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O
clamor do mundo
Esequias Soares
Extrado da Revista
"Lies Bblicas"
Jovens e Adultos - Lies do 3o. trimestre de 2000
CPAD - Casa Publicadora das Assemblias de Deus
Os
problemas que o mundo enfrenta so de ordem espiritual, e s
podem ser solucionados atravs do evangelho de Cristo.
Ser
que estamos realmente sensveis ao clamor dos povos por alvio
de seus sofrimentos? Ou estamos simplesmente comprometidos com o
nosso prprio conforto e segurana, tendo nossa mente e corao
empedernidos, cauterizados e insensveis quanto ao desespero das
massas humanas sem Deus e sem paz no mundo?
A
sensibilidade que precisamos, s pode provir do genuno amor de
Deus derramado em nossos coraes. Esse amor revela-se pelo
ardente desejo de vermos as almas se convertendo. Para alcanarmos
essa paixo, no podemos nos alienar. Devemos estar em constante
contato com o povo, presenciando seus sofrimentos e suas misrias morais e
espirituais; precisamos meditar na realidade da perdio dos que
esto sem Cristo. Precisamos rogar a Deus com insistncia
que nos d mais e mais amor pelos perdidos. Reflita isso com sua
classe. Aproveite esse momento com intensa contrio espiritual.
Sem dvida alguma, Jesus o modelo perfeito para todos os
evangelistas. Ele nunca dissociou-se das multides aflitas.
Indiferente ao desprezo dos judeus pela Galilia, e movido por ntimo
amor e compaixo, resolveu dedicar a maior parte do seu ministrio
quela diversificada e sofrida populao.
Jesus sempre teve compaixo dos perdidos. Certa vez,
chorou nas imediaes de Jerusalm por causa da incredulidade
de seus habitantes. Outra vez, vendo as multides, teve compaixo
delas porque eram como ovelhas sem pastor. Da mesma forma, o
evangelista precisa ter compaixo do povo, sentindo de perto as
dores alheias, ouvindo os gemidos dos rfos e das vivas e o
ranger dos dentes dos que vivem sob pesados fardos. Jesus jamais
perdeu o contato com as multides. Vendo-as, teve compaixo
delas.
INTRODUO
O quadro social e espiritual da Galilia pode servir como
amostra da humanidade sem Cristo. Alm da mensagem de salvao,
Jesus trazia conforto aos sofredores, e lenitivo para a alma. Ele
se compadecia das multides, pois eram como ovelhas que no tm
pastor (Mt 9.36). Hoje as necessidades humanas so as
mesmas daquele tempo, e que a Igreja tem a soluo para os
problemas do nosso povo: Jesus!
I. A GALILIA DOS GENTIOS
1. Galilia. Do hebraico galil, que significa anel, crculo,
regio, pois era um crculo de cidades em volta do mar da
Galilia. A palavra aparece no Antigo Testamento (Js 20.7; 1 Rs
9.11; Is 9.1). O rei da Assria cercou Samaria, e levou em
cativeiro as 10 tribos do Norte, em 722 a. C. (2 Rs 17.6) e trouxe
gentios para povoarem a regio (2 Rs 17.24). Isso deu origem a
uma populao mista com minoria judaica. As descobertas
arqueolgicas revelam a presena de cultos pagos em Samaria,
Fencia, Sria e nas grandes cidades da Galilia. A regio era
habitada predominantemente por esses gentios de modo que era
chamada de Galilia dos Gentios.
2. Por que a Galilia era menosprezada? A regio da Baixa
Galilia, ou Galilia Inferior, mencionada na maioria das
narrativas dos evangelhos uma rea de terra frtil e bem
regada por ribeiros. Exportava cereais e azeite de oliva. A
atividade pesqueira representava tambm uma parcela considervel
da economia da regio. Era densamente povoada, porm
menosprezada pelos judeus (Jo 1.46; 7.52). A Galilia esteve sob
o governo da Fencia durante 50 anos. Some-se a isso a
diversidade da populao com seus cultos e costumes pagos;
resultado: o desprezo dos judeus.
3. O centro das atividades de Jesus. Embora o texto sagrado
afirme que Jesus curava a todos os enfermos, endemoninhados, lunticos,
paralticos provenientes da Galilia, de Decpolis, de Jerusalm,
da Judia, da costa martima, de Tiro e Sidom, e dalm do Jordo
(v.25; Lc 6.17), ningum pode negar que Ele haja operado mais
sinais e maravilhas na Galilia do que em qualquer outra regio.
Isso para que se cumprissem as profecias de Isaas (9.1,2) e
porque a necessidade da Galilia era maior. Cafarnaum, na Baixa
Galilia, ainda hoje conhecida como a Cidade de Jesus (4.13;
Mt 9.1).
II. O SOFRIMENTO HUMANO
1. As necessidades do pobre. Os economistas costumam dizer
que as necessidades humanas so ilimitadas, e os recursos disponveis,
escassos. Por isso, a escolha de prioridade na administrao
muito importante em todas as esferas da vida: na igreja, no lar,
na empresa, etc. Se a situao essa, como ficam os que vivem
em pobreza absoluta? A pobreza em Israel era grande naqueles dias.
Se na Judia, onde a populao era mais elitizada, havia um nmero
considervel de pessoas que viviam dos bolos do Templo, o que no
diremos da Galilia?
2. As necessidades dos ricos. Estes tambm tm suas
necessidades espirituais. Problemas de ordem familiar, social,
profissional. As riquezas no preenchem o vazio da alma.
Pesquisas apontam que o maior ndice de suicdio est na faixa
entre 21 e 35 anos, incluindo os universitrios e profissionais
das classes mais abastadas. Suicdio o resultado do fracasso
espiritual. Ricos, pobres, intelectuais e ignorantes: todos clamam
por paz de esprito e alegria na alma. Jesus insubstituvel;
Ele veio para que o ser humano tenha vida com abundncia (Jo
10.10).
II. O NICO SALVADOR
1. Cristo salva. Jesus o nico Salvador. A declarao
de que no h salvao debaixo do cu, a no ser em Jesus
(At 4.12), nulifica as religies pags. Jesus j nasceu
Salvador (Lc 2.11). Deus o constituiu Prncipe e Salvador para
dar a Israel o arrependimento e remisso dos pecados (At
5.31). O texto sagrado est dizendo que Deus, ao nomear o Senhor
Jesus como Salvador, deu aos pecadores a oportunidade para o
arrependimento. Se isso no acontecesse, no teramos salvao.
Esse exclusivismo ainda afronta o mundo pago, e deixa em
desconforto as religies monotestas, que no tm a Cristo
como o Filho de Deus e o nico Salvador do mundo.
2. Cristo liberta. Libertador e Salvador. So dois ttulos
aplicados a Cristo no Novo Testamento. A liberdade crist
oferecida por Jesus diferente da liberdade apregoada hoje pela
imprensa e pelos polticos. o ato de libertar a nossa conscincia
da culpa do pecado. Essa promessa o Senhor Jesus a fez para todos
os homens em todos os tempos (Jo 8.32-36). Disse o apstolo
Paulo: e nos libertou do imprio das trevas e nos transportou
para o reino do Filho do seu amor (Cl 1.13 Verso Almeida
Atualizada). Devemos permanecer na liberdade com que Cristo nos
libertou (Gl 5.1).
III. CRISTO CURA
1. A origem da enfermidade. verdade que a doena uma
das conseqncias, direta ou indireta, do pecado. Se no
existisse pecado no existiriam enfermidades. Isso, porm, no
serve para dar sustentao teoria que afirma que a
enfermidade significa estar o doente em pecado ou sem f. Crer
assim afastar-se da verdade bblica e brincar com a f crist.
H enfermidades que so conseqncias diretas do pecado (Jo
5.14). Mas o Novo Testamento fala tambm de homens piedosos que
tiveram problemas de sade (1Tm 5.23; 2 Tm 4.20). No se pode
generalizar neste particular.
2. O alcance do sacrifcio de Jesus. Jesus pode dar sade
a todos os enfermos, mas nem sempre compreendemos o plano de Deus
em relao a determinada pessoa. No existe, nesse mundo,
sofrimento maior do que a enfermidade nas suas inumerveis
manifestaes. Mas a obra de Jesus completa; a expiao no
Calvrio alcana tambm a cura do corpo fsico (Is 53.4; 1 Pe
2.24). Jesus conferiu sua Igreja o poder de curar enfermos e
libertar os oprimidos do Diabo (Mt 10.8; Mc 16.15-20). dever
nosso usar a autoridade do nome de Jesus para diminuir o
sofrimento humano.
IV. A FELICIDADE HUMANA
1. A felicidade est em Jesus. O ministrio de Jesus,
aqui na terra, trouxe transformao para inmeras vidas, mudou
a Galilia e alterou todo o curso da histria da humanidade.
Jesus tem e a soluo de todos os problemas (Mt 11.28-30).
Ele, e somente Ele, pode dar sentido vida. O mundo est em
desespero. Infelizmente Satans cegou de tal forma a humanidade,
que muitos no conseguem reconhecer a Jesus como o seu Salvador e
Libertador; vem-no apenas como um concorrente de seus deuses (2
Co 4.4).
2. Ns ou os anjos? Hoje temos de combater o materialismo,
o paganismo, a imoralidade, a corrupo. E, na autoridade do
nome de Jesus, destruir todas as fortalezas do Diabo. As pessoas vtimas
dessas coisas esto gemendo; clamam no vale da sombra e morte.
Mas para que a luz do evangelho resplandea sobre elas, necessrio
que voc lhes fale de Jesus, e mostre-lhes que Ele a soluo.
Esta incumbncia nossa! O Senhor Jesus delegou essa tarefa aos
seus discpulos; ou seja: a cada um de ns (Mt 28.19,20) e no
aos anjos (1 Pe 1.12).
CONCLUSO
Se cada um de ns fizer a sua parte, poderemos falar de
Cristo a toda a humanidade e, assim, diminuir os seus sofrimentos.
Pois a causa destes de ordem espiritual (Lm 3.39). O Senhor
Jesus equipou os seus discpulos e os enviou ao mundo a fim que
mudassem a face do planeta. E eles o fizeram, porque cada um deles
tinha a conscincia de suas responsabilidades (At 8.4; 11.19,20).
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