Quando comecei a
pesquisar os números do crescimento do Evangelho no Brasil para
esta matéria, cheguei a pensar que algum índice deveria estar
incorreto. Não que a fonte das informações fosse duvidosa. Não era
por isso. A origem dos dados - o IBGE, Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatísca - é uma fonte de informações absolutamente
confiável, sendo que a seriedade de suas pesquisas servem de
referência internacional quando torna-se necessário citar dados
acerca do Brasil. As pesquisas que eu estava manipulando eram
inquestionáveis, sem dúvida. Mas após inserir todos os dados
religiosos dos últimos censos do IBGE no computador, pude colher
uma série de valores que me davam informações, no mínimo, de tirar
o fôlego. Quando vi os números, não pude chegar a nenhuma outra
conclusão senão o fato de que Deus está fazendo algo grande no
Brasil. Algo tremendo e espetacular! Pelos dados coletados, pude
constatar, por exemplo, o que antes também já havia sido
verificado pelo Departamento de Pesquisas do Sepal. Os evangélicos
no Brasil cresceram 2,5 vezes mais rapidamente do que a população
na década de 80 e mais de 4 vezes acima da taxa de crescimento
populacional na década de 90. Em 1970, o Censo constatou uma
população evangélica de 4,8 milhões. Em 1980 foi de 7,9 milhões.
Em 1991 foi de 13,1 milhões. Em 2000, ano do último Censo
realizado pelo IBGE, apontou um número de Evangélicos de 26
milhões, 184 mil e 977 pessoas, representando 15,41% da população
brasileira. Há exatamente dois anos, no início de 2003, 30 milhões
de brasileiros eram evangélicos. A projeção para este ano de 2005
aponta para o número de 33 milhões de evangélicos representando um
total de aproximadamente 18% da população.

Colocando todos esses
dados num gráfico, como mostra o modelo acima, iremos perceber que
o crescimento dos Evangélicos no Brasil não segue uma trajetória
linear, mas faz uma curva em ascensão, demonstrando que está
havendo um interesse cada vez maior pela mensagem da cruz de
Cristo. Somando-se a isso, verifica-se que os novos crentes têm
cada vez mais conduzido outras pessoas a conhecerem o Evangelho e
estes, por sua vez, também levam outros, como uma multiplicação em
larga escala. Esse fator é que provoca a curva em ascensão do
gráfico. A linha escura do gráfico mostra o ritmo de crescimento
ano-após-ano entre 1980 e 2000. A linha branca mostra a projeção
de crescimento até 2010, quando deverá atingir aproximadamente 55
milhões de evangélicos. Se a igreja continuar a crescer nesse
ritmo, alcançará 50% da população no ano de 2022.
Tudo
isso são motivos para louvarmos ao Senhor, mas ainda há muito
trabalho a ser feito. Existem alguns problemas graves com a visão
evangelística da igreja no Brasil. A igreja não é bem distribuída.
Há lugares repletos de igrejas. Em outras áreas não existe uma
única igreja sequer. Existem também algumas questões preocupantes.
Uma delas é que também há no Brasil todo tipo de igreja evangélica
que se possa imaginar – e algumas ministram ensinos tão estranhos
ao Evangelho que praticamente às colocam entre a fronteira de
seita e igreja. Esse problema é algo que não tem como filtrar
pelos dados do IBGE. Porém, isso não representa motivos para
duvidar dos números do Censo. Essa parcela de igrejas
pseudo-evangélicas forma um valor inexpressivo dentro da multidão
total de evangélicos no Brasil. Mas a conclusão que podemos tirar
é que quando se fala em números, quantidade nem sempre é sinônimo
de qualidade.
O Censo não responde
todas as perguntas, mas ele nos ajuda a entender o crescimento da
igreja brasileira, enxergar as falhas, traçar metas, estabelecer
alvos e planejar melhor a abertura de novas congregações.
As informações a seguir foram
totalmente baseadas nos dados do Censo. Caso você queira fazer uma
pesquisa pessoal com outros tipos de informações, basta acessar na
internet o site do IBGE, através do endereço:
www.igbe.gov.br.