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Agar e a promessa de muçulmanos violentos

Dando continuação ao nosso estudo especial sobre os povos islâmicos, gostaríamos nesta edição de colocarmos à luz da palavra de Deus, o entendimento que Ela dá sobre uma questão tão aterrorizadora que é a violência entre os povos Árabes e o mundo muçulmano. Vamos perceber que a violência professa por estes povos não é coisa apenas dos nossos dias, mas ao contrario do que muitos pensam, já é praticada desde os  séculos passados. Nomes que por vezes soam de uma forma pesada em nossos ouvidos, como o do ditador iraquiano Saddam Russeim, ou o de líderes de grupos terroristas como o do saudita Osama Bin Laden do Al-Qaeda e o libanês Hassam Nasser Alah do Hezbolah, ou quem viveu no fim dos anos setenta e começo dos anos oitenta que não se lembre do homem já falecido que esconjurou os EUA, o líder do Ira na época, o “supremo” Aiatolá Khomeini. Nomes freqüentadores de noticiários, que por vezes nos fazem querer manter distância quando deveríamos desejar estar perto. Homens barbudos sempre muito bem armados ou com no mínimo alguns quilos de dinamite presos em seus corpos. Homens que querem se igualar ao fundador do islamismo, o homem que como crêem eles, recebeu a revelação de Deus para ser o último grande profeta na terra. Porém o que nos mostra sua história e ensinos é que um dos maiores exemplos que deixou para os seus seguidores foi nada mais nada menos, do que a violência. Forte e temível, o guerreiro semita pagão parecia destinado a ser vingativo. Tanto judeus como cristãos haveriam de sentir a espada muçulmana. Desafiador, audaz, criativo, o discurso carismático de vontade inabalável, um gênio religioso que transformou orações em espadas, Maomé foi o rei-profeta que tentaria reclamar o lugar que Ismael perdera na família de Abraão. A morte o apanhou de surpresa. Mas suas palavras o sobreviveram, difundidas nas pontas das lanças do orgulho árabe. Cem anos depois da sua morte, os exércitos muçulmanos haviam atropelado Samarcand e Sind, Jerusalém e Espanha. O mundo tremeu diante destes poderosos destruidores de ídolos. Isentas de alegria e de música, suas mesquitas, por algum tempo, pareceram ter prevalecido sobre a sinagoga e a igreja. Mas, o por que de tanta violência? Qual a raiz desta história? É isto que vamos mostrar nesta edição.

ABRAÃO E A TRAGÉDIA FAMÍLIAR

 “[...] veio a palavra do Senhor a ele (Abraão), dizendo: [...] aquele que de ti será gerado, esse será o teu herdeiro. [...] Olha, agora, para os céus e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua semente”(Gn. 15.4,5).

 Saber que vai ter um filho é notícia alegre para qualquer pai, mas receber esta notícia já em idade avançada, e depois de sua mulher ter passado o tempo de ter filhos, foi sem dúvida um grande desafio de fé para Abraão. A Bíblia nos dá testemunho de que “creu ele (Abraão) no Senhor, e foi-lhe imputado isto por justiça” (Gn. 15.6). o termo “crer” aqui, (hb. ‘aman), significa perseverar confiando e crendo, evidenciando isso mediante uma fidelidade obediente. Era esse o tipo de fé que Abraão tinha. Mas Sara sua mulher, deduzindo erroneamente, disse a Abraão: “o Senhor me tem impedido de gerar; entra, pois, à minha serva (Agar); porventura, terei filhos dela (Gn. 16.2). Entre o povo da Mesopotâmia, o costume, quando a esposa era estéril, era deixar que a sua serva tivesse filhos com o esposo. Esses filhos eram considerados filhos legítimos daquela esposa. Apesar de existir então esse costume, a tentativa de Abraão e Sara de terem um filho através da união de Abraão com Agar não teve a aprovação de Deus. O novo testamento fala de Ismael, o filho de Agar com Abraão, como sendo o produto do esforço humano “segundo a carne”, e não “segundo o Espírito” (Gl. 4.29). nunca se deve tentar cumprir o propósito de Deus usando métodos que não são segundo aqueles que Ele já traçou. O grande erro foi terem feito as coisas sem a consulta prévia a Deus.

 AGAR – TRISTEZA E ESPERANÇA

 “[...] e ela (Agar) concebeu; e, vendo ela(Agar) que concebera, foi sua senhora(Sara) desprezada aos seus olhos” (Gn. 16.4).

Devido esta arrogância de Agar menosprezar Sara que à tanto tempo desejava ter filhos, Abraão permite Sara afligir e perseguir Agar, fazendo com que Agar fugisse de diante deles para o deserto. Há quem ache que a história deveria ter terminado aqui. Abraão cometeu um erro. Agar fugiu grávida.

Errado, Deus não pensa assim. Ele estava observando toda a cena. “E o Anjo do Senhor a achou (Agar) [...] no deserto, [...]e disse: Agar, serva de Sara, [...] torna-te para tua senhora e humilha-te, [...] e multiplicarei sobremaneira a tua semente, que não será contada, por numerosa que será. [...] terás um filho, e chamarás o seu nome Ismael, porquanto o Senhor ouviu a tua aflição (Gn. 16.8-11). Para muitos o fato de Ismael não ter vindo como filho da promessa, isso faria dele uma maldição. Mas Deus não olha como nós olhamos. A Bíblia nos ensina que Deus transforma a “Maldição em Benção” (Dt.23.5). Ele além de não condenar o fruto do ventre de Agar, ainda prometeu que faria coisas grandes na vida dele, honrando assim a fé de Agar. Bastava ela se humilhar diante de Sara sua senhora, pois, “diante da honra vai a humildade” (Pv.15.33).

 AGAR – A OUTRA PARTE DA PROMESSA

 “Disse-lhe também o Anjo do Senhor: [...] chamarás o seu nome Ismael, [...] E ele será homem bravo (ou jumento bravo); e a sua mão será contra todos, e a mão de todos, contra ele” (Gn.16.12).

Esta profecia antiga sobre Ismael, ainda não nascido, tem sido causa de muita reflexão. Será que esta predição quer dizer que o comportamento de Ismael foi arbitrariamente predeterminado por Deus? Ou será possível que Deus previu as conseqüências inevitáveis dos relacionamentos rompidos na família? As respostas a essas duas perguntas não estão muito distantes uma da outra, porque Deus conhece o ser humano e como as coisas funcionam. Neste sentido, Ele viu que o que aconteceria a Ismael e a sua descendência era inevitável. Mas o fato é que bem no fundo na psique de Maomé e do povo árabe e, subseqüentemente, de todo muçulmano, árabes ou não, está este grande anseio de fazer parte da família de Abraão e Ismael. Os dois são mencionados várias vezes no Corão, e lembrado com destaque nos rituais ligados à peregrinação anual a Meca: “Lembrai-vos que estabelecemos a Caaba para congresso e local de segurança para a humanidade; e adotai a Estância de Abraão por oratório. E estipulamos um pacto com Abraão e Ismael, dizendo-lhes: Purificai a minha casa, para os circundantes (da Caaba), os retraídos, os que se inclinam e se prostram (surata 2.125).

Vejamos mais uma vez o versículo que fala das características de Ismael: “E ela será como jumento bravo” (Gn.16.12). Um homem bravo como um jumento. O que isso quer dizer? Deus ao repreender severamente Jó, falou do jumento bravo: “Quem deu liberdade aos jumentos bravos? Quem os deixou andar soltos, à vontade? Eu lhes dei o deserto para ser a sua casa e os deixei viver nas terras salgadas. Eles não querem saber do barulho das cidades; não podem ser domados nem obrigados a levar cargas. Eles pastam nas montanhas, onde procuram qualquer erva verde para comer” (Jó 5-8). Ismael haveria de ser forte, selvagem e livre; e, podemos acrescentar, de trato difícil, zombando de seus irmãos, amando sua liberdade a ponto de não ser capaz de conviver com ninguém, nem com seus próprios parentes. Um comentário observa o seguinte: “os ismaelitas vivem em constantes estado de litígio [...] uns com os outros e com seus vizinhos”, e: “Ismael haveria de manter uma posição independente diante [na presença de] todos os descendentes de Abraão”. À luz dessas características, Maomé era um descendente autêntico de Ismael. Ao mesmo tempo em que tentou desesperadamente inserir-se na árvore genealógica dos profetas bíblicos, ele manteve ferozmente sua independência como um “profeta árabe” com um “Corão Árabe” (suratas 12.1; 20.113; 46.12).

No começo, Maomé tentou cortejar os judeus como os cristãos. Quando viu que não obtinha sucesso, não apenas distanciou-se deles, mas, no caso dos judeus, depois de confiscar todos os bens de duas tribos judaicas, baniu-as, e massacrou todos os homens de uma terceira, escravizando as mulheres e crianças. No caso dos cristãos, ele igualmente os reduziu a cidadãos de segunda classe e tentou destruir o cerne da mensagem cristã. Ao se tornar odioso tanto para os judeus como para os cristãos, Maomé tomou providências para imprimir a violência para sempre em seus seguidores, sacramentando a vingança e a guerra (2.216; 4.74; 9.5; 61.4; há mais de cinqüenta referências diferentes no Corão às obrigações e condições da guerra santa; Whitehouse). De algum modo misterioso, parece que as características de Ismael descritas em Gn. 16.12 sobreviveram até hoje na vida dos que se identificam tão de perto com ele por meio da vida de Maomé e dos seus ensinos na religião islâmica.

Antes de sermos muito duros com os descendentes de Ismael, recordemos nossa própria triste história. As pessoas não precisam ser mais condenadas ainda mais por nós. Elas precisam de libertação, que vem apenas pela fé viva voltada para Jesus Cristo, o libertador, o salvador do mundo.

 

BIBLIOGRAFIA

  • El Hayek, Samir. O significado dos versículos do alcorão sagrado. 11ª Ed., São Paulo, Marsam Ed. Jornalística, 1994.

  • Mcmurry, Don. Esperança para os muçulmanos. 1ª Ed., Ed Descoberta, 1999.

  • Stamps, Donlad C. Bíblia de estudo pentecostal. CPAD, 1999.

  • White House, Aubrey, Topical Concordance to the Quran. Lily Dale \9victoria, Australia): Bible College of Victoria Press, 1981 


  Por Marcelo Teixeira Pereira

 

 

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