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Jesus,
o missionário por excelência
Esequias Soares
Extraído da Revista
"Lições Bíblicas"
Jovens e Adultos - Lições do 3o. trimestre de 2000
CPAD - Casa Publicadora das Assembléias de Deus
Alguém
já disse que o maior problema do Cristianismo não é a ignorância
dos crentes sobre a situação do mundo e sim o indiferentismo. Não
podemos ficar alienados ao sofrimento da humanidade. A força que
move a obra missionária é a compaixão. Jesus sempre teve
compaixão dos necessitados: passava dias, de manhã à noite,
curando enfermos; percorria vilas e cidades, e jamais despediu uma
pessoa que o tivesse procurado sem dar-lhe a sua bênção;
finalmente, cumpriu sua sublime missão, morrendo por todos os
pecadores.
Jesus,
o missionário por excelência, não só cumpriu sua grandiosa
missão salvífica, assumindo a cruz no lugar de toda humanidade,
como também organizou um movimento missionário evangelizador:
selecionou, instruiu e treinou discípulos; especificou-lhes a
tarefa de testemunhar em todo o mundo; instituiu a Igreja e enviou
o Espírito Santo. O
Senhor Jesus Cristo ofereceu-nos o perfeito exemplo de missionário.
Cumpre-nos imitá-Lo, se quisermos ser testemunhas eficientes.
Jesus,
como autêntico missionário, em várias ocasiões demonstrou a
seus discípulos seu interesse na evangelização mundial:
apresentou-se como água viva para a samaritana no poço de Jacó;
curou a filha de uma mulher cananéia, assim como o servo de um
centurião romano. Além disso, fez diversas declarações
elucidando o objetivo universal de sua missão. Com
base na exposição acima, peça a seus alunos que listem no
quadro de giz, textos referentes à visão missionária de Cristo.
Considere os exemplos abaixo:
1)
“Mas eu vos digo que muitos virão do Oriente de do Ocidente e
assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Jacó no reino dos céus”
(Mt 8.11).
2)
“E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em
testemunho a todas as gentes...” (Mt 24.14).
3)
“Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre
todas as nações” (Mc 13.10).
INTRODUÇÃO
O
Senhor Jesus Cristo é divisor de águas de nossas vidas e da História
Universal. Ele é o único cuja história afeta a vida humana.
Ninguém pode ficar alheio à sua vida e obra. É o nosso modelo
em tudo; a Bíblia diz que em tudo foi perfeito; é nEle que
devemos nos inspirar. Ele é o missionário por excelência.
I.
O SENHOR JESUS CRISTO
1.
Senhor. Fala da divindade absoluta de Jesus. A Septuaginta
traduziu Adonay e Jeová pela palavra grega kyrios que é
“Senhor”, nome divino. Dizer: “César é Senhor” seria
reconhecer a divindade do imperador romano. Era por isso que os
cristãos primitivos recusavam-se a chamar a César de Senhor. O
apóstolo Paulo disse: “e ninguém pode dizer que Jesus é o
Senhor, senão pelo Espírito Santo” (1 Co 12.3). Se Cristo
fosse um mero Senhor, haveria necessidade de o Espírito Santo o
revelar? Claro que não (At 2.36).
2.
Origem do nome Jesus. O nome Jesus vem do hebraico Yehoshua ou
Yeshua — “Josué”, que significa “Jeová” ou “Iavé é
salvação”. Josué era chamado de Oshea ben Num “Oséias
filho de Num” (Nm 13.8; Dt 32.44). Moisés mudou seu nome para
Yehoshua ben Num “Josué filho de Num” (Nm 13.16). A
Septuaginta transliterou o nome hebraico por Iesous —
“Jesus”, em todas as passagens do Antigo Testamento, exceto 1
Cr 7.27, que aparece Iousue — “Josué”.
3.
Cristo. É a forma grega do nome hebraico mashiach — Messias,
que significa “ungido” (Dn 9.25, 26). O Novo Testamento diz
que Messias é o mesmo que Cristo (Jo 1.41; 4.25). Isso por si só
reduz a cinzas todos os argumentos das seitas que propagam tais
coisas. O nome Jesus Cristo quer dizer: Salvador Ungido. E a
Palavra Senhor diz respeito à sua deidade absoluta.
II.
O ENVIADO DO PAI
1.
Missionário. O conceito de “missão” no contexto bíblico
teológico é “enviar” e vem da palavra grega apostolos. Esse
vocábulo é usado no Novo Testamento para designar os doze apóstolos:
“e escolheu doze deles, a quem deu o nome de apóstolos” (Lc
6.13). É também usado para os enviados como embaixadores ou
missionários da Igreja (2 Co 8.23; Fp 2.25). A Igreja Ortodoxa
Grega desde o princípio usava o vocábulo apostolos para designar
seus missionários. Já os nossos termos linguísticos “missão”
e “missionário” vem do latim “mitto”, que quer dizer
enviar, mandar.
2.
O enviado de Deus. Jesus é chamado de apostolos no Novo
Testamento grego: “Considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo
sacerdote da nossa confissão” (Hb 3.1). Deus enviou o seu Filho
ao mundo (v.17), o Filho enviou seus discípulos ao mundo (Jo
20.21), o Pai e o Filho enviaram o Espírito Santo para dar poder
à Igreja em sua missão de buscar os perdidos da terra (Lc
24.49;At 1.8). A Bíblia diz que Jesus veio ao mundo para salvar
os pecadores (1Tm 1.15). Essa, portanto, foi a missão na terra do
missionário por excelência.
3.
Jesus é singular. Basta uma lida nos Evangelhos para deixar
qualquer um perplexo. A perfeição e a singularidade que
encontramos na vida e ministério de Jesus são algo nunca visto
na história. Não procurava status e associava-se com os
pecadores: publicanos e prostitutas (Mt 11.19; 21.31,32); embora
santo, perfeito e impecável, foi submetido aos nossos sofrimentos
e provações. Rompeu barreiras geográficas, culturais, étnicas
e religiosas (Mc 7.24-27; Jo 4.9). Eis o modelo de missionário:
Jesus é de todos e para todos; é o único Salvador do mundo; é
dever nosso levar o seu nome para as nações (Lc 24.47; At 1.8).
III.
O VERDADEIRO HOMEM E O VERDADEIRO DEUS
1.
Deus entre os homens. Se apenas o prólogo do Evangelho de João
(1.1-14) fosse a única passagem da Bíblia que fizesse menção
da deidade absoluta de Jesus, teríamos mais que o suficiente para
fundamentar a doutrina de sua divindade. No entanto, temos na Bíblia
inúmeras passagens que falam de maneira explícita que Jesus é
Deus (Rm 9.5; Fp 2.5;Tt 2.14; Hb 1.8; 2 Pe 1.1) e ao mesmo tempo
homem (1 Tm 2.5; 1 Jo 4.3). Deus assumiu a forma humana para
entrar no mundo; é o que a Bíblia chama de “mistério da
piedade” (1 Tm 3.16); pois “o Verbo se fez carne e habitou
entre nós e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do
Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14).
2.
Seu poder. Jesus revelou seu poder sobre o reino das trevas, sobre
Satanás e o inferno (Mc 5.7-13); sobre as enfermidades e a morte
(Mt 10.8), sobre o pecado e sobre a natureza (Jo 8.46; Mt 8.26,
27). Provou ser o verdadeiro Homem e o verdadeiro Deus. Nunca
pronunciou palavras tais: “talvez, eu acho que..., não sei mas
vou pesquisar, isso é muito difícil e vou orar e perguntar ao
Pai, suponho que”, não! Mas sempre dizia: “Na verdade, na
verdade te digo” (Jo 3.3); “Em verdade te digo” (Lc 23.43);
“O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de
passar” (Mt 24.35). Não havia a palavra “impossível” no
seu dicionário.
3.
O caráter divino de Jesus. Você nunca ouviu um muçulmano dizer:
“Maomé vive em mim”, ou: “ele habita em meu coração”,
ou ainda: “tenho comunhão com Maomé”. Da mesma forma os
judeus com relação a Moisés, os budista com Buda, os
confucionistas com Confúcio. Mas com Jesus é diferente. Nenhum
dos chefes religiosos acima afirmou alguma vez ser o Deus
verdadeiro, o Criador do céu e da terra, porém Jesus declarou sê-lo
e realmente o é! (Jo 8.58; 10.30-33). Ele garantiu habitar nos
corações de seus seguidores: “Se alguém me ama, guardará a
minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos
nele morada” (Jo 14.23). Podemos como salvos dizer “Cristo
vive mim” (Gl 2.20).
CONCLUSÃO
Não
existe argumento convincente para não se crer em Jesus. Ele
continua vivo em glória e majestade e tem todo o poder no céu e
na terra. A grandeza do nome de Jesus pode ser vista na Bíblia,
na história, nas artes, no nosso dia-a-dia e, principalmente, no
testemunho pessoal de seus seguidores. Mesmo sob perseguições, o
seu nome atravessou os séculos e, com a arma do amor, fundou o
maior império da história – o único que não
será destruído: o Reino de Deus, prometido pelo Senhor a Davi, e
cumprido plenamente em Cristo Jesus Nosso Senhor.
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