
todo o século XVII e parte do século XIX, os afegãos autóctones começaram
a ampliar seu poder e chegaram a conquistar o leste do Irã, Beluchistão,
Caxemira e parte do Punjab. O emirado desintegrou-se em 1818. Houve
depois um período de anarquia. Dost Muhammad, membro de uma notável
família afegã, tomou o controle do leste do Afeganistão, recebendo em
1835 o título de emir.
Em
1838, o exército anglo-indiano invadiu o Afeganistão, desencadeando a
Primeira Guerra Afegã (1838-1842). Os invasores capturaram as
principais cidades. Em 1841, um filho de Dost Muhammad chefiou com êxito
uma rebelião e, em dezembro de 1842, os britânicos abandonaram o país.
Dost Muhammad recuperou o seu trono. A luta entre os filhos do emir
provocou agitações no país durante mais de uma década. Em 1878, as
forças anglo-indianas invadiram novamente o Afeganistão. Depois dessa
Segunda Guerra Afegã (1878-1879), Abd-ar-Rahman, neto de Dost Muhammad,
instalou-se no trono e confirmou a cessão aos britânicos da passagem
Jyber e de outros territórios afegãos. As controvérsias fronteiriças
foram resolvidas com a Índia e a Rússia, criou-se um exército
permanente e estabeleceram-se limites ao poder dos diferentes chefes
tribais.
O
emir foi assassinado e o seu sucessor, Amanullah Jan, declarou guerra à
Grã-Bretanha em 1919. A Grã-Bretanha reconheceu o Afeganistão como
Estado soberano e independente. Amanullah Jan mudou o seu título de
emir para rei.
Em
1923, instaurou-se um regime constitucional. Os títulos de nobreza
foram abolidos. Decretou-se a educação para as mulheres e foram
aprovadas outras medidas de modernização. Essas reformas provocaram a
rebelião de 1929 e Amanullah abdicou. O seu tio, Nadir Shah, apoiado
por membros das tribos, derrotou os rebeldes e tomou o poder. O novo
soberano restaurou a ordem no reino, mas foi assassinado em 1933.
Durante o reinado de Zahir Shah, filho de Nadir, o programa de modernização
foi intensificado. Em 1946, o Afeganistão passou a fazer parte da
Organização das Nações Unidas (ONU).
Depois
de o Afeganistão tornar-se independente da Índia e do Paquistão em
1947, houve confrontos fronteiriços entre as forças do Paquistão e as
tribos patanas. Em 1961, estourou a disputa no estado de Pashtunistão.
As relações não foram completamente restabelecidas até 1967.
Em
1963, o rei promulgou uma nova constituição com alguns princípios
liberais. As primeiras eleições realizaram-se em 1965. O Afeganistão
passou por grandes dificuldades econômicas no fim da década de 1960.
Em 1973, um súbito golpe militar destruiu o reino afegão estabelecendo a República do Afeganistão. Uma nova constituição
foi aprovada no início de 1977. Em 1978, produziu-se um violento golpe
de Estado e os novos governantes, organizados em um Conselho Revolucionário,
suspenderam a constituição e iniciaram um programa de socialismo científico,
provocando a resistência armada dos muçulmanos. Como a rebelião não
pôde ser contida, os soviéticos ocuparam o Afeganistão em 1979. Mais
de 3 milhões de pessoas refugiaram-se no vizinho Paquistão. Durante
toda a metade da década de 80, as forças governamentais e os soldados
soviéticos não conseguiram expulsar os rebeldes.
Entre
1988 e 1989, a URSS retirou todas as tropas, mas a guerra civil
continuou. Em 1992, os rebeldes tomaram Cabul. As facções rivais
concordaram em formar um conselho provisório para governar o Afeganistão.
Em 1993, as lideranças das facções da guerrilha de comum acordo
tentaram estabelecer uma constituição provisória, como prelúdio para
as eleições de 1994. Porém, nesse ano, as lutas começaram em Cabul
entre tropas leais ao presidente Rabbani e os simpatizantes do primeiro
ministro, líder da facção militar fundamentalista xiita. Em 1994, a
luta se estendeu a outras partes do Afeganistão.
Em 2001-2002 o governo afegão se nega a entregar o terrorista Osama Bin
Laden. Os Estados Unidos, aliado à Inglaterra iniciam então uma ofensiva militar ao país, em
busca do terrorista responsável pelos ataques que ocasionaram a queda
das torres gêmeas do World Trade Center e a destruição parcial do
Pentágono.
Para maiores informações:
Patrick Johnstone, INTERCESSÃO MUNDIAL
Enciclopédia Multimídia Microsoft ENCARTA
Almanaque ABRIL, editora Abril
Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. |