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Saudita
convertido causa agitação com seu carro
PORTAS ABERTAS -
Um xeque da Arábia Saudita visitou um país árabe
onde havia uma minoria cristã. Ele ouvira falar sobre o cristianismo e tinha
algumas perguntas a respeito. Pensou que sua viagem poderia ser a oportunidade
para descobrir mais sobre a religião, que é absolutamente proibida em sua terra
natal. Ele foi ao centro da cidade e perguntou onde poderia comprar a Torá.
Provavelmente, porque qualquer um podia ver por suas vestes, que aquele homem
era um xeque saudita, levou algum tempo para encontrar alguém que indicasse uma
livraria cristã para ele.
Até o proprietário da livraria ficou um pouco
surpreso quando aquele homem com suas longas vestes brancas entrou em sua loja.
Evangelismo
Cristão corajoso, o proprietário da livraria já
falara do evangelho a muitas pessoas, tanto cristãs como muçulmanas, mas nunca
se encontrara com alguém de um país que é tão fechado ao evangelho. Que grande
oportunidade! O saudita fez todo tipo de pergunta sobre o cristianismo e acabou
com muitos conceitos errados que ele tinha. Como era possível Maria, um ser
humano, fazer parte da trindade? Se todos os pecados são perdoados pela graça,
por que não viver uma vida pecaminosa? O proprietário da loja tentou esclarecer
tudo. "Mas as respostas a essas perguntas teológicas não o salvarão", respondeu
ele ao terminar. O xeque, que estivera ouvindo com a respiração suspensa,
franziu as sobrancelhas. Essa era a melhor coisa que ele ouvira em toda a sua
vida! "Somente um relacionamento pessoal com Deus pode salvá-lo", acrescentou o
proprietário da loja. O xeque ficou horas ali fazendo mais e mais perguntas e,
finalmente, estava totalmente convencido da verdade das palavras do proprietário
da loja. Juntos eles oraram.
Depois disso, ele foi à livraria todos os dias e
até decidiu prorrogar sua viagem para aprender mais a respeito da Bíblia.
Xeque visita uma igreja
Um dia ele pediu ao proprietário da loja, que se
tornara seu amigo, se ele poderia visitar uma igreja. Essa pergunta ainda pegou
o proprietário de surpresa. Seria seguro? Não assustaria as pessoas da igreja?
Por outro lado: será que aquele homem não precisava muito de comunhão com outros
cristãos? Em alguns dias ele iria embora, para um lugar onde não conhecia nenhum
outro cristão. "Certo", decidiu o proprietário, "mas não use o seu dishdash
(roupas tradicionais sauditas), porque isso seria notável demais".
Quando o proprietário da loja foi à igreja no dia
seguinte, pode ver de longe uma multidão. Imediatamente pensou no seu amigo
saudita. Talvez ele tivesse esquecido de vestir algo discreto. O que aconteceria
a ele? Um pouco trêmulo, ele entrou no meio da multidão. Não havia vozes
zangadas. As pessoas simplesmente olhavam estupefatas para o xeque, usando
roupas comuns, em pé, na frente do seu carro extravagante...
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