15/06/2004
China pode se tornar uma das maiores forças do evangelismo mundial
da
PORTAS ABERTAS
CHINA -
A China é o terceiro maior país do mundo e possui a maior população do planeta.
Além disso, as maiores altitudes do globo encontram-se em seu território. A
maior parte da população chinesa vive na região leste, concentrada
principalmente em 42 grandes cidades, todas com mais de um milhão de habitantes.
A perseguição e
as restrições religiosas têm sido ineficientes para conter a igreja chinesa,
conseguindo apenas diminuir ligeiramente seu crescimento. Acredita-se que em
2050 a igreja chinesa somará mais de cem milhões de membros, podendo se tornar
uma das maiores forças de evangelismo no mundo caso haja uma maior abertura.
Quando as dificuldades para viajar diminuírem o suficiente para que os chineses
se aventurem livremente no exterior, a igreja chinesa poderá ser uma das maiores
bases de envio de missionários de todos os tempos.
Wenzhou, pelas
estimativas gerais chinesas e estrangeiras, é a cidade mais cristianizada da
China, com talvez 14% de sua ampla população conurbana (a cidade propriamente
dita e suas periferias) de sete milhões de habitantes composta de ávidos
freqüentadores de igrejas.
De uma cifra
geralmente combinada em torno de setecentos mil cristãos protestantes e três
milhões de cristãos católicos na China em 1949, é amplamente aceito que a soma
total da população de cristãos hoje é maior que a de 1949, possivelmente em dez
ou vinte por cento.”
A taxa de
crescimento tem aumentado excepcionalmente durante as últimas duas décadas, o
que coincide com um dos mais intensos períodos de influência estrangeira na
China em séculos.
Parece haver
cerca de quatro aspectos de pensamentos diferentes relacionados à atual
cristianização da China:
Primeiro, é a
contínuo crescimento das igrejas domésticas baseadas nas áreas rurais, com um
grau maior de organização e treinamento do que até então.
Um segundo
aspecto é o surgimento de células urbanas de profissionais cristãos.
Terceiro, é o
aparecimento na metade da última década de centros acadêmicos de estudo do
cristianismo em muitas universidades chinesas.
Quarto, é o que
surge como um contínuo debate - por enquanto, ainda a portas fechadas - a nível
tanto nacional como provincial sobre como a nova emergência do cristianismo na
sociedade deveria ser tratada.
De algumas
maneiras, a faceta mais promissora destes progressos é a crescente habilidade de
estudantes universitários e professores expressarem sua fé abertamente.
Durante três
meses cruzando a China no último verão, e encontrando grupos cristãos (tanto os
registrados "oficialmente" como os não registrados, em grande parte igrejas
domésticas clandestinas), encontrei plenas evidências de contínuas hostilidades
e perseguições aos cristãos em algumas áreas.
Tradução: Onofre Muniz
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